TEOLOGIA EM FOCO

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE



Morrem no mundo 120 milhões de pessoas por ano; 10 milhões por mês; 334 mil por dia; 13.916 por hora e 232 por minuto.

Quantos amigos, de infância, colegas de escola, parentes, vizinhos, conhecidos já morreram. Agora pense em você; um dia terá que morrer. Quer você queira ou não um dia a morte chegara na tua porta. A Bíblia diz: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27).

Ninguém escapará da lei da morte. Você tem um corpo que é terreno e uma alma que é imortal. Com a morte, corpo irá para a sepultura e no pó será desfeito: “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gn 3.19). Porém a alma, irá para ETERNIDADE, porque a alma é imortal (Eclesiastes 12.7).

No evangelho segundo João, o mestre Jesus diz: “Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5.29).

Jesus está falando de duas ressurreições distintas (Ap 20.4,5), uma para a vida eterna e outra para a condenação eterna.

Os que fizeram o bem. A ressurreição da vida vai acontecer na volta de Jesus Cristo, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e depois nós os que estiverem vivos isso dar-se-á no arrebatamento da Igreja (1ª Ts 4.16-17).

O maior bem que todos podem fazer é crer em Jesus, naquele que Deus enviou para salvar-nos (Jo 6.28,29). Todas as outras boas ações começam a partir dessa atitude. Tudo de bom que fazemos sem essa fé não significa nada para Deus, e o resultado será a ressurreição da condenação.

Os que fizeram o mal. Esta é a chamada segunda ressurreição, a parte da ressurreição que trata de incrédulos:

E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 20.5,11-13).

Na parábola do rico e do Lazaro, Jesus ensinou que na eternidade, apenas há dois lugares: um de sofrimento e outro de gozo e paz com Deus. Ambos são eternos, definidos e incomunicáveis. Depois da morte não há possibilidade de alguém salvar sua alma. Na vida após a morte não existe meios de você passar do inferno para o céu ou vice-versa. Também ninguém poderá voltar a esta vida.

Deus ama o homem, mas não ama o pecado. Ao vir a Cristo ele é aceito como a volta do filho pródigo. Independentemente do que tenha feito.

Você nesta terra, está vivendo a sua vida, tomando as suas decisões, tentando descobrir a melhor coisa a fazer e como fazer, como viver, como sobreviver e esta vida terrena é uma luta, uma batalha da vida. Mas pode ficar mais fácil se você simplesmente se conectar espiritualmente a Deus.

Pois, embora a sua vida continue e você envelheça e depois morra, o seus espírito nunca envelhece. Dentro de você habita um espírito eterno que nunca morre. O seu verdadeiro eu, aquele que agora habita no seu corpo, vai viver para sempre.

Não é pelas coisas físicas, as coisas materiais deste mundo, que você deve lutar, porque um dia vai ter que deixá-las para trás.

Quando chegar o dia de deixar para trás o seu corpo, a única coisa que vai contar é a força do seu espírito.

Para que hoje vençamos e possamos experimentar a vida eterna, a qual Deus tem preparado para aqueles que o amam, devemos reter a Palavra da Verdade, que é poderosa para salvar as nossas almas (Tg 1.21).

Sabemos que Jesus é o Verbo, a Palavra, a ressurreição e a vida e que aquele que crer nele, ainda que morra viverá (Jo 11.25, 26), pois Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte, eternamente” (Jo 8.51), por isso é preciso que hoje venhamos nos alimentar d’Ele (Dt 8.3; Jo 6.27,44, 48, 51-59). Para que participemos da vida eterna com Deus, precisamos guardar a Palavra no coração para não pecarmos contra Ele e aceitar por fé aquilo que Deus tem nos prometido (Hb 4.2), crendo nela mais do que em nós mesmos, mais do que nas circunstâncias adversas, ou nas provas, ou nas tribulações, sabendo que aquele que sofreu na carne deixou o pecado (1ª Pe 4.1).

O nosso encontro com Deus só ocorrerá quando a soma de tudo aquilo que vimos ter Jesus feito por nós se torna hoje, no tempo presente, uma realidade posicional, ou seja, vivermos como arrependidos do pecado que nos levou a sermos reconciliados com o Santo e Eterno Criador, que por sua vez nos adotou, crendo no ato da substituição feita pelo Senhor Jesus Cristo em amor e por isso, vivendo como regenerados e justificados de maneira que a nossa separação gradativa do pecado nos fará levar os nossos membros do corpo a uma disposição agradável em relação a Deus e o pecado, de forma que estaremos santificados, essa atitude feita por nossa decisão nos levará a dor da separação daquilo que a nossa carne ama e o mundo nos oferece, fazendo desta forma que experimentemos dia a dia a glorificação que me levará em fim a participar da ressurreição que conduzirá definitivamente para a vida eterna.

Jo 5.24: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida”.

I.         A MORTE SELA O DESTINO DE TUA ALMA

1.      Os dois caminhos.
Quando chegar à porta no final do túnel, no final da sua vida, você terá dois destinos, ou dois caminhos. Vida eterna com Deus ou vida eterna sem Deus. Talvez você ainda não saiba o destino da sua alma. Somente a Bíblia que a bússola da nossa vida pode nos orientar o caminho correto.

Ao criar o homem Deus dotou de livre arbítrio. O destino da tua alma após a morte dependerá da tua escolha. A Bíblia diz que há um caminho de vida e o caminho da morte: “E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (Jr 21.8). A diferença entre os dois é muito grande. Nosso Senhor adverte com solenes palavras: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.13-14).

São apenas dois caminhos “vida” ou “morte”. Um vai para o céu e outro para a condenação eterna. Cabe a cada um fazer a sua escolha. Portanto Deus não tem prazer na condenação do homem, por isso Ele enviou Seu Filho Unigênito para a nossa salvação: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Deus havia proposto uma escolha para humanidade: o caminho da obediência que conduz a vida eterna ou o caminho da desobediência que conduz a morte. Deus destinou o homem à imortalidade, mas, pela inveja do diabo, o pecado e a morte entraram no mundo. Porém, em Cristo, o homem obteve salvação, regeneração, para uma vida de santidade. Antes mesmo de especificar a porta estreita Ele nos dá um alerta quando diz “que devemos entrar nela”. Se notarmos as palavