TEOLOGIA EM FOCO

sábado, 26 de agosto de 2017

O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR


Neemias 13.1-8: “Naquele dia, leu-se no livro de Moisés aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, 2 porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram contra eles a Balaão para os amaldiçoar, ainda que o nosso Deus converteu a maldição em bênção. 3 Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda mistura. 4 Ora, antes disso, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da Casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias; 5 e fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os utensílios e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. 6 Mas, durante tudo isso, não estava eu em Jerusalém, porque, no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, vim eu ter com o rei; mas, ao cabo de alguns dias, tornei a alcançar licença do rei. 7 E vim a Jerusalém e compreendi o mal que Eliasibe fizera para beneficiar a Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da Casa de Deus, 8 o que muito me desagradou; de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara”.

INTRODUÇÃO. No capítulo 13 de Neemias nos mostra que a vida cristã não termina após uma vitória. Muitos fracassam por imaginar o contrário. Após vencerem uma batalha, concluem que a guerra terminou. O que não deveria acontecer com o povo de Deus, ou seja, a quebra de promessas que haviam sido feitas a Deus, ocorreu.

Neemias descobriu que o fogo da devoção havia se apagado em Jerusalém. Seu primeiro mandato como governador durou onze anos e meio, depois dos quais voltou ao palácio a fim de dar seu relatório ao rei. É provável que tenha permanecido na Babilônia por doze anos. Porém, quando voltou a Jerusalém, descobriu que a situação se deteriorara drasticamente, pois o povo não cumprira os votos que havia feito (Ne 10).

I. A AMEAÇA DO ECUMENISMO

1. Uma mistura proibida por Deus.
“Naquele dia, leu-se no livro de Moisés aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, 2 porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram contra eles a Balaão para os amaldiçoar, ainda que o nosso Deus converteu a maldição em bênção” (vs. 1-2).

1.1. A proibição de Deus não é racial, mas religiosa. Os amonitas e moabitas adoravam outros deuses. Eles não só foram hostis ao povo de Deus, mas contrataram um profeta amante do dinheiro para amaldiçoar o povo de Deus (v. 1).

1.2. A tolerância com o mal foi a causa da quebra da aliança firmada. O sacerdote Eliasibe que sempre fora um opositor velado, com a ausência de Neemias por 12 anos, abusivamente usa seu posto para desviar o povo de Deus. “4 Ora, antes disso, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da Casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias” (v. 4).

1.3. Rute era moabita, mas ao converter-se foi aceita no meio do povo e tornou-se da linhagem do Messias. Mas aqui, o caso é diferente. A mistura com aqueles que adoram outros deuses corrompe a teologia, o culto e a moral.

2. Um afastamento necessário.
Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda mistura” (v. 3).

2.1. Deus nunca ordenou o seu povo a se unir com os pagãos com o fim de ganhá-los. A ordem de Deus é sempre: Retirai-vos do meio deles…” (2º Co 6.17); 2) “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices de seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Ap 18.4).

2.2. A Palavra traz santificação. O v. 3 diz que o povo ao ouvir a Palavra de Deus apartou de Israel todo elemento misto.

2.3. Foi a leitura pública das Escrituras que tornou Israel consciente das suas obrigações diante de Deus como seu povo.

2.4. Há muita coisa do mundo entrando na igreja que precisa ser tirado. “Procurei a igreja e a encontrei no mundo; procurei o mundo e o achei na igreja”.

2.5. Existem doutrinas falsas entrando nos seminários, nos púlpitos, nas igrejas.

II. A PROFANAÇÃO DA CASA DE DEUS

1. A família sacerdotal se une aos inimigos de Deus.

1.1. Eliasibe, o sacerdote se aparenta com Tobias, o amonita. Ele se torna aliado do inimigo. Ele faz aliança com o próprio adversário. Ele corrompe o sacerdócio. “Ora, antes disso, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da Casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias” (v. 4).

1.2. O neto do sacerdote tornou-se genro de Sambalá, o arqui-inimigo de Israel. “Também um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim” (v. 28).

1.3. Formaram uma aliança espúria, perigosa. Quando Neemias expulsou esse sacerdote, diz Flávio Josefo que, Sambalá construiu para ele um templo em Gerisim, e aí começou o culto pagão dos Samaritanos.

