TEOLOGIA EM FOCO

quarta-feira, 20 de maio de 2009

TRÊS COISAS QUE O OBREIRO PRECISA FAZER BEM



O Senhor, na Sua obra, conta com pessoas que se dediquem dentro daquilo que o Senhor os chamou a fazer (Jo. 15:16; I Pe. 1:12). Todas as coisas para o Senhor devem ser feitas com dedicação, cuidado, respeito, amor (Jr. 48:10), e tudo isso muitas vezes regado com lágrimas e dores como que de parto (At. 20:19; Gl. 4:19).

Paulo sempre falou da necessidade do obreiro ter qualidades, ser preparado, experimentado, esforçado no desempenho do ministério (1ª Tm. 3.1-16; Tt 1.5-16).

Escrevendo a Timóteo ele fala de três coisas que todo o obreiro deve fazer bem, e é sobre isto que estarei escrevendo nas linhas posteriores. Não é minha intenção valorizar uma mais do que a outra; todas são de extrema importância dentro do desempenho ministerial, por isso as escrevo na ordem como estão na bíblia. Para a realização de todas elas há necessidade de estar firmado em toda a Verdade. Devido às nossas faltas podemos até ser mais habilidosos em alguma coisa em relação a outra, mas aí vem a humildade (faço referência a esta virtude no final do tópico sobre governar bem) para reconhecermos e aceitarmos aqueles que o Senhor tem colocado ao nosso lado, e assim ser completo, para o bom desempenho de todo o serviço cristão.

“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por digno de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino” – “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” – “Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre bem o teu ministério” (I Tm. 5:17; II Tm. 2:15; 4:5 – ECA).

GOVERNAR BEM: I Tm. 5:17
Governar (no grego proisthmi) em Timóteo é o mesmo que presidir em Romanos 12:8 1. Tem o sentido de estar à frente (de), liderar, dirigir. Pode se referir também a estar preocupado com, cuidar de, ajudar e ainda ocupar-se com, engajar-se em. Tem referência a liderança no lar (I Tm. 3:4s; 12) ou na igreja (I Ts. 5:12; I Tm. 5:17).

Com relação à obra de Deus, o trabalho do Senhor, o sentido ao mesmo tempo em que é amplo, também impõe responsabilidade sobre o que governa; exigindo capacidade e preparo que vem pela graça aliada ao esforço pessoal diante do Senhor. Veja que Paulo diz “Temos diferentes dons, segundo a graça que nos é dada” (Rm. 12:6). A capacidade de governar, presidir, está entre o que podemos chamar de ‘dons do serviço’, os outros são exortar, repartir, presidir, usar de misericórdia. A graça é ampla: pela graça somos salvos (Rm. 5:15,18; 11:6; Ef. 2:5,8,9; Tt. 2:11) e pela graça servimos (Lc. 2:52; Rm. 1:5; I Co. 15:10; Ef. 4:7; Hb. 12:28).

A responsabilidade de todo o obreiro na seara do Senhor é totalmente com as coisas do Senhor, por ordem do Senhor, para o Senhor. Governar bem tem amplo alcance, envolve administração, cuidado, mordomia cristã, despensa cristã (I Co. 4:1-2; Tt. 1:7; I Pe. 4:10).

Paulo, escrevendo a Timóteo refere-se aos presbíteros, isto é, os anciãos. A palavra presbítero já denota homem maduro, experiente, capaz. Porém Paulo faz menção daqueles que governam e acrescenta ainda com ênfase aos que trabalham na palavra e no ensino. Isto dá a entender que o presbítero – aquele que governa – deve estar intimamente ligado à Palavra e buscar em Deus a aptidão para o ensino, já que para isso deve haver uma dedicação pessoal (Rm. 12:7). É importante notar a importância da Palavra e do ensino no desempenho da liderança; os que assim procederem são merecedores de duplicada honra; só se chega ao objetivo de uma boa liderança eclesiástica se o obreiro estiver de acordo com a Palavra de Deus. Quando se distancia da Palavra corre-se grande perigo (I Sm. 13;13).

CRISTO GOVERNOU BEM
Olhando para os evangelhos e as cartas, temos em Cristo o exemplo perfeito a ser imitado, não há ninguém comparável a Ele. O escritor aos Hebreus diz que “Ele foi fiel ao que o constituiu [...]” (Hb. 3:1-3).

Cristo é o exemplo perfeito para todas as coisas concernentes a obra do Senhor (Jo. 15:5; I Co. 11:1; Ef. 5:1). Cristo teve o cuidado de fazer o que o Pai mandava (Jo. 5:19; 7:16; 8:28,29; 9:4; 14:31); deu importância à Palavra, ao discipulado, ao ensino (Jo. 4:41,42; 5:39; 6:60); tinha compaixão das multidões por causa das doenças físicas e também por causa do desgarro espiritual e procurava alimentá-las tanto espiritualmente quanto fisicamente (Mt. 9:27-29,36; 14:13-21; 15:29-39; Mc. 8:1-13; Jo. 6:1-15); era afetivo (Mt. 8:3; 19:13-15; Lc. 5:13); tinha intimidade com os doze (Mt. 13:10-11; Mc. 4:10-12; Jo. 6:67-68; 15:15); tinha cuidado com as finanças (Mt. 22:15-22).

Através do exposto acima vemos que Cristo governou bem, com sabedoria, com prudência. Ele esteve junto, liderou na direção do Espírito Santo, se preocupou, ajudou, empenhou-se; Ele jamais teve a despensa vazia (Mt. 7:29; 13:52), pois estava em constante comunhão com o Pai. Sem dúvida alguma, Ele é o exemplo perfeito a ser seguido!

OS APÓSTOLOS GOVERNARAM BEM
Os Apóstolos procuraram governar segundo o que tinham aprendido com o Mestre. Foram eles discipulados por Cristo, e desejaram seguir o exemplo de Cristo deixado em todas as circunstâncias (Jo. 13:15).

Eles tiveram o cuidado de conduzir a igreja dentro do verdadeiro ensino da Palavra, e quando surgiu problemas com relação às questões sociais tomaram uma atitude na direção do Espírito Santo, e dessa forma não deixaram perecer nem uma nem outra coisa (At. 6:1-7).

Paulo teve o cuidado de levar bem-estar para as igrejas. Era um homem preocupado com o bom andamento da obra de Deus em todos os sentidos. Procurou ele não somente dar instruções como também praticar o que ensinava. Defendia o apostolado em sentido amplo, isto é, não somente o dele, mas dos demais Apóstolos (verdadeiros) (I Co. 9:3-14); procurou se portar com as igrejas pobres de forma a não ser pesado a elas (At. 18:1-3; II Co. 11:8-9; 12:16-17; I Ts. 2:6,9) – nesse tempo em que as ambições materiais andam no coração de muitos ‘obreiros’, seria muito bom que esses ‘obreiros’ olhassem com acuricidade (cuidado) e temor para tais registros. Paulo teve muito cuidado com relação às finanças; quando recolhia ofertas, procurou não se envolver com dinheiro (I Co. 16:1-4), conquanto pedisse ajuda aos mais abastados para socorro dos mais pobres (II Co. 8:1 – 9:1-15). Paulo deu o exemplo também com relação ao ensino, a doutrina bíblica, ao ministério da Palavra (At. 20:18-21, 24-27; Rm. 1:8-12; Gl. 1:12; 5:16; Ef. 3:4; 14-21; I Tm. 3:2; II Tm. 4:1-2), na verdade, todas as suas cartas são cartas doutrinárias, umas endereçadas às igrejas, outras a obreiros, porém todas contendo instruções de fundamento doutrinário para edificação das igrejas e para aperfeiçoamento dos obreiros. Paulo tinha o cuidado de não ir além do que está escrito (I Co. 4:6); sabia colocar as experiências no devido lugar, jamais diminuindo a Palavra por causa de experiências (Gl. 1:8). Por isso a recomendação paulina de que “[...] sejam por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino” (I Tm. 5:17).

Tiago, em sua epístola, traz conselhos práticos e repreensões fortes com relação à vida cristã. Sendo o Evangelho um modo de vida (Gl. 5:25), mostra-nos que abraçando-o pela fé deve se ter a disposição de vivê-lo intensamente sob a graça divina (Cl. 3:1-2). O ato de governar muitas vezes é colocado em prova diante do modo prático de se viver o evangelho. É assim que Tiago procura trazer aos cristãos as devidas responsabilidades espirituais, levando-os, ainda que num estilo forte, a refletir sobre as várias facetas do viver prático em Cristo. O assunto que estou debatendo é o governar bem, e para se chegar a tal objetivo dentro do plano divino é necessário se tomar posições mais firmes dentro de várias necessidades enfrentadas. Não podemos esquecer que o objetivo de Cristo é conduzir-nos a estatura de varão perfeito (Ef. 4:13; Cl. 1:28), e isto muitas vezes nos leva contrastar a teoria cristã com a prática, eis porque Tiago faz alusão contrastando a humildade com a fragilidade das riquezas (Tg. 1:9,10); exorta com relação ao ser tentado e como o caminho do pecado é sutil e mortal, mas que tudo o que é prefeito vem do Pai das luzes (Tg. 1:13-18). Em Tiago temos o conselho perfeito e a exposição prática de que governar bem, em muitas vezes exige posição firme, porém centrada no objetivo bíblico do crescimento espiritual (Tg. 1:2-4), com uma preocupação sadia por parte de quem governa, para levar o rebanho a viver plenamente o evangelho de Cristo em santificação. O objetivo aqui não é uma análise do livro de Tiago, por isso o conselho de que se leia com atenção e oração para entender sob a ótica do Espírito Santo a profundidade teológica deste livro. Isto acrescentará e muito para todo aquele que deseja governar bem.

As epístolas de Pedro também trazem profundidade bíblica para o bom desempenho do trabalho do presbítero – é importante notar que Pedro se intitula como servo e Apóstolo (II Pe. 1:1) – veja bem: primeiro servo, depois Apóstolo – e realmente era. Pedro mostra como deve ser o bom procedimento cristão, faz forte referência sobre a vida familiar, não deixando de trazer o ensino teológico sobre a Pessoa de Jesus e o apascentamento do rebanho de Deus. A segunda carta ocupa-se inteiramente com o ensino teológico e teocêntrico com relação à vida cristã, aos falsos mestres e o Dia do Senhor. Aquele que governa bem tem a responsabilidade de despertar pensamentos puros na mente da igreja (II Pe. 3:1; cf. Fp. 4:8).

O Apóstolo João, presbítero (II Jo. 1; III Jo. 1), também fala sobre a amplitude do evangelho de Cristo. Ocupa-se ele a trazer para a igreja, a senhora eleita, ensinos práticos, e também profundamente teológico e teocêntrico para edificação espiritual. Fala de verdades profundas sobre o amor, o viver na luz, as questões doutrinárias (destes últimos dias) contrárias à bíblia – os anticristos e os falsos espíritos –, e por fim da necessidade e da alegria que produz o andar na Verdade, para quem faz como para quem ensina.

Por fim Judas traz em sua breve epístola, a necessidade, para aquele que governa, de que deve estar intimamente ligado com toda a Verdade doutrinária bíblica. Assim conduzirá a igreja pelo caminho da Verdade, livrando-a de cair nas garras dos falsos mestres e, através do ensino edificá-la sobre a santíssima fé em oração (v. 20).

Esse breve relato tem por objetivo vermos a importância que tem o preparo para o presbítero – o obreiro. Pois não temos somente seus escritos, mas também o exemplo de que governaram bem sobre o rebanho do Senhor. Só governa bem aquele que estiver alicerçado em toda a Verdade. O Senhor é poderoso para suprir as necessidades de cada um, pois cada pessoa tem suas individualidades, suas competências, dificuldades, virtudes e capacidades; o Senhor sabendo disso, dispõe a cada um a virtude chamada humildade para ver e ocupar aqueles que o Senhor colocou ao seu lado com diferentes dons (Rm. 12:6a) a fim de auxiliar lhe, pois governar bem não significa governar sozinho (Ex. 18:1-27; Js. 2:1; Jz. 4:4,6,18-24; 6:11; 7:4-6; II Rs. 22:8-11; Ed. 7:25; At. 14:21-23; I Co. 4:17; 16:10; 12:27-29; Ef. 4:11; Cl. 4:7-9; I Tm. 1:3-4; II Tm. 2:2; Tt. 1:5). Podemos ver assim que governar bem glorifica o nome Deus e edifica a igreja; enquanto que governar sozinho denota domínio (controle completo, assenhorear-se, ser senhor), o que não cabe ao servo do Senhor, e não edifica o Corpo de Cristo (II Co. 1:24; I Pe. 5:2-3).

O servo do Senhor para governar bem deve buscar no Senhor visão ampla (I Rs. 3:9), conhecer-se a si mesmo (I Rs. 3:7) e, em Cristo, buscar as habilidades necessárias para governar bem, segundo o que o Senhor quer (Rm. 12:3,6a; I Co. 1:1:6-11; 4:1-2; II Co. 11:6; I Tm. 4:15; II Tm. 1:6-7; 2:1-7; Tt. 1:5; 2:1; 3:8; Tg. 1:5-6).

MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE – II Tm. 2:15
A Palavra de Deus é a Verdade Suprema. É por ela que conhecemos como o mundo foi formado; sabemos a origem de todas as coisas criadas por Deus; a Palavra é um dos meios da revelação de Deus aos homens. A importância e o objetivo da Palavra são proferidos pelo próprio Deus aos instruir Moisés: “Disse mais o Senhor a Moisés: escreve estas palavras, pois conforme o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel” (Ex. 34:27).

É pela Palavra que conhecemos a respeito da nossa queda e também do meio de redenção em Cristo; por ela somos instruídos no conhecimento de Jesus Cristo; e ouvindo-a somos despertados na fé para a salvação (Rm. 10:17). A Palavra de Deus é de profundeza imensurável (Rm. 11:33), revelada pelo Espírito Santo (I Co. 2:10).

Deus é sábio. Ele sempre escolheu homens para propagarem a Sua verdade ao mundo. Ele poderia ter escolhido os anjos, pois para isso atentavam (I Pe. 1:12), mas ele preferiu homens, a Sua escolha é soberana. Por mais que sejamos falhos, tenhamos pecado, somos profundamente limitados; para Ele isso não importa, ele nos escolheu, nos chamou para salvação e para o serviço, nomeando-nos para frutificarmos a favor do Seu reino.

ATENÇÃO! TOMEMOS CUIDADO
Neste tópico estarei falando sobre manejar bem a Palavra da verdade. Essa recomendação exortativa é aplicada diretamente a todo aquele que deseja ou está inserido como ministro do Evangelho (I Tm. 3:1-2).
Para exercermos qualquer profissão precisamos de empenho, dedicação, qualificação, interesse, crescimento, atualização; quanto mais para lidar com as coisas eternas! A exigência é muito maior – não importa se ignoramos isso – a verdade é que Deus quer que todo obreiro maneje bem o importantíssimo instrumento deixado, para dele fazer uso em todas as circunstâncias da batalha – a Palavra da Verdade.

Estamos vivendo uma época muito difícil no meio religioso mundial. A Palavra de Deus tem sido usada com tanta irresponsabilidade que por vezes ficamos estupefatos diante de tantas aberrações e inovações que estão forçosamente sendo justificadas como doutrina bíblica.

Hoje se toma em mãos a Palavra de Deus para escrever livros sobre as mais diversas áreas do conhecimento: é sobre liderança empresarial, psicologia, modelos de empreendimentos, como aumentar a receita capital de empresas, como determinar-se para se dar bem na vida, e por ai vai. São usos totalmente alheios e de nenhum compromisso com a Palavra da Verdade.

Pior do que isso, são as aberrações surgidas dentro do meio evangélico, temos visto doutrinas levantadas por ‘líderes espirituais’ e por ‘igrejas’ com base em experiências – “Devemos dar destaque primeiramente ao conteúdo, depois ao conteúdo e novamente ao conteúdo. Esse conteúdo precisa ter como base a revelação proposicional feita nas Escrituras, e toda a nossa liberdade sob a liderança do Espírito Santo deve estar enquadrada nos padrões delineados pela Bíblia. Precisamos ressaltar que a base de nossa fé não é nem a experiência nem os sentimentos, mas a verdade concedida por Deus, verbalizada, proposicional nas Escrituras, a qual acima de tudo, aprendemos com nossa mente, embora, é claro, o homem como um todo deva tê-la como fundamento”. (Schaeffer apud Deivinson Gomes Bignon – livro Voltando para a bíblia – 2002. Versão on-line), e estas sendo encaixadas a qualquer modo e de qualquer jeito dentro do contexto bíblico. Não se tem respeito a exegese e a hermenêutica bíblica, quanto mais a Verdade esposada nas Escrituras. Pois quem ignora essas duas ferramentas para a interpretação da bíblia, está deliberadamente aceitando todas as inovações e/ou inverdades que tem se fundamentado na Palavra de Deus, e ainda as propagando para o rebanho.

1. Com ‘base bíblica’ muitos estão invertendo os papéis, colocando Deus na obrigação de me dar tal ou tal coisa, me responder em até tantos dias (ou horas), para isso tem tomado mão do determinar – eu determino e Deus tem que fazer. A base para tal aberração é o uso errado do termo grego aiteõ, que dizem significar “exigir” ou “determinar”, mas na verdade significa atitude suplicante diante de Deus. O cristão deve ter diante de Deus uma atitude de humildade e dependência (Mt. 7:7,8; Jo. 14:13; 15:16; Dt. 10:12; Mq. 6:8). Em Filipenses 4:6 Paulo faz referência à súplica para levarmos diante de Deus nossas necessidades. Ele não escreveu para determinarmos alguma coisa com relação às ansiedades da vida. Davi e Pedro concordam com relação ao descansar no Senhor (Sl. 55:22; I Pe. 5:7), lançar sobre o Senhor as nossas ansiedades denota confiança, enquanto que determinar denota autoridade, porém o cristão não tem autoridade sobre Deus.

2. Veja o que disse o ‘pregador astro’ Benny Hinn: “Nunca, jamais, em tempo algum, vá ao Senhor e diga: ‘se for da tua vontade ...’ Não permita que essas palavras destruidoras da fé saiam de sua boca”. Pergunto: estaria Jesus errado? (Mt. 6:10; Lc. 22:42; Jo. 5:30; 6:38; Hb. 10:7), e os Apóstolos também? (At. 21:14; Rm. 12:2; II Co. 12:7-10; Ef. 5:17; 6:6; I Ts. 4:3; 5:18; Hb. 10:36; 13:21; Tg. 4:15; I Jo. 2:17).

3. Ainda com ‘base bíblica’ tem se cultuado a anjos. É anjo pra todo lado, é anjo forte e até tem surgido a troca de anjo, pois agora acharam o anjo fraco que deve ser trocado (barganhosamente) por um anjo mais forte. Tomamos cuidado! Os gnósticos adoravam aos anjos (Cl. 2:18); e há anjos caídos que se transformam em anjos de luz para enganar (II Co. 11:13,14). Muitas vezes sutilmente tem se dado mais ouvido às palavras de anjos do que à Palavra da Verdade (Jo. 12:28-30; Gl. 1:8; I Rs. 13:18).

4. A obra da cruz tem sido anulada. Não foi Cristo que venceu na cruz como diz a bíblia. Outro ‘astro dos púlpitos evangélicos’, Kenneth Copeland, declarou: “Satanás venceu Jesus na Cruz”. Mas o que dizer da Palavra da Verdade? (I Co. 1:18; Cl. 2:15; Hb. 2:14,15; Fp. 3:18).

5. A estratégia satânica, “sereis como Deus”, continua em alta – usando como base textos isolados (Sl. 82:6; II Pe. 2:4) tem se afirmado que o homem é um pequeno deus, veja o que disse outro ‘grande pregador’: “você não está olhando para Morris Cerullo – você está olhando para Deus, está olhando para Jesus”. Coincidência? (leia: Mt. 24:4-5; cf. Mt. 7:21-23).

Podemos perguntar: não são todos ‘grandes’ teólogos? Sim. Porém tenhamos cuidado com o evangelho em que a teologia é o centro, pois para o verdadeiro cristão o que vale é o evangelho cristocêntrico, isto é, Cristo como centro e não a teologia como centro, pois se a teologia não estiver de acordo com a Verdade, não é verdade (II Pe. 1:20-21). Exemplo? Teologia romanista; teologia adventista; teologia da torre de vigia (Testemunhas de Jeová); teologia da prosperidade; teologia espírita; etc.

O obreiro deve ter muito cuidado com isso: “Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo” (Tg. 3:1) – pense bem antes de se lançar afoitamente para manejar a Palavra perante a Igreja, a Noiva amada. O senhor tem muito zelo por Sua Noiva (Ef. 5:25-27).

Conforme exposto acima concluímos que quão grande é o desafio para manejar bem a Palavra da Verdade nos dias de hoje. As igrejas estão cheias de inovações e modismos, e são poucos (pouquíssimos) os pastores que tem se posicionado de forma bíblica contra estas coisas – é preferível deixar a coisa correr em nome das experiências. O povo quer, fazer o quê? Devido a isso elas vão entrando, tomando lugares privilegiados nos cultos e, pior ainda, no coração dos crentes. Insisto de que a responsabilidade é dos que estão à frente das igrejas, os que estão liderando, colocados por Deus (nem sempre) para cuidar do rebanho (At. 20:20,21,26,27; I Co. 2:6-8; II Co. 11:6; Gl. 1:10,11; Ef. 4:17-16; I Tm. 4:16; II Tm. 4:1-5). Se estes falham pouca esperança resta (II Cr. 15:3; Is. 28:7; Ez. 44:10-14; Mq. 3:11; Ml. 2:7-9; Mt. 13:52; Lc. 10:31). Contudo não podemos ignorar a solitária voz que clama no deserto (Ez. 44:15-16; Lc. 3:1-9) – a minha firmeza é que a Igreja pertence ao Senhor e Ele amorosamente cuida dela.

Infelizmente essas coisas têm distanciado os crentes da Bíblia. De uma forma sutil está acontecendo o que declaradamente a Igreja Católica Romana fez em tempos passados: proibir o povo de ler a bíblia. Exagerei? Veja bem: é conferido na Bíblia tudo o que é ouvido nos púlpitos? Quem questiona os ‘grandes homens’ de Deus, suas ‘revelações’ e inovações? Quem confronta com a Bíblia as pregações e acontecimentos de um culto? Deus deu à Igreja meios eficazes para julgar e discernir todas as coisas, o pastor Ciro aponta alguns 3: julgamento segundo a reta justiça; (Jo. 7:24); teste pela Palavra de Deus (At. 17:11; Hb. 5:12-14); sintonia do corpo com a Cabeça (Ef. 4:14,15; I Co. 2:16; I Jo. 2:20,27; Nm. 9:15-22); Dom de discernir os espíritos (I Co. 12:10,11; At. 13:6-11; 16:1-18); bom senso (I Co. 14:33; At. 9:10,11); nos caso de profecia, cumprimento da predição (Ez. 33:33; Dt. 18:21,22; Jr. 28:9), se bem que só o cumprimento não é suficiente para autenticá-la (Dt. 13:1,2; Jo. 14:23a); vida do pregador, profeta ou milagreiro (II Tm. 2:20,21; Gl. 5:22).