2. A família sacerdotal leva o inimigo para dentro da Casa de Deus.
E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os utensílios e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes” (v. 5).

2.1. Se não bastasse o parentesco com o inimigo, agora, Eliasibe leva Tobias para dentro do templo. Ele põe o inimigo dentro da Casa de Deus. Certamente ele substitui os sacerdotes e levitas que cuidavam da Casa de Deus, por um homem vil, que perseguira tão tenazmente o povo de Deus.

2.2. Não há maior corrupção do que essa de tirar da Casa de Deus os obreiros fiéis e colocar no lugar, o próprio inimigo.

2.3. Eliasibe, um líder que aproveita a ausência de Neemias para destruir a obra de Deus. Mas, durante tudo isso, não estava eu em Jerusalém, porque, no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, vim eu ter com o rei; mas, ao cabo de alguns dias, tornei a alcançar licença do rei” (v. 6).
Eliasibe era o grande líder religioso, mas em vez de usar sua influência para abençoar o povo, usou-a para minar a sua fé.

3. A família sacerdotal beneficia o próprio inimigo, e contamina a Casa de Deus.
3.1. Eliasibe fez uma câmara grande para Tobias exatamente no lugar onde eram depositados os dízimos e ofertas para os sacerdotes, levitas e cantores. “E lhe fizera uma câmara grande, onde dantes se recolhiam as ofertas de cereais, o incenso, os utensílios, os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite, que eram dados por ordenança aos levitas, aos cantores e aos porteiros, como também as ofertas alçadas para os sacerdotes (v. 5).

3.2. Neemias diz que ele fizera isso para beneficiar Tobias. “E vim a Jerusalém; e soube do mal que Eliasibe fizera em servir a Tobias, preparando-lhe uma câmara nos átrios da casa de Deus” (v.7).

3.3. Os dízimos e as ofertas para o sacerdócio tiveram outro destino. “Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo” (v. 10).
O v. 10 nos informa que os obreiros da Casa de Deus, por falta de sustento, precisaram fugir para os campos e o inimigo instalou-se dentro da Casa de Deus e a profanou. O verbo fugir indica fugir por perseguição. Quantos obreiro hoje, tem fugido para os campos por cauda da perseguição!

3.4. A corrupção religiosa é mais ignominiosa. A parcialidade já é um grave pecado, mas o favorecimento daqueles que são inimigos do povo de Deus é uma declarada apostasia.

4. Atitudes de Neemias para corrigir essa profanação da Casa de Deus.
Isso muito me desagradou; pelo que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. Então, por minha ordem purificaram as câmaras; e tornei a trazer para ali os utensílios da casa de Deus, juntamente com as ofertas de cereais e o incenso” (vs. 8-9).

4.1. Sentiu grande indignação. “Isso muito me desagradou... (v. 8a). Neemias era um homem capaz de chorar e também de sentir grande indignação. Ele não era condescendente com o pecado. Ele irou-se contra aquele terrível mal.

4.2. Lançou fora todos os móveis de Tobias. Há coisas que são impróprias dentro da Casa de Deus. Neemias fez uma faxina na Casa de Deus. O inimigo deve sair e também tudo aquilo que lhe pertence.

4.3. Purificou as câmaras da Casa de Deus. A Casa de Deus precisa ser um lugar consagrado, exclusivo para o serviço de Deus.

4.4. Mandou trazer de volta os utensílios e as ofertas. Os objetos sagrados precisam estar na Casa de Deus. As ofertas retidas precisam ser novamente trazidas.

III. A DISPERSÃO DOS OBREIROS DE DEUS

1. Quando a igreja deixa de cumprir o seu papel, as contribuições são retidas.
Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo” (v. 10).

1.1. O sacerdócio estava corrompido. As contribuições estavam sustentando Tobias e não os obreiros de Deus. Então, os sacerdotes, levitas e cantores deixaram o seu posto e o povo reteu os dízimos e as ofertas

1.2. Esse tempo vivido por Neemias em sua segunda visita a Jerusalém é praticamente o mesmo do tempo do profeta Malaquias. O povo antes do cativeiro trazia o dízimo para subornar a Deus; agora, ostensivamente, eles o retém para roubar a Deus.

1.3. A retenção do dízimo é desamparar a Casa de Deus (Ne 10.39).
Malaquias alertou os sacerdotes para esse problema nesse tempo: reter o dízimo e administrar o dízimo.