Aquele que maneja bem a Palavra da Verdade deve pensar seriamente, debruçado na Palavra, sobre estas coisas.

“PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO...”
Procura fala de diligência ministerial, zelo persistente. Deus nos escolhe de forma geral para frutificarmos (Jo. 15:16) e de forma específica para o desempenho ministerial (I Co. 12:4-7; Ef. 4:11; II Tm. 1:6), segundo a graça (Rm. 12:6a; I Co. 15:10). A diligência do obreiro com relação às coisas de Deus faz parte do preparo necessário para o desempenho ministerial.

Jesus sendo Deus-homem teve o cuidado de crescer na graça e no conhecimento (Lc. 2:52); Jesus venceu as sutis investidas do inimigo por que conhecia a Verdade (Mt. 4:1-11), debatia com os religiosos da época por que tinha conhecimento de toda a Verdade. Paulo também é exemplo (Gl. 1:11,12,18), o versículo 18 diz que Paulo subiu a Jerusalém para ver a Pedro. A estada de Paulo com Cefas foi um aprendizado sobre a nova fé. A palavra  manthano significa aprender sobre; visitar para conhecer melhor, “visitar lugares ou pessoas” 4. Podemos ver nestes textos que Paulo teve e revelação do Evangelho, mas também procurou ter conhecimento sobre as coisas relacionadas às igrejas e a propagação do Evangelho.

Para Timóteo Paulo escreve: “persiste em Ler” (I Tm. 4:13). A palavra persiste, no original, está no tempo presente e aponta para uma ação contínua, implicando também “preparação particular previa” 5. Ler é uma atitude de diligência pessoal para apresentar-se diante de Deus aprovado e também aponta para o poder de expor corretamente. Muitos hoje têm baseado seu preparo em DVD’s de ‘grandes pregadores’ e dessa forma ensaiam pregações em frente das telas e na igreja aplicam seus ‘conhecimentos e habilidades’ em movimentos pentecostais, ou melhor, modismos ‘pentecostais’; estudos e esboços preparados por outros, etc. Não é essa diligência que Deus quer (Tt. 1:5,9; Tg. 1:5,6; II Pe. 1:3-9; I Jo. 1:1-4), mesmo que isto não é diligência, mas sim preguiça, o que denota relaxamento em fazer a obra. Não sou contra o uso de recursos que estão a nossa disposição, mas negligenciar a Palavra da Verdade é erro grave. O ministro deve ser amante em primeiro lugar da Palavra, tem o direito em valer-se de vários recursos existentes, porém analisando se todas as coisas estão conformes à luz da Palavra da Verdade. Paulo era amante dos livros, mas não negligenciou em momento algum os pergaminhos, provavelmente, neste caso, as Escrituras do Velho Testamento (II Tm. 4:13).

Moisés teve grande diligência em fazer as coisas referentes ao Tabernáculo conforme o modelo do Senhor (Ex. 25:9; 26:30; 31:11b). Para Josué o principal conselho era a diligência com a lei (Js. 1:7-8). Josias teve grande diligência com o livro de lei (II Re. 22:1-20 – 23:1-30). Artaxerxes reconhecia Esdras como “escriba da lei do Deus dos céus” e homem com sabedoria de Deus (Ed. 7:21,25; cf. Ne. 8-9).

O obreiro precisa ter diligência e zelo com relação à Palavra da Verdade, pois o Senhor é poderoso para dar entendimento, e sabedoria, e poder no Espírito para a propagação de toda a Verdade segundo toda a Verdade (I Co. 2:1-5; cf. Ex. 31:1-11).

“MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE”
A procura diligente em apresentar-se aprovado levará, sem dúvida alguma, o obreiro a manejar bem a Palavra da Verdade. Para manejar bem é necessário muito estudo aliado a oração.

O ato de manejar está intimamente ligado ao uso correto da hermenêutica e exegese bíblica. A palavra “Manejar bem” no grego tem a ideia de “cortar uma linha reta, cortar uma estrada reta. A metáfora pode ter as seguintes realidades como base, fazer uma linha reta com o arado; construir uma estrada em linha reta, ou um pedreiro cortando uma pedra para colocá-la em seu lugar próprio, ou, ainda, o corte de um sacrifício ou alimento para uso da casa” 6.

É importante termos em mente (e no coração) que a Palavra de Deus não é um livro para ser usado ao bel prazer do obreiro, isto é, como ele quer. Não é um quebra cabeça de se ajuntar peças daqui ou dali para ver a figura que vai dar. A Palavra tem uma linha a ser seguida.

É necessária a busca, por parte do obreiro, pelo conhecimento de toda a Verdade. Graças a Deus, temos hoje, de fácil alcance, à disposição, vários recursos que no passado eram tão difíceis. Hoje não é difícil fazer um curso teológico, não é difícil estudar sobre as línguas originais e se não puder ter conhecimento profundo das mesmas, pelo menos se ter uma boa base para fazer uso quando as circunstâncias exigirem. Não é difícil estudar hermenêutica, ferramenta por demais importante para qualquer estudante da bíblia. São bastante amplas as facilidades hoje existentes para o estudo (contudo devemos ter o cuidado com quem estamos aprendendo e a origem de tal e tal escola e/ou ensino).

Estamos vivendo hoje o tempo das coisas rápidas, tudo é rápido hoje. Porém para o conhecimento, principalmente da Palavra, com o objetivo de manejar bem, não é tão rápido assim. Exige estudo, dedicação, comparação, pesquisa, humilhação, dependência, etc. No sentido mais profundo da palavra fazer, não é possível se fazer um obreiro da noite para o dia (I Tm. 3:6), mas infelizmente isto está acontecendo em grande demanda no meio evangélico. Só um exemplo: basta ir alguém pregar no exterior, que na volta, ele já se intitula como conferencista internacional; daí diz que saiu da roça, onde ninguém o conhecia, era o menor e Deus o colocou em tal posição – Quanta invencionice! Quanta bobagem! – É uma falsa humildade em nome de outros interesses. Amós saiu detrás dos bois, mas nunca deixou de falar toda a Verdade (Am. 7:10-17), e jamais arrogou para si direito algum sobre qualquer título de importância humana; pagou o preço por ser Profeta do Senhor.

1. Para manejar bem é preciso seguir a Cristo (Mt. 4:19): temos que ter o cuidado de estar aos pés de Cristo, isto é, ser humilde diante do Senhor, pois é Ele que exalta (Tg. 4:10; I Pe. 5:6). Os discípulos aprenderam ouvir ao Senhor, ver Seu exemplo, andar em seus passos, caminhar conforme Ele caminhava. Como poderemos fazer isso hoje? Examinado a Palavra (Jo. 8:39). É a Palavra que testifica de Cristo, é nela que encontramos todas as coisas a respeito dEle, examinando a Palavra estaremos seguindo a Cristo. Se a mensagem do obreiro não tiver Cristo como centro, é porque ele não está seguindo a Cristo. Fala sobre a Palavra de Cristo, mas não vive na prática o seguir a Cristo. A primeira pregação pentecostal teve a Palavra como centro, exaltou a Cristo (At. 2:14-36); a pregação de Estevam apontava para Cristo e a obra do Espírito Santo em Israel (At. 7:1-60); a mensagem de Paulo e dos demais Apóstolos era centrada na obra da cruz (I Co. 1:18; Gl. 1:3-5; 5:1; Ef. 1:3-10; Tm. 2:1, 8-13; Hb. 1:1-4; I Pe. 1:13; I Jo. 1:1-4).

2. Para manejar bem é preciso depender do Espírito Santo (Jo. 14:26; 16:13): hoje há muita coisa acontecendo e sendo atribuída como obra do Espírito Santo, no entanto não é. O Espírito Santo jamais a de ir contra a Palavra, contra as Escrituras. Jesus disse que “Ele não falará de si mesmo”, o Espírito Santo está em sintonia com a Trindade, pois Ele é a terceira Pessoa da Trindade. Pode ter certeza, Ele não faz coisas confusas, Ele não inventa, Ele não cria modismos – o Espírito Santo não faz ninguém rugir como leão, latir como cachorro, uivar como lobo, serpentear pelo chão, cair no ‘espírito’ (digo cair e não prostrar-se diante da glória do Senhor, em humilhação e adoração II Cr. 5:13-14; Ez. 1:28; Ap. 1:17); o Espírito Santo não traz nova unção, nova revelação, unção do leão, unção fresca. Se todas estas coisas podem ser atribuídas ao Espírito Santo, não poderemos negar (mesmo que com base na Palavra) que o movimento carismático no meio do catolicismo romano seja do Espírito Santo também, mesmo que estejam abraçados a idolatria. Pois falam em línguas estranhas, curam, profetizam; vi um dia num programa na televisão um padre profetizando cura para um caso específico que disse ter-lhe sido revelado naquele momento. Tomemos cuidado! (Mt. 7:21-23). Paulo falou aos coríntios lhes chamando de carnais, conquanto jactavam-se estar cheios do Espírito (I Co. 3:1).

Depender do Espírito Santo é fundamental para manejar bem. O obreiro que depende do Espírito Santo não fala de si mesmo, mas fala segundo a Verdade; não traz outro evangelho em nome de experiências próprias (Gl. 1:8), mas fala segundo o que está nas Escrituras. João refutando os ensinos heréticos de seu tempo, e extensivo a nós, disse que o Espírito ensina, Ele é a unção que está sobre todo o crente (I Jo. 2:20,27). Somente o Espírito Santo é capaz de penetrar as profundezas de Deus (I Co. 2:10); veja que Paulo teve revelação pelo Espírito Santo, porém nunca trouxe modismos e confusões. O obreiro que está em sintonia com o Espírito Santo faz as coisas conforme Ele quer, maneja bem a Palavra da Verdade porque está cheio do entendimento e sabedoria do Espírito Santo; Paulo jamais oraria para igreja ter o que ele mesmo ainda não tinha (Ef. 1:15-17; Cl. 1:9-14), por estas passagens vemos que Paulo era um homem cheio de entendimento, sabedoria e tinha a revelação dada pelo Espírito Santo.

3. Para manejar bem é preciso ter coragem (II Tm. 4:1-5): não é necessário falar muito sobre este item. Diante do que vimos acima acredito que quem segue a Cristo e depende do Espírito Santo certamente terá a coragem necessária para a propagação de toda a Verdade.

Estamos vivendo o tempo descrito como tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas não importa, a exortação dada pelo Espírito Santo é “prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino”. Não estou falando de uma coragem bruta, mas sim, no poder e autoridade do Espírito Santo. Paulo diz que por mais que seja um tempo assim, é necessário ser longânimo, sóbrio, sofredor. O obreiro sempre tem um preço a pagar, e parece que à medida que chega o fim dos tempos mais perto do fim mesmo, o preço aumenta.

Pregar a são doutrina nos tempos hodiernos parece ser coisa de outro mundo, pois estamos no tempo de ‘novas revelações ou divinas revelações’, que contrariam a Palavra da Verdade. Mas é o que deve ser pregado a tempo e fora de tempo, não importa se o obreiro seja tachado como fora de época ou esteja indo na contramão de ‘grandes homens de Deus’ (II Co. 11:5,13), o importante é estar dentro do plano de Deus e fazendo o que lhe agrada (Lc. 12:43; At. 20:24).

CUMPRE BEM O TEU MINISTÉRIO – II Tm. 4:5
Ministério aqui se refere obra a ser feita dentro do chamado do Senhor. Tudo o que escrevemos até aqui denotam a responsabilidade com relação ao ministério. Creio que se obreiro estiver em sintonia com a sã doutrina, empenhado em anunciar toda a Verdade já estará em caminho de cumprir bem o seu ministério. Ninguém conseguirá cumprir bem se começar a negligenciar nas coisas básicas da fé cristã, e para isso, precisamos atentar com acuricidade para toda a Palavra da Verdade.

Dando uma olhadinha no Velho Testamento temos a descrição de homens que cumpriram bem com suas responsabilidades diante de Deus. A Palavra de Deus diz que Moisés foi fiel em toda a sua casa (Hb. 3:2), isto é, Moisés teve o cuidado de conduzir o povo de Deus em toda a lei, pois foi por meio dela que Deus fez aliança (Ex. 34:27). Detendo-se um pouco no Pentateuco chegaremos a profundos conhecimentos e exemplos para o bom desempenho ministerial. Temos ali o início do sacerdócio; a profecia; a verdadeira instrução com relação a todas as coisas de Deus concernentes a Israel para aquele tempo, com relação ao serviço a Deus. Enfim, a riqueza é muito grande.

Josué foi também uma grande líder em Israel. Procurou ele servir a Deus com fidelidade e diligência, reconhecendo que Deus havia feito todas as coisas, sendo ele apenas servo no cumprimento do propósito divino (Js. 23:1-3).

Samuel foi um sacerdote de ilibada conduta, conduziu o povo com sabedoria e dentro do plano divino; procurou levar o povo a ter maturidade com relação às coisas espirituais (I Sm. 7:1-6), e no final de seu ministério teve o testemunho da própria nação “[...] em nada nos fraudaste, nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém” (I Sm. 12:4). Foi um homem de profundeza de caráter e acima de tudo temia ao Senhor sobremaneira.

Poderíamos citar muitos outros do Velho Testamento, mas cabe também uma pesquisa pessoal a quem deseja conhecer a vida dos reis, profetas e sacerdotes. Como eles agiram, o que fizeram, como se apegaram ou rejeitaram ao Senhor – é algo valioso para estudo, empenhe-se e Deus te abençoará.

Todo obreiro tem um ministério a cumprir. Cabe a cada um descobrir diante do Senhor o que Ele quer que faça. Paulo disse que importava cumprir com alegria a carreira e o ministério recebido do Senhor (At. 20:24). Paulo foi o homem que levou mais longe o Evangelho, era o ministério dele. Envolvia viagens missionárias, abertura de igrejas, colocação de obreiros, no seu dizer, eleição de anciãos (At. 14:21-23). Assim chegou ele ao final e pôde dizer “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (II Tm. 4:7).

O cumprimento do ministério de Timóteo se deu em meio a fortes combates, e isto contra ‘mestres’ do conhecimento (II Tm. 4:3), mas não deveria ele recuar, pois tinha visto em seu pai (I Tm. 1:2; II Tm. 1:2) combate semelhante (Fp. 1:30; II Tm. 2:3), o que deveria servir-lhe de exemplo para cumprir bem seu ministério.

Para cumprir bem o ministério é necessário estar fortificado no Senhor; sofrer as aflições como bom soldado; não se embaraçar com coisas fora do ministério ou que venha denegrir o caráter ministerial; lutar com legitimidade (II Tm. 2:1-13); pregar a Palavra; admoestar; repreender; exortar; ter sobriedade (II Tm. 4:1-5); entre outras coisas esposadas nas Epístolas.

Pedro também procurou cumprir bem seu ministério, tendo integridade ministerial e deixando exemplo para ser lembrado e praticado após a sua partida (II Pe. 1:15); João igualmente tinha cuidado no cumprimento ministerial sempre apontando para Cristo (I Jo. 5:13). Além da história bíblica temos o testemunho da história o cristianismo sobre os Apóstolos, e por aí também vemos como eles se empenharam na diligência para cumprir bem o ministério.

Não se faz necessário escrever mais. Apenas finalizo dizendo que é impossível cumprir bem o ministério se o obreiro não der a devida atenção e proeminência à Palavra da Verdade na sua vida particular e no seu ministério diante da igreja.

Para finalizar vejamos o que Paulo disse a Timóteo: “Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo” (II Tm. 2:7). Considerar, νόει no grego, tem como significado desenvolvermos em nós o ensino exposto na Palavra de Deus.

[1]. Não é o mesmo governar de I Co. 12:28, aqui é um dom sobrenatural. A palavra usada no grego é κυβερνήσεις (encontrada somente neste texto no NT) e tem o significado de administração, isto é, exige “provas de habilidade para manter uma posição de liderança na igreja” (RIENECKER e ROGERS, 1997. p. 318). Através deste dom o obreiro é capacitado a administrar com eficiência incomum as coisas de Deus. Segundo o Pr. Claudionor C. de Andrade, José do Egito possuía esse dom.

2. “Devemos dar destaque primeiramente ao conteúdo, depois ao conteúdo e novamente ao conteúdo. Esse conteúdo precisa ter como base a revelação proposicional feita nas Escrituras, e toda a nossa liberdade sob a liderança do Espírito Santo deve estar enquadrada nos padrões delineados pela Bíblia. Precisamos ressaltar que a base de nossa fé não é nem a experiência nem os sentimentos, mas a verdade concedida por Deus, verbalizada, proposicional nas Escrituras, a qual acima de tudo, aprendemos com nossa mente, embora, é claro, o homem como um todo deva tê-la como fundamento”. (Schaeffer apud Deivinson Gomes Bignon – livro Voltando para a bíblia – 2002. Versão on-line).

3. ZIBORDI, Ciro Sanches. Apostila para escolas bíblicas, seminários e palestras.
4. RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. 1997. Reimpressão. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP.
5. .6. Idem

Blumenau, julho de 2008.
Em Cristo, o maior - Adriano Wink Fernandes

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O GRANDE AVIVAMENTO

“Tendo ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da tua misericórdia” (Hb 3.2).


Talvez você pensa que avivamento é barulho, movimento, pulo salto, grito; mas avivamento não é isso que estou dizendo.

Avivamento é uma transformação de vida, uma mudança de vida. Avivamento é uma inquietação e compaixão pelas almas. Pular gritar e saltar, e não ter nenhum interesse pela salvação das almas não é avivamento.


O profeta Habacuque na sua emoção e agonia olhava para Lei de Moisés, para os recursos humanos, para se a justificar e não encontrava saída, pois Jó disse: “Como um homem pode se justificar”.

* A nação israelita estava cada vez mais distante de Deus, estava caído na prostituição, na idolatria, adorando outros deuses estava numa situação caótica e, o profeta Habacuque comoveu de intima compaixão pelo seu povo bradou em alta voz: “Aviva, Senhor a Tua obra no meio dos anos”.

* Habacuque morreu seu espírito voltou a Deus e Israel continuava caído e distanciado de Deus.

* Meus amados, um dia em Belém da Judéia, um homem e uma mulher chamado José e Maria foram a esta cidade se alistar por ordem do governador, e esta mulher se encontrava grávida, e, no ventre desta mulher estava o avivamento do mundo.

* Nasceu em estrebaria, porque não havia lugar para Ele; os anjos do céu anunciaram aos homens, que havia nascido Jesus o Filho que seria o verdadeiro avivamento esperado pelos profetas, pelos patriarcas, e por Habacuque, o avivamento que Deus havia predito no Éden chegou aos homens. Os pastores e os reis magos vieram adora-lo, porque a paz veio ao mundo.

* Jesus cresceu em sabedoria e em estatura, e aos 30 anos começou Seu ministério. O mundo que estava em trevas viu uma luz; os cegos viam, os aleijados e mancos eram curados, os surdos, ouviam os homens eram libertos de toda opressão demoníaca.

1. O endemoniado gadareno: A Bíblia diz que certa vez havia um endemoniado de gadareno, morava no cemitério, alimentava-se dos defuntos, era muito horrível, prisão não agüentava sua força, mas um dia ele encontrou-se com este avivamento, e sua vida mudou.

2. O paralítico no tanque de Betesda: Certa vez estava um homem que há 38 anos que era paralítico, na beira de um tanque chamado Betesda, que quer dizer casa de misericórdia.

A situação deste homem era desesperadora, uma vez por ano descia um anjo e movia as águas e o primeiro que descesse nesse tanque era curado, mas este por ser invalido, não podia entrar e não encontrava ninguém que pudesse colocar-lo dentro desse tanque e toda a vez que o anjo movia as águas, alguém descia na frente dele. Mas um dia este homem encontrou este avivamento e perguntou-lhe: que queres que eu te faça; levanta e anda.

3. A mulher com um fluxo de sangue: Certa vez uma mulher que sofria de um fluxo de sangue, há 12 anos, e já havia gastado tudo com a medicina, mas um dia ela encontrou o avivamento de sua vida, e foi ao encontro d’Ele (Jesus), e tocou nas orlas dos seus vestidos e ficou curado.

4. A filha de Jairo: A filha de um homem chamado Jairo estava morta e quando Jesus entrou na sua casa e mandou que ela levantasse e ela ressuscitou.

* A fama deste avivamento correu por toda Palestina todos vinha ao encontro d'Ele. A Bíblia diz chegai-vos a Deus e Ele chegara a vós.

* Este avivamento veio ao mundo, curar, libertar os que estavam em trevas, Ele veio para mudar a vida de muitos, Ele veio para que tenham vida e vida com abundancia.

* Este avivamento do qual eu vos falo se chamas Jesus de Nazaré, o Reis dos reis, Senhor dos senhores, Médico dos médicos, o Filho de Deus.

* O homem sem Jesus está morto em seus delitos, mas ao ter um encontro verdadeiro com Ele, passa ser uma nova criatura: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2ª Co 5.17).

O apóstolo Paulo diz na sua epístola aos efésios.

"Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.¶ Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos,  e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef 2.1-6).

* Religião não pode mudar o homem, nada neste mundo pode mudar a tua vida e te dar a paz, somente Jesus.

João 6.63  "O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida".

Avivamento deriva-se da raiz vida. Estávamos morto em nosso delitos, mas através da fé em Cristo Jesus Ele nos deu vida.

No evangelho segundo João Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11.25).

Vida real e genuína, vida ativa e vigorosa, devota a Deus, abençoada, em parte já aqui neste mundo para aqueles que colocam sua confiança em Cristo, e depois da ressurreição a ser consumada por novas bênçãos (entre elas, um corpo mais perfeito) que permanecerão para sempre.

Jesus é o avivamento que você estava esperando, faça uma decisão, entrega sua vida a Ele - Somente Ele pode te vida eterna : "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6).

Pr. Elias Ribas

AS TRÊS VERDADES QUE O HOMEM PRECISA SABER


Is 6.1-8 “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto monte e sublime trono, e as abas de Suas vestes enchiam o templo. 2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: como duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da Sua glória. 4 As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. 5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! 6 Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7 com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. 8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

No ano em que morre o rei uzias, o profeta Isaías tem uma chamada para o ministério de profeta. Isaías apesar de ser um sacerdote, também tinha sua falhas e pecados. Mas para ele ser uma benção nas mãos do Senhor, era necessária uma transformação, um encontro real com Deus.

Isaías foi escolhido por Deus para proclamar o Evangelho messiânico, foi o profeta que mais vaticinou sobre a vinda do messias e a sua morte.

Através deste encontro que Isaías teve com Deus, aprendemos três importantes verdades que precisamos saber para ver a glória de Deus.

1. Eu preciso de mudança. 2) Sem Deus jamais poderemos mudar. 3) E para o céu só vai os transformados.

I. EU PRECISO MUDAR

Todo o homem em si é pecador. A Bíblia diz em Rm 3.23 “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Na epístola de 1ª Jo 1.8 ele diz: “Se dissermos que não temos pecados nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não esta em nós”.

O pecado existe em nós; o pecado quebra a comunhão com Deus; o pecado existe na conduta do ser humano. O próprio profeta Isaías escreveu no capítulo 59.1-2 dizendo: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”.

Precisamos mudar o nosso credo religioso, viver segundo as verdades da Bíblia, não seguindo as tradições e dogmas de uma igreja para encontrar com Deus, mas obedecer às doutrinas genuínas da Palavra de nosso Deus e Criador.

Tenho visto muitos cair de poder, mas levanto dali da mesma maneira que eram, falando dos outros, cheios de orgulho, vaidosos e soberbos. Isaías era cheio de pecados, mas quando caiu levantou-se mudado.

A. Isaías viu a glória de Deus: A primeira coisa que o homem faz quando vê a glória de Deus é uma mudança total na sua vida. Mudança de costumes, mudança de vida e mudança social e religiosa.

B. Quando Isaías viu a glória de Deus, olhou para dentro de si e disse: “ai de mim que sou um homem de impuros lábios”. Ele reconheceu seu pecado, clamou em alta voz, “ai de mim”. O homem precisa clamar pedir misericórdia e reconhecer seu pecado para ver a glória de Deus.

C. Isaías viu que não era nada: O homem que se aproxima de Deus, vê que não é nada, que é o pó da terra, é como um vento que passa, como a sombra que vai, como a nevoa que desaparece. Nós sem Deus não somos nada, e Isaías viu que não era nada. É por isso que o salmista disse: quem é o homem para te lembres dele, e Paulo na carta aos Romanos “miserável homem que sou”.

Quando o homem reconhece seu pecado e confessa a Deus e deixa, então ele começa a se aproximar da glória de Deus. Sem o arrependimento e santidade jamais o homem verá a glória de Deus.

A humanidade está sofrendo miséria, angustia, tristeza, problemas econômico, conjugal e familiar, porque não querem uma mudança, não querem viver uma vida segundo a Palavra de Deus.

II. SEM DEUS JAMAIS PODERÁ MUDAR

Já ouvi alguém dizer, tenho tentado mudar e não posso, não consigo. O meu temperamento é assim e o pai foi assim e não tem jeito.

Em primeiro lugar quem pensar assim é porque não nasceu de novo: Em Rm 12.2 Paulo diz: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, qual seja a boa e agradável e perfeita vontade de Deus”. E na carta de 2ª Co 5.17 Paulo diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Ef 4.22-24 “Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano. 23 E vos renoveis no Espírito do vosso entendimento. 24 E vos revistais do novo homem, que segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade”. Cl 3.10 “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.

Para ver a glória do Senhor é preciso deixar a vida velha: Ancorar-se no Senhor; Sem Deus não podemos mudar. O cristão deve deixar Deus dirigir sua vida, enquanto você estiver dirigindo Deus não pode fazer nada por você.

O cristão deve orar assim: Que cristão sou eu, que não consigo mudar. Senhor tenha misericórdia de mim, me ajuda mudar Senhor, entra e dirija a minha vida Senhor.

O primeiro passo deve partir de você: Reconhecer que sem Deus você não pode mudar. Você deve abrir teu coração para Deus, o teu Senhor deve ser Deus e não você. É por isso que o salmista Davi diz no Salmo 23 “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”.

Deus deve ser o Senhor de sua vida: Quando você deixar Deus ser o Senhor da tua vida, então Ele começa a mudar a sua vida.

Não culpar o diabo pelos teus pecados: Irmãos não vão culpar o diabo pelos vossos pecados, vamos reconhecer que somos pecadores; vamos dizer como o profeta Isaías: Senhor, sou um homem de impuros lábios.

Quando você reconhecer sua miséria então Deus começa agir: Quando o cristão reconhece seus pecados e pede misericórdia ao Senhor, então Ele começa a mudar o teu ser. Quando Isaías reconheceu que não era nada e era um pecador, Deus mandou um Serafim com uma brasa viva do altar e santificou os seus lábios.
Para Deus usar alguém é preciso ter uma vida santa, lábios santos, uma vida de oração, consagração, e estudo da Palavra de Deus, para que Ele possa operar através de você.

III. TEM QUE TER UMA VIDA TRANSFORMADA PARA ENTRAR NO CÉU

A Bíblia diz que no céu não entra pecado, mas sim pecador arrependido, transformado e lavado no sangue de Jesus.

Carteira não é o passa porte para o céu: Ter uma carteira de membro, de Diácono, Presbítero, Evangelista, Pastor, Bispo, Padre sacerdote, etc... não nos da o direito de entrar no céu; Podemos ter os dons espirituais, falar novas línguas, ter o dom de profecia, de cura, de maravilha, de revelação, sabedoria tal, que também não nos dá o direito de entrar no reino dos céus. Jesus diz em Mt 7.22-23 “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Para entrar no céu o homem precisa nascer de novo: Em Jo 3.3 Jesus diz: “Em verdade em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Precisa ter uma vida transformada, limpa e pura e santa diante de Deus; sem santidade ninguém verá a Deus.

È importante você aprender as grandes verdades para uma vida de vitória. Precisamos mudar, sem Deus não conseguimos mudar e para o céu só vai quem mudar a sua vida, ou seja, aquele que viver conforme os padrões bíblicos.

A partir de hoje sejas um cristão transformado, e deixes Deus entrar e dirigir sua vida e você verá a glória de Deus. Amem!

Pr. Elias Ribas

PORQUE DEVEMOS CONHECER A VERDADE

Jo 8.32 Jesus diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Jesus, o grande ensinador da verdade, tem o desejo que todo o homem conheça a verdade. Mas o que é a verdade? No evangelho segundo João 17.17 Jesus nos dá a resposta dizendo: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a Verdade”.

A “Tua Palavra”, refere-se a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Muitos filósofos foram em busca da verdade, mas nunca encontraram. Sabe porque? Porque a verdade está somente na Palavra de Deus. A verdade é aquilo que é real; sincero; exato; concreto.

Devemos conhecer a Palavra de Deus que é a verdade para:

Para conhecer o verdadeiro caminho: A Bíblia é uma bússola que nos mostra o verdadeiro caminho. Um marinheiro, um piloto ou guerreiro de selva não saberia orientar-se, caso não tivessem uma bússola. Tomaria o caminho errado e não chegaria a lugar nenhum, e por fim perderia a sua vida. É por isso que Jesus diz em Jo 14.6: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim”. Há um ditado popular que diz; “Todos os caminhos levam a Deus”. Mas a Bíblia diz que Jesus é o único caminho. Ele mesmo diz: “.... ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Para encontrar a vida eterna: Jo 5.39 Jesus diz: “Examinais a escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de Mim testificam”.

Examinar é fazer um exame minucioso, ter um conhecimento certo para não errar o caminho. Salomão diz nos seus provérbios: “Há caminho que ao homem parece direito, mas no final são caminhos de morte” (Pv 16.25). Quantos que estão vagando errantes pensando que estão corretos?

Para não pecar: Sl 119.11 o salmista diz: “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra Ti”. Esconder é o mesmo que guardar no coração. É cumprir, obedecer, seguir corretamente sem desvio de doutrina. A prosperidade do cristão não depende simplesmente do fato de ele conhecer a Palavra de Deus. Ele precisa primeiro permitir que a Palavra faça parte da sua própria vida. Tiago 1.22 “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. E aos Romanos 2.13 Paulo diz: “Porque os simples ouvidores da Lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei hão de ser justificados”.

Para conhecer a Cristo: Jo 17.3 Jesus diz: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. (Jo 5.39)

A Bíblia Sagrada tem como objetivo mostrar e ensinar que Jesus é o único meio de salvação para a humanidade. Este plano estava no coração de Deus antes da fundação do mundo. Ele deveria encarnar e dar sua vida para remissão de nossos pecados. Sem Jesus jamais o homem encontrará a vida eterna.

Para compreender o amor de Deus: Jo 3.16 Jesus diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

A Bíblia mostra que Deus amou o mundo e não apenas uma nação ou uma religião, mas o mundo interiro. Amou de tal maneira que não temos palavras para explicar o grande amor de Deus pela sua criação.

Para não sermos condenados: Jo 5.24 Jesus diz: “Na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”.

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, mas o homem ao pecar lá no Éden, foi destituído da glória de Deus (cf. Rm 3.23). Como já vimos Deus preparou um plano de salvação através de Seu Filho Jesus, mas deu o livre arbítrio para que o homem tome sua decisão.

A Bíblia, a Verdade de Deus nos mostra o caminho certo, ela é a verdade que liberta o homem do pecado, ensina como deve andar, proceder e viver. Ela transforma o homem pecador numa nova criatura, ensina o caminho da vida eterna.

Se a humanidade examinasse as Sagradas Escrituras, não teríamos um mundo corrompido, desumano, não teríamos presídios, não ouviríamos falar de guerras, assaltos, seqüestros, assassinatos, etc...

Esta é a razão de conhecermos a Verdade de Deus, porque ela mostra a direção da vida eterna com Deus, e também a direção da condenação e sofrimento eterno sem Deus. “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. (Rm 8.1).

Cabe a cada um escolher o caminho que devemos tomar. Portanto, escolha o caminho da vida que é Jesus e terás um descanso eterno para a tua alma, e serás bem-aventurado. Amém.

Pr. Elias Ribas
Igreja Evangélica Assembléia de Deus

PEDRAS DE TROPEÇO

Skandalon é a palavra que a ARA traduz por “escândalo”, “tropeço”, “armadilha”, e “cilada”, e skandalizein é o verbo correspondente. O que há de interessante nesta palavra é o fato de ela ter por trás de si não um retraio, mas dois, e a distinção entre os dois freqüentemente nos oferecerá um quadro muito mais vívido.

A palavra skandalon não é de modo algum uma palavra do grego clássico. É grego posterior, no clássico é skandaléthron, que significa “a vareta com isca na armadilha”. O skandaléthron era o braço ou a vareta em que a isca era fixada. O animal para o qual a armadilha era armada era levado pela isca a tocar ou pisar na vareta; a vareta acionava uma mola, e assim o animal era conduzido à sua captura ou destruição. No grego clássico a palavra significa “armadilhas verbais” armadas para levar uma pessoa a ser derrotada num argumento. Portanto, fica claro que a qualidade original da palavra não era tanto “uma pedra de tropeço” para fazer alguém tropeçar, mas uma “atração” para levar alguém à destruição.

A palavra grega skandalon é usada para traduzir duas palavras hebraicas:

· É usada para traduzir a palavra michsol, que bem claramente significa uma “pedra de tropeço”. Assim está em Lv 19.14: “Não porás tropeço diante do cego”. É usada assim no Sl 119.165: “Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço”.

· É usada para traduzir a palavra mokesh, que certamente significa “um laço” ou “uma armadilha”. Sendo assim, declara-se em Js 23.13 que as alianças com as nações estrangeiras são “laços” e “redes”. No Sl 140.5 o salmista diz que os soberbos ocultaram “armadilhas” e cordas contra ele; estenderam uma “rede” à beira do caminho; armaram “ciladas” contra ele. No Sl 141.9 o salmista ora: “Guarda-me dos laços que me armaram, e das armadilhas dos que praticam iniqüidade”. No Sl 69.22 o salmista diz: “Sua mesa torne-se-lhes diante deles em laço, e a prosperidade em armadilha”. A idéia é que o sucesso e a prosperidade podem tomar-se em armadilha em lugar da bênção.

Na Septuaginta, portanto, a palavra skandalon tem duas idéias por trás dela: “uma pedra de tropeço”, objeto colocado no caminho de um homem para fazê-lo tropeçar, ou “uma armadilha”, “uma isca”, “um engodo” para atraí-lo para fora do seu caminho e assim arruiná-lo.

No NT descobrimos que a ARA quase sempre traduz skandalon por “tropeço”, palavra esta que é melhor entendida quando vamos àquelas passagens com o sentido duplo de skandalon em nossas mentes; achamos que em certas passagens o outro significado oferece um quadro mais vivo.

Em Mt 13.41 diz-se que o Filho do homem removerá todos os skandala do Seu Reino. Quando o Reino vier, todas as coisas que pretendem levar o homem a pecar, todas as coisas que poderiam fazê-lo tropeçar, todas as coisas que o atrairiam e o seduziriam para o caminho errado serão removidas. O Reino será um estado de coisas onde a tentação perderá o seu poder.

Há algumas passagens onde o significado “pedra de tropeço” é mais apropriado, ou onde é até mesmo essencial. Em Rm 14.13 somos proibidos de colocar “tropeço” ou “escândalo” ao nosso irmão. A palavra aqui traduzida “escândalo” é proskomma, que significa “barreira”, “impedimento”, “obstáculo que bloqueia a estrada”. É a palavra que seria útil para descrever uma árvore que foi cortada e colocada atravessando a estrada para bloqueá-la. Nunca devemos praticar ou permitir coisa alguma que seja um obstáculo no caminho para a bondade. Em Mt 13.21 declara-se que o ouvinte superficial da palavra é “escandalizado” (skandalizein) pela perseguição. A perseguição é um tropeço que o impede de avançar pelo caminho cristão. Os fariseus “se escandalizaram” com Jesus e Suas palavras (Mt 15.12). Jesus prediz que todos os Seus discípulos se “escandalizarão” com Ele (Mt 26.31). Os falsos mestres armam “ciladas” diante dos outros (Ap 2.14). Os judeus acham a cruz de Cristo um “escândalo” (lª Co 1.23; Gl 5.11). Em todos estes casos, as palavras significam algo que impede o progresso de um homem, algo que o faz tropeçar, algo que lhe impede o caminho. Esse “algo” pode provir da atuação maliciosa dos outros, ou pode provir do preconceito e orgulho do próprio coração do homem.

Jesus avisou com bastante franqueza: “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Aí do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!” (Mateus 18.6-7).

Segundo o ensino de Jesus, quem arruinar espiritualmente uma criança, ou um crente sincero, incorrerá em maior ira de Cristo.

Pastores, padres, professores e principalmente os pais devem prestar atenção especial a esta palavra de Cristo. É responsabilidade dos pais e mestres instruírem as crianças nos caminhos de Deus.

Jesus diz que inevitável o homem trazer escândalo. Mas, também adverte com um “ai” de juízo para aquele que escandalizam a obra de Deus pelos seus maus atos. Seria melhor atar uma pedra de moinho no pescoço e se jogar no mar. Teriam uma condenação menos acentuada no inferno.

Em Romanos 14.13 somos proibidos de colocar “tropeço” ou escândalo ao nosso irmão. A palavra aqui traduzida “escândalo” é proskomma, que significa “barreira”, “impedimento”, “obstáculo que bloqueia a estrada”.

O verdadeiro ministro não coloca “barreiras” ou “impedimento”, para aqueles que desejam entrar no reino de Deus, pois se agir assim está se tornando um fariseu.

Pr. Elias Ribas

A IMPORTANTE MISSÃO DE SER O SAL DA TERRA


Mateus 5.13 Jesus diz: “Vós sois o sal da terra. Mas se o sal for insípido, com que se há de salgar?”.

Prosseguindo o famoso sermão da montanha logo após falar sobre as bem-aventuranças, Jesus fala sobre a grande responsabilidade de seus seguidores na terra: Ser sal. Segundo o dicionário bíblico universal o sal tem duas finalidades que são: dar sabor, e preservar os alimentos. Vamos analisar estas duas qualidades do as, a luz da Bíblia Sagrada.

- Primeiro: Dar sabor.
Ao longo de toda a história bíblica homens e mulheres, jovens e crianças tem desenvolvido fielmente o ministério de ser sal da terra, pois tem se dedicado inteiramente nas mãos de Deus. E através destas pessoas Deus tem mostrado ao mundo que servos Seus podem levantar a moral decadente dos povos, e dar gosto ou sabor à vida. Quando lemos em Gênesis 5.2b vemos que Enoque andou com Deus não num céu de glórias longe de toda a corrupção do mundo de então. Enoque andava com Deus quando a terra já estava tão sem moral quanto agora.

Mesmo assim o viver santo de Enoque servia para dar sabor a vida, e pelo seu exemplo fiel influenciar outros a viverem também em santidade e andarem com Deus. Seguirem seus passos como Noé (Gn 6.8), como Abraão (Gn 12.1-3) e muitos outros. Todo o cristão pode, e Deus espera contar com todos nós para mostrar ao mundo que é possível dar gosto a esta vida mesmo estando num ambiente contaminado pelo pecado.

A nossa vida deve ser alegre, sem malícia, cheia de amor e justiça, e todas estas virtudes devem servir de influencia as pessoas com quem convivemos. Nossa missão de ser sal da terra não pode falhar.

- A segunda qualidade do sal: Preservar.
O sal preserva da corrupção, e serve para representar o bom caráter e as boas palavras (Cl 4.6). Podemos citar o belo exemplo de Jetro, sogro de Moisés. Ele soube entender a chamada de Deus para seu genro, dando proteção à sua família e seus netos. Soube aconselhar seu genro na ocasião certa para evitar problemas futuros. Ao contrário do mundo em que vivemos, pois é pai matando filho, filho matando pai, irmãos contra irmão etc.

Jetro através de sua compreensão, equilíbrio e sabedoria preservou a família e o ministério de Moisés.
Prezado leitor, quando Jesus disse que nós somos o sal da Terra, estava nos provando que temos todas as condições necessárias para dar gosto e sabor a esta vida, e preservar os bons costumes morais sociais e religiosos principalmente no ambiente em que vivemos.

Podemos prepara a melhor comida e colocarmos os melhores temperos, mas se não colocarmos o sal ficara sem sabor. Suponhamos que uma pessoa aproxime-se de uma mesa que esta servida com vários alimentos. Diante de seus olhos estão apetitosos pratos, mas quando leva a coca a primeira porção sente que não há sabor. Certamente ela dirá: sem sal não vai.

O mundo em que vivemos está estragado pela falta do sal, e só podemos melhor se fizermos uma mudança de pensamento e atentarmos para o ensino da Palavra de Deus a Bíblia Sagrada. Assim podemos crer em um mundo melhor sem corrupção, sem imoralidade e sem crime. Se tornarmos o sal da terra podemos então melhorar as condições de nossas famílias, sociedades e nação.

Pr. Elias Ribas

O QUE JESUS REALIZOU NA CRUZ DO CALVÁRIO

“E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (Jo 3.14).

O verssículo acima Jesus faz uma antítopo (figura representada por outra; personagem tipificada no Novo Testamento), onde Ele compara-se a serpente levantada por Moisés no deserto.

Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente e pendusse numa aste e todo aquele que fosse mordido por uma víbora (serpente) do deserto o e olhasse para a serpente na aste era salvo e curado.

A serpente é símbolo de maldição. Jesus nos ensina que Ele se tornaria maldito por nós sendo pendurado em uma cruz, para aqueles que fossem afetados pelo veneno da serpente (pecado) e olhassem para Ele, seriam salvos, curados e livres da maldição.

Era necessário que o Filho de Deus fosse morte numa cruz para cumprir os desígnios do Pai e para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades...” (Is 53.5).

Veremos o que Jesus realizou na cruz do Calvário em nosso favor.

I. Ele realizou a nossa salvação.
Salvação no gr. soxo – significa salvação, libertação e cura. Jesús veio a este mundo para nos salvar, libertar e curar as almas necesitadas. O que o apóstolo João viu testificou e escreveu na sua carta: “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (1ª Jo 4.14). Jesus, veio ao mundo com este propósito de salvar o homem, e livrá-lo de uma condenação eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.16-17). Paulo declara: “Que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores dos quais eu sou o principal” (1ª Tm 1.15) No evangelho segundo Lucas Jesus diz: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar que se havia perdido” (Lc 19.10).

II. Ele realizou uma expiação perfeita.
“Expiar” implica cobrir as culpas, mediante um sacrifício exigido. A palavra é empregada 77 vezes no Antigo Testamento, sendo usada pela primeira vez em Êxodo 29.33 por Moisés. Na carta aos Hebreu 9.22 diz: “Quase todas as coisas, segundo a lei, se purificaram com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão”. Iaías 53.67 diz: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante seus tosquiadores, Ele não abriu a sua boca”. E no vv. 10 do mesmo capítulo esclarece ainda: “Quando der Ele a Sua alma como oferta pelo pecado”. Por isso o percussor João Batista João Batista O chama: “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Para a igreja em Éfeso Paulo diz: “Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave”. (Ef 5.2). Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus”. (2ª Co 5.21). Isto nos diz que Cristo, o perfeito Filho de Deus, que nunca cometeu pecado, de acordo com a vontade do Pai, tomou sobre si toda a nossa culpa para que nós pudéssemos receber por intermédio dEle a justiça de Deus, como se essa fosse a nossa própria justiça. Este ato de reconciliação agradou em tudo o Pai.

III. Ele tornou a nossa purificação.
“Mas se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus purifica de todo o pecado” (1ª Jo 1.7). O pecado é uma transgressão ao nosso Deus, o pecado torna impura a nossa alma, mas segundo a nossa confissão e arrependimento, o sangue de Jesus nos purifica, limpa o que está sujo. Por isso João diz que Seu sangue nos lavou dos nossos pecados (Ap 1.5).

IV. Ele tornou nossa redenção.
Redenção do verbo “Redimir” quer dizer “comprar de volta”. Toda a humanidade se encontra “vendida à escravidão do pecado” (Rm 7.14) e ao jugo do diabo e precisa de um redentor que possa resgatá-la. O preço elevado de tal redenção é a morte.

Foi por isso que para nos resgatar, Jesus morreu em nosso lugar. A quem é devido o preço da redenção? Evidentemente não é Satanás. Ele simplesmente escraviza aqueles que escolhem uma vida de pecado. O preço do resgate é devido à santidade de Deus; e foi Deus, não Satanás quem aceitou o “pagamento” mediante o vicário sacrifício de Cristo. O resultado disso a derrota eterna de Satanás.

No evangelho de Jesus segundo Mateus, Jesus se declarou Redentor da humanidade quando disse que Sua missão era a de “... dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28). E na carta a Éfeso Paulo diz: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas de sua graça” (Ef 1.7).

Redenção quer dizer resgate. Pelo precioso sangue de Jesus somos resgatados, tirados duma condenação, livres para uma vida abundante e cheia de benção.

Na carta do apóstolo São Pedro ele Pedro fala do preço da nossa redenção. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados... mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1ª Pe 1.18-19). Só um ser imaculado (sem mancha) poderia redimir (resgatar) outro indivíduo pecador. Por morrer a mais desprezível morte segundo a lei judaica (Dt 21.22-23), morte de cruz. Cristo pode redimir todo o ser humano, até o mais pecaminoso que vier a crer nEle.

V. A nossa justificação.
“Sendo justificado gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos” (Rm 3.24-25). Jesus justificou perante o Pai a nossa culpa. Pagou o preço do nosso resgate e justificou pelo seu sangue. “Sendo justificado gratuitamente pela sua graça”. A Bíblia diz em 1ª Pe 1.18-19 “Sabendo que não foi com coisa corruptível, como prata ou ouro, que foste resgatado da vossa vã maneira de viver que por tradição recebeste dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”. O preço pago para nos libertar e justificar, Jesus pagou em nosso resgate, ao derramar o seu sangue e dar sua vida por nós. Não precisa o homem fazer penitencia, acender vela, andar de joelhos ou coisa parecida. A Bíblia diz “Todas as nossas justiças são como trapo de imundícia” (Is 64.6). Só precisamos aceitar e crer no sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, e obedecer a Sua Palavra, pois Jesus já pagou o porte para vida Eterna. Esta vida está a tua disposição é somente aceitar.