2. Quando a igreja retém as contribuições e as ofertas, os obreiros se ocupam com outras atividades.
“....de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo” (v. 10b).

2.1. O projeto de Deus é que os sacerdotes e levitas trabalhassem integralmente na sua obra. Eles deviam cuidar exclusivamente das coisas de Deus. Mas, com a retenção do sustento, eles foram para os campos e a Casa de Deus foi desamparada.

2.2. Com a falta de ensino da Palavra o povo entregou-se a uma vida espiritual frágil e a um grande declínio moral.

3. Quando os obreiros de Deus voltam a abraçar a vocação divina, o povo responde com fidelidade em suas contribuições financeiras.
“Então contendi com os magistrados e disse: Por que se abandonou a casa de Deus? Eu, pois, ajuntei os levitas e os cantores e os restaurei no seu posto. Então todo o Judá trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite” (vs.11-12).

Neemias contendeu com os magistrados. Eles deixaram de agir, eles foram frouxos na liderança, permitindo a corrupção do sacerdócio e a dispersão dos obreiros.

4. A administração financeira na igreja precisa ser feita com integridade e transparência.
“E por tesoureiros pus sobre os celeiros Selemias, o sacerdote, e Zadoque, o escrivão, e Pedaías, dentre os levitas, e como ajudante deles Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias, porque foram achados fiéis; e se lhes encarregou de fazerem a distribuição entre seus irmãos” (v. 13).

4.1. Neemias é um homem íntegro. E ele entende que as coisas de Deus precisam ser tratadas com seriedade, integridade e transparência. Ele nomeia pessoas fiéis para cuidar dos dízimos e ofertas na Casa de Deus.

4.2. Hoje, muitas igreja lidam com dinheiro de forma suspeita. “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fl 3.17.20).

[...] Há igrejas que se tronaram empresas comerciais. Estão mercadejado a Palavra de Deus e transformam o Evangelho de Jesus em objeto de liquidação. Vende às pessoas um lugar no céu; não tem nenhum escrúpulo de cobrar quantias vultosas por uma oração de libertação e cura. Negociam com os carismas de Deus, dizendo estarem incentivando a fé. De acordo com o apóstolo Paulo, os que agem assim se tornam inimigos da cruz de Cristo, porquanto o seu Deus é o ventre e a sua glória é a vergonha (Fp 3.18-19). [PAULO CÉZAR LIMA. Separando o Verdadeiro do Falso, Obreiro, ano 22, nº 11, Pg. 90. Editora, CPAD, Rio de Janeiro – RJ.

4.3. Zelo pelos recursos da igreja. As finanças da igreja local devem ser empregadas com fidelidade, sabedoria e transparência na expansão do Reino de Deus e no socorro aos mais necessitados. Tomando o exemplo de Neemias, administremos os bens que os santos consagram a Deus com lisura e temor (Pv 1.7). Menos do que isso, repito, é inaceitável.

IV. A PROFANAÇÃO DO DIA DO SENHOR

1. O líder deve estar atento ao povo.Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; cuida bem dos teus rebanhos” (Pv 27.23).

1.1. Procurando ver como procedem. “Naqueles dias vi em Judá homens que pisavam lugares no sábado, e traziam molhos, que carregavam sobre jumentos; vi também vinho, uvas e figos, e toda sorte de cargas, que eles traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles quanto ao dia em que estavam vendendo mantimentos” (Ne 13.15).

1.2. Neemias viu o erro do povo, pois estavam desviando do mandamento da Lei. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar (Êx 20.8).

1.3. O líder é o responsável peal ordem na casa de Deus. “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei” (Tt 1.5).

2. Neemias viu que o povo havia quebrado aliança do dia do Senhor e a consequente profanação do culto foi uma das fortes causas da queda de Judá.

2.1. O sábado foi dado como descanso. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas” (Êx 20-8-10).

2.2. Era expressamente proibido trabalhar no sábado (Êx 35.3; Nm 15.32).

2.3. O sábado foi separado como santo (Êx 16.23-29; 20.10-11; 31.17).

2.4. A guarda do sábado era um sinal entre o Deus que guarda a aliança e o seu povo (Ez 20.12,20).

3. O sábado estava sendo profanado.

3.1. O trabalho e o comércio no dia do Senhor é visto como um mal. “Naqueles dias vi em Judá homens que pisavam lugares no sábado, e traziam molhos, que carregavam sobre jumentos; vi também vinho, uvas e figos, e toda sorte de cargas, que eles traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles quanto ao dia em que estavam vendendo mantimentos. 16 E em Jerusalém habitavam homens de Tiro, os quais traziam peixes e toda sorte de mercadorias, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém” (vs. 15-17).