Ser justificado concernente a salvação, significa ser declarado justo, livre de pecados cometidos. Nossas tentativas de esconder ou cobrir nossos próprios pecados resultam tão inúteis como as folhas de uma figueira com que Adão e Eva tentaram cobrir sua nudez. Vale a pena lembrarmos que o Senhor proporcionou a Adão e Eva vestes de peles com que se cobrirem depois que eles lhe confessaram o pecado. Mais uma vez se nota o derramamento de sangue para satisfazer a santidade de Deus, violentada que fora pelo pecado. Resultam infrutíferas nossas tentativas de desculpar-nos ou esconder nossos pecados, pois estão patentes aos olhos de Deus. “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”. (1ª Jo 1.8).

Quem nos justifica é Cristo. Se tivermos fé no seu sangue, Deus vê, ao olhar para nós, não as leis violadas em nosso coração, mas a propiciação através do sangue de Seu Filho. O sangue de Jesus se sobrepõe aos nossos pecados. Satisfeita a justiça de Deus, somos justificados mediante o divino sangue expiador, como se não tivéssemos cometido nenhum pecado. Aleluia! Podemos então cantar como o salmista. “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Sl 103.10-12).

Quem é capaz de medir ou calcular a grande misericórdia de Deus? Ela nos proporciona o único agente digno de servir como propiciação de nossos pecados – SANGUE DE CRISTO. Ó maravilha do poder do sangue do Cordeiro. Como nos lembra 1ª João 2.2 “Ele é propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.

VI. Ele é nossa reconciliação.
“Reconciliar” significa harmonizar as relações interrompidas entre duas pessoas, promovendo o mútuo entendimento e restaurando a comunicação entre ambos. “E pela cruz reconciliou ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades” (Ef 2.16). Na cruz do Calvário Jesus reconciliou o homem com Deus, restabeleceu a amizade que outrora fora perdida; é por isso que em João 15.15 Jesus nos chama de amigos. Jesus veio reconciliar com Deus não os justos, mas os pecadores e necessitados.

“Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados seremos salvos pela Sua vida; e não isto apenas, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem acabamos agora de receber a reconciliação!”. (Rm 5.8-11). Antes de aceitarmos a Cristo como nosso Redentor, éramos chamados inimigos de Deus, mas quando aceitamos como único salavdor crendo e obedecendo a Sua Palavra, nos tornamos filhos de Deus por adoção, (conforme Jo 1.12).

Aos Corintios Paulo diz: “Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava com Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação. De sorte que somos embaixadores de Cristo, como se Deus exportasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que nos reconcilieis com Deus” (2ª Co 5.18-21).

VII. Ele é a nossa propiciação.
Aquele que oferece sacrifício em nosso favor. Cristo foi dado por Deus Pai como propiciação pelos pecados daqueles que tivessem fé no seu sangue derramado; lemos em Rm 3.24-26 “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixando impune os pecados anteriormente cometidos, tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.

VIII. Ele é a nossa paz.
“E que, havendo por Ele feito a paz pelo seu sangue da sua cruz” (Cl 1.20). “Sendo pois justificado pela fé, temos paz com Deus, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O profeta Isaías explique que: “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele” (Is 53.5).

Ele é nossa saúde. O profeta messianico escreve: “E pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5). Na cruz do Calvário Jesus levou todas as nossas dores, angustias e enfermidade. Não existe um Deus tão bondoso como este. Tome posse da cura e quando o mal te rodear clame pelo nome de Jesus, pois só Ele pode te curar te abençoar e salvar a tua alma.

Ele é a nossa santificação. Hb 13.12 diz: “E por isso também Jesus veio ao mundo para santificar o povo pelo seu próprio sangue”.

Santificação é o ato de ser separado do mundo (sagrado). Se Jesus não tivesse morrido na cruz em nosso favor, jamais o homem poderia se tornar santo, separado para Deus.
Santificação pelo sangue: É a limpeza do homem interior, mediante aceitação da Palavra de Deus. “Vós já estais limpos pela palabra…” (Jo 15.3). A Palavra limpa, santifica e nos mostra o verdadeiro caminho para o céu.

Não temos Palavra para explicar sobre a grande obra que Jesus realizou na cruz do Calvário em nosso favor. Ele morreu para este propósito: “reconciliar, justificar, redemir, purificar, santificar, e também para nos dar: paz, saúde e a salvação Eterna.

Deus é um Pai que nos faltam palabras para explicar este amor imenssuravel. Poderiamos chamar de paizinho pela intimidade que temos com Ele. Pois, Ele não se importa quando o chamamos assim porque somos Seus filhinhos.

Talvez você ainda pergunte: “o que eu preciso para desfrutar de todas estas benção?” Tudo se resume em duas palavras: CRER no Senhor Jesus e OBEDECER a Sua Palabra será salvo tu e tua casa. Amem!

Pr. Elias Ribas

O JULGAMENTO IMPROVISADO

João 8.4-11 “Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, 4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. 5 E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? 6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. 8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. 10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

I. INTRODUÇÃO
Esse julgamento não foi previamente marcado, nem aconteceu num tribunal. Foi julgamento improvisado, porque a causa que provocou o julgamento foi o de uma mulher adúltera apanhada em flagrante. Entretanto, a razão desse julgamento estava na tentativa dos inimigos de Jesus, o Juiz, em incriminá-lo na forma de juízo que aplicaria. Pensando eles que Jesus contrariaria a Lei de Moisés, mas foram surpreendidos e envergonhados diante da Sabedoria do Juiz por excelência.

II. ELA FOI ACUSADA  (Vs. 3-4).

1. Foi acusada publicamente por 4 agentes de acusação:
a) A sociedade (a gente de sua cidade).
b) A Lei de Moisés.
c) Os chefes religiosos.
d) A própria consciência da acusada.

II. ELA FOI DEFENDIDA (Vs. 7-8).

1. Os personagens desse tribunal:
a) A acusada - “a mulher adúltera”.
b) O advogado de acusação - “os fariseus”.
c) As testemunhas - “o povo da cidade”.
d) O advogado de defesa - “Jesus”.
e) O Juiz que a libertou – “Jesus”.

2. Antes do veredito final, Jesus se torna o advogado de defesa da “mulher adúltera” (1ª Jo 2.1).
3. Jesus defendeu a mulher adúltera baseado no fato de que todos são pecadores - v.7; Rm 3.23.

III. ELA FOI ABSOLVIDA - vs. 10-11.
1. Jesus, após a defesa, assume a posição natural de JUIZ.
2. Aplicou dois juízos com o seguinte veredicto:

A. Juízo redentor - com o veredicto: “nem eu te condeno”.
B. Juízo correcional - com o veredicto: “Vai, não peques mais”.

3. A absolvição foi feita baseada na justiça do perdão.

CONCLUSÃO: A lição que aprendemos neste julgamento é a possibilidade que Deus dá ao pecador mediante a obra expiatória de Jesus Cristo. Aceitá-lo como Salvador significa receber a justificação da pena do pecado cumprida por Ele no calvário.

Pr. Elias Ribas

sexta-feira, 8 de maio de 2009

FOGO CONSUMIDOR

Hb 12.29 “Porque o nosso Deus é um fogo consumidor”.

O fogo representa na Bíblia diversas realidades espirituais diferentes, dentre as quais eu destaco a purificação. O que passa pelo fogo sai purificado, ou não sai. A grande prova está na palha e no ouro; o ouro derrete ao passar pelo fogo, e sai todas suas impurezas, mas continua sendo ouro e com mais brilho; a palha vira cinza e fumaça.

Da mesma forma o nosso Deus é um fogo, ou seja, Ele nos prova para nos purificar, testando se sairemos da provação da mesma forma que entramos ou se viraremos pó. E mais do que, é um fogo mais intenso que se possa conhecer.

A Bíblia diz que Deus é um fogo consumidor, no sentido de permitir o cristão passar pela prova de fogo, prova de tribulação para o nosso aperfeiçoamento. Fogo consumidor denota a ação permissiva de Deus permitindo que o crente passe por aflições, tribulações e provas, para moldar-nos, provar-nos e purificar-nos. No livro Zacarias 13.9 diz o Senhor Deus: “E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e purificarei, como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; e ela invocará o meu nome, e Eu a ouvirei, e direi: é o meu povo, e ele dirá: O Senhor é meu Deus “Vê, Eu te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição” (Is 48.10).

Deus é amor e quer ver todos os Seus filhos sejam perfeitos, puros e aprovados. É por isso que passamos pelo fogo.

Ao servirmos ao um Deus assim nos obrigamos a ter uma atitude e um caráter que possam ser provados pelo fogo a qualquer momento e em qualquer lugar. A responsabilidade aumenta, e com ela os benefícios também. Nem quero pensar no que seja Deus provando nossos atos e sentimentos naquilo que nós costumamos chamar de “momentos ruins”. Na carta aos Hebreus 10.11 diz: “E, na verdade, toda correção, no presente momento, não parece ser motivo de gozo, senão de tristeza, mas, contudo, depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados”.

Mas se por um lado pesa o rigor de um fogo provador, por outro temos o privilégio indescritível do relacionamento, pois nada gera mais intimidade com Deus do que seguir os seus padrões. E ser íntimo dEle é algo que traz uma sensação indescritível de paz, serenidade e segurança.

Nosso desafio é aprender a vencer o medo de ser santo como Deus nos quer para viver uma vida 100% dentro do padrão que Ele nos coloca. “Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10).

O fogo de Deus permite participar de Sua santidade, e também veremos que somos participantes das bênçãos espirituais. Viver debaixo da graça já é bom, mas com intimidade como Dono da graça é muito melhor.

Pr. Elias Ribas

A SALVAÇÃO DE LÓ E A PERDA DA ESPOSA - Gn 19

Note que os varões de Gn 18.2 são “anjos” em Gn 19.1. Ló aprece ser tão hospitaleiro como Abraão (v.2), mas os anjos não querem entrar na sua casa. Preferem passar a noite na rua. Poderemos imaginar Deus recusando entrar na casa de algum2 crente hoje? Afinal os anjos consentiram e entraram.

Ló parece ser o tipo do “meio crente” convencido, mas não convertido. A vida de uma tal pessoa costuma ser uma contenda, uma inutilidade e talvez uma catástrofe. Seu testemunho aos genros ficou nulo (v. 14).

A história de Ló nos ensina que, embora o cristão possa conseguir para si a salvação, pode contudo perder sua família. Filhos e filhas, esposa, criados num meio devasso podem ser corrompidos. A mulher que olha saudosa para traz lembrando da vaidade, da cidade, dos amigos e amigas de Sodoma e dos bens materiais, em pouco tempo não poderá mais trilhar (v.26). Por isso Jesus diz: “Lembrai-vos da mulher de Ló”. O julgamento divino a atingiu porque seus sentimentos estavam em Sodoma.

A ordem divina era: “Não olhe para traz”. Mas a mulher olhou e imediatamente foi transformada numa estatua de sal. Nós cristãos também não devemos olhar para traz. Devemos esquecer as coisas que para traz ficaram, pois só trazem tristezas e amarguras decepções. È por isso que a carta aos Hebreus 12.2 diz: “Devemos olhar para o autor e consumador de nossa fé”. A Bíblia diz: “Não olhes para esquerda e nem para a direita”.

Ló não agiu de acordo com o ensino de 2ª Co 6.17: “Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei”.

Em Sodoma ele ganhou uma porção de tristezas. Ele foi atribulado pela vida dissoluta da cidade. Ló foi desprezado por aqueles a quem procurou conciliar (v.9). Ele não pode evitar arruinar da família. E ainda estava omisso a situação da cidade (sentado na porta da cidade v.1). Mas a graça de Deus salvou Ló, e isso por força, contra a sua vontade (v.16). Quão solene é o aviso de Apocalipse 18.4: “Sai dela povo meu!...”

Notemos que Abraão (tio de Ló), de manhã bem cedo, no dia imediato á notável entrevista com os anjos foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor. Nós também podemos, voltar ao ponto onde temos provado mais evidentemente a presença de Deus: talvez na casa de oração, na reunião da Santa Ceia. E desse lugar solitário Abraão viu a fumaça de Sodoma incendiada, e compreendeu que nem sempre a intenção de um homem piedoso pode salvar o iníquo de um merecido suplício.

Pr. Elias Ribas

terça-feira, 5 de maio de 2009

A ESPOSA DE FINÉIAS E A TRAGÉDIA

“E, ao tempo em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel, porquanto a arca de Deus foi levada presa e por causa de seu sogro e de seu marido. E disse mais: De Israel a glória é levada presa, pois é tomada a arca de Deus” (1º Sm 4.20-22).

Em Siló morava a família do sacerdote Eli. Ele tinha uma idade de aproximadamente 90 anos, e seus dois filhos chamavam Hofni e Finéias, apesar de adultos e casados, não estavam preparados para substituí-lo em seu encargo sacerdotal. Os filhos de Eli não se importavam com o Senhor (1º Sm 2.12), desprezando a oferta que era trazida pelos israelitas. Eles não esperavam que se queimasse a gordura, de acordo com a orientação divina para os sacerdotes e seus familiares, que comiam das ofertas. Antes, mandavam que seus servos buscassem a carne crua, antes da oferta ser aceita pelo Senhor. Ora, tiravam da panela com um garfo de três dentes o pedaço que saísse. Isto contrariava todas as normas dadas pelo Senhor por meio de Moisés aos descendentes de Arão, da tribo de Levi, que foram separados para oficiarem com sacerdotes. O povo já não suportava tal procedimento.

Não havia o temor do Senhor no coração desses jovens. Eles conheciam a verdade, a vontade de Deus e não a executavam. O texto sagrado diz que “Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor... Porém, Eli já era muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que servia á porta da tenda da congregação” (v. 17-18). O sacerdote Eli não corrigiu os filhos quando estes eram pequenos e agora eles haviam se tornado ímpios e seriam julgados a qualquer momento pelo Senhor.

Chegou o dia em que Israel saiu á peleja contra os filisteus e se acampou junto a Ebenezer, uma pedra memorial, cujo nome significa: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Ali houve um primeiro ataque e morreram 4.000 homens de Israel. Então o povo pediu que trouxesse para o campo de batalha a arca da aliança, que simbolizava a presença de Deus entre o povo. E a arca foi trazida. O exército rompeu em brados de júbilo e “ressoou a terra” Os filisteus se atemorizaram com os brados e pensaram que estavam perdidos, pois o Deus de Israel estava no meio de seu exército. Eles lutaram bravamente e prevaleceram contra Israel. Mataram Hofni e Finéias, os filhos de Eli, que tinham ido ao campo de batalha para levar a arca da aliança. Os filisteus levaram a arca consigo para suas cidades, como um troféu de guerra. Aquela era a sua maior conquista.

Israel sentiu-se desamparado. Sem a arca era como se estivessem sem Deus. Um dos guerreiros, que escapara da batalha, levou a notícia a Siló. Quando o sacerdote Eli ouviu que seus filhos eram mortos “ao trazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque já era homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos (1º Sm 4.18).

A Bíblia não nos fala o nome da esposa de Finéias. Apenas nos diz que ela estava grávida, e o parto estava próximo. Ao receber a notícia da morte do marido na guerra, do sogro e que a arca tinha sido levada pelos filisteus, “encurvou-se e deu à luz; portanto as dores lhe sobrevieram” (v.19). Ela teve problemas no parto e veio a falecer. “Ao expiar, disseram as mulheres que assistiam: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou o menino “Icabô”, dizendo: “Foi-se a glória de Israel” (1º Sm 4.20-21).

A esposa de Finéias deveria ser jovem e bela e de família nobre, provavelmente da tribo de Levi. Deveria ser conhecedora da Lei, da vontade de Deus. Por conseguinte, ela deveria sofrer com o péssimo testemunho de seu marido e de seu cunhado.

Estava grávida, deveria ter sonhos para seu filho, como toda mãe tem. Seu filho também seria sacerdote. Uma posição privilegiada em Israel. Uma posição de liderança e prestígio, mas de grande responsabilidade, pois estaria lidando com as coisas de Deus, e isto era muito sério. Provavelmente ela e seu esposo deveriam saber das palavras proféticas dadas por Deus a seu sogro. Eram profecias muito duras, que diziam que os descendentes de Eli morreriam na flor da idade, não haveria homens em sua descendência. Que se levantaria outra linhagem sacerdotal e a família de Eli teria de se humilhar para conseguir um pedaço de pão. O sinal que o Senhor havia dado era que seus dois filhos morreriam em um mesmo dia.

Não se pode brincar com as coisas de Deus. A Bíblia nos diz: “Deus não se deixa escarnecer porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6.7). Ninguém ouse pensar que se possa driblar o Senhor ou “tapar os Seus olhos”. A falta de temor de Deus gera perdição e tragédia eterna. Eli não disciplinou seus filhos quando eram pequenos, depois de grandes, isto era impossível. O tempo de plantar o temor do Senhor, a obediência e os valores do caráter no coração, e na infância. Esse tempo é precioso e o ensino é eficaz. Por diversas vezes, certamente, sempre que necessário, os pais deverão aplicar a vara da disciplina nos filhos pequenos. A vara é para criança, não para o adolescente ou jovem. Para estes é o diálogo franco, alertando para os perigos e contando com os frutos de uma boa semeadura feita na infância do filho. O bom filho será um bom esposo. Quem honra os pais saberá honrar ao Senhor. Será um pai exemplar, um marido carinhoso e trará felicidades aos que estão vivendo ao seu redor.

A esposa de Finéias não teve um bom marido. Pelo fato de ter mais de uma parteira para auxiliá-la, podemos perceber que era uma mulher rica. Ela deveria morar em uma casa confortável com todos os bens materiais; deveria ter boas roupas, boa comida, muitas jóias, mas faltava-lhe o essencial para uma descendência feliz e abençoada. Um marido temente a Deus. Toda a mulher que quer se casar precisa olhar que tipo de filho é seu futuro esposo. Se desejar uma decência abençoada, não se case com os “Finéias” que estão por ai.

Ao ouvir as tristes notícias das mortes dos homens de influência, a esposa de Finéias, entrou em trabalho de parto. Mas sua maior dor não foi por causa das profecias a respeito de seu marido e sua descendência, mas foi por causa da arca da aliança ter sido levantada pelos inimigos. Isto, sim era a tragédia maior. A nação agora estava desamparada, “foi-se a glória de Deus”, ela afirmou ao morrer.

O pior havia acontecido. Algo jamais imaginado pelo povo de Israel tornara-se realidade. Estavam órfãos de Deus. A arca simbolizava a presença de Deus e está não estava mais no meio do povo de Israel pela conseqüência do pecado dos filhos do sacerdote Eli. E ela deu ao seu filho o nome de Icabô, ou Icaode, que significa “foi-se a glória de Israel, porque a arca foi tomada” (1º Sm 4.22). Quantas nações, igrejas e membros já perderam a glórias de Deus pela falta de temor.

A tragédia chegará, conforme a palavra profética, e a esposa de Finéias não suportou seu aperto. Morreu sob a dor da perda. Foi esmagada pelo peso da conseqüência do pecado familiar.

Embora a glória do Senhor houvesse se dissipado, Deus jamais abandonaria o Seu povo. A arca voltaria, mas era necessário haver uma mudança radical na vida da nação, que estava contaminada com a falta de temor de Deus e com o pecado. O homem que Deus havia separado para a restauração de Israel seria Samuel, filho de Elcana, homem temente a Deus, e de Ana, uma mulher de oração. O contraste entre o lar de Ana e de Eli estava nos filhos e na obediência a Palavra de Deus.

O que trás a glória de Deus em nossas vidas é o temor, o ensino da Palavra, a oração e a separação do pecado. Não perca a glória de Deus, pois sem ela a morte é certa!

Pr. Elias Ribas

A ANTIGA MANEIRA DE DESCULPAR-SE

Gênesis 3.12-13

Desculpar-se ou escusar-se pode ser tanto uma forma de provar a inocência, ou um meio de fugir da responsabilidade. Muitas vezes, quando erramos diante de Deus, mesmo que nossa consciência nos mostre claramente que temos culpa, queremos um alguém ou alguma coisa para dividir essa culpa, principalmente quando está em jogo nossa imagem perante a opinião pública.

Esquecemos que tudo está visível diante de Deus, cujos olhos são como chamas de fogo. Sabemos que essa mania é antiga. Aliás, ela veio desde a criação de todas as coisas criadas por Deus, e é uma das conseqüências do pecado do homem. Quando o casal transgrediu a ordem de Deus, Ele os visitou na viração do dia, como fazia com freqüência. É evidente que Deus já sabia o que havia acontecido neste dia.
A visita de Deus ao casal envergonhado e escondido era a forma de oferecer misericórdia e amor. Quando Deus perguntou a Adão: Onde estás? Deus queria levá-lo ao arrependimento, mediante a confissão e o reconhecimento de seus erros. No entanto, diante da segunda pergunta de Deus a Adão: Comeste tu da árvore que te ordenei que não comesses? A resposta de Adão deu origem a primeira desculpa esfarrapada que temos conhecimento: A mulher que me deste por companheira. Ela me deu da árvore e eu comi. Simplesmente ele tentou convencer Deus que não tinha culpa de nada. Deus, então se dirige a mulher: Porque fizeste isso? Tentado provar que também não tinha culpa de nada, Eva responde: A serpente me enganou, e eu comi.

Na atitude de Adão e Eva, desculpar-se diante de Deus, não vemos nenhum sinal de arrependimento ou responsabilidade por seus erros. Adão culpou sua mulher, que por sua vez culpou a serpente. Adão não quis assumir a culpa pelo erro cometido nem mesmo sua mulher. Um foi culpando o outro. No entanto, o pecado já estava feito e suas conseqüências afetavam e marcavam toda a raça humana.

A misericórdia e o amor de Deus nos são favoráveis quando nós assumimos nossos erros, confessando-os diante de Deus de forma arrependida. E não temos outra escolha a não ser nos humilhar diante Daquele que conhece nossa vida por inteiro. Deus pode perdoar todas as nossas fraquezas que confessamos diante Dele, nos dando graça para vencer. Há uma questão impressionante nas Escrituras: Porque Davi era um homem segundo o coração de Deus, se fez tantos pecados terríveis, traiu seu soldado, numerou o povo e fez sangrentas guerras. Em contraste com seu antecessor, Saul não fez tantos pecados assim. É que Davi sempre confessou, reconheceu seus erros e assumiu o seu pecado, reconhecendo a necessidade de perdão e graça de Deus. O Salmo 51.1-14 é uma prova fiel disso. Já Saul seguiu o caminho da desculpa (1º Sm 13.8-14), da justificação (1º Sm 15.18-24), sempre responsabilizando alguém por seus erros. Como conseqüência de suas desculpas Saul foi rejeitado como Rei, desviou-se de Deus e envolveu-se com feiticeiros, até chegar ao suicídio. Triste fim. Irmão, o caminho mais certo até as bênçãos de Deus passa pela confissão e o arrependimento, enquanto que o caminho mais curto para o sofrimento passa pelas desculpas e escusas.

São muitos os Saul que andam pecando e sempre desculpando dos seus erros. Deus compadece dos que se humilham, confessam e deixam seus pecados. A Bíblia diz no Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”.

Pr. Elias Ribas