3.2. Neemias mais uma vez se levanta para defender a Lei do Senhor.
“Então contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado”? (vs. 17).

3.3. Neemias, preocupado com o descanso do povo, falou acerca do juízo divino aos desobedientes. “Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? Contudo vós ainda aumentais a ira sobre Israel, profanando o sábado” (Ne 13.18).

3.4. A maior fraqueza do povo é o pecado. Judá não foi derrotado apenas pelo inimigo. Foi Deus quem trouxe todo o mal contra o seu povo para discipliná-lo por causa da sua desobediência.

3.5. O comércio no dia do Senhor corrompia completamente o propósito do descanso e da adoração nesse dia.

3.6. A quebra do dia do Senhor e a consequente profanação do culto foi uma das fortes causas da queda de Judá. “Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? Contudo vós ainda aumentais a ira sobre Israel, profanando o sábado” (Ne 13.18).

4. Medidas práticas devem ser tomadas para que o dia do Senhor seja observado.
Neemias

E sucedeu que, ao começar a fazer-se escuro nas portas de Jerusalém, antes do sábado, eu ordenei que elas fossem fechadas, e mandei que não as abrissem até passar o sábado e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. Então os negociantes e os vendedores de toda sorte de mercadorias passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes. Protestei, pois, contra eles, dizendo-lhes: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão em vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado. Também ordenei aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. Nisso também, Deus meu, lembra-te de mim, e perdoa-me segundo a abundância da tua misericórdia” (Ne 13.19-22).

4.1. Hoje, uma das maiores causas do secularismo galopante é a quebra da observância do dia do Senhor. Não nos preparamos para o dia do Senhor. Não nos deleitamos nesse dia. Muitos se entregam a um lazer profano. Outros entregam-se ao trabalho e ao desejo do lucro. Outros esquecem-se de Deus.

4.2. A inobservância do dia do Senhor é um forte sinal da decadência espiritual da igreja. Na Europa e na América muitas igrejas estão vazias. Hoje, muitos crentes deixaram de se congregar.

4.3. Neemias ordena, determina, controla, vigia, fiscaliza, protesta, ameaça, põe guardas. Ele não apenas fala, ele age. Ele não apenas ensina, ele toma medidas práticas para eliminação do mal. “E sucedeu que, ao começar a fazer-se escuro nas portas de Jerusalém, antes do sábado, eu ordenei que elas fossem fechadas, e mandei que não as abrissem até passar o sábado e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (v. 19).

4.4. Quando o lucro toma o culto do culto, então, estamos em grande perigo. Quando se passa a confiar na provisão mais do que no provedor.

4.5. O domingo é o dia do Senhor. Nesse dia devemos descansar de nossas atividades: trabalho e estudo e reservarmos esse dia para o descanso e para o culto. Nesse dia deve-se cessar todo o trabalho nos lembrarmos de Deus. A profanação do dia do Senhor é um sinal do secularismo.

CONCLUSÃO. A restauração da cidade de Jerusalém tem muito a ver com a forte liderança espiritual de Neemias: Homem sensível, íntegro, leal a Deus, ao rei e ao povo; estável emocionalmente, tinha grande discernimento espiritual, profunda coragem e era comprometida com a Palavra e com a oração.

A Palavra foi lida e Neemias está orando. O grande líder Neemias começa o livro orando e termina o livro orando. Sem a Palavra de Deus e sem dependência de Deus não há restauração do povo de Deus.


Se não estivermos comprometidos com a Palavra de Deus, nossa administração será reprovada por Deus e pelos homens. Entre as coisas que mais contribuem para a queda do obreiro (além daí sensualidade, da soberba e do poder) está o amor ao dinheiro! (1ª Tm 6.10). Tomemos, pois, o exemplo de Neemias. Ajamos com fidelidade e sabedoria em todas as coisas. E o nome de Cristo será exaltado em nossa vida.

Pr. Elias Ribas
Assembléia de Deus
Blumenau -SC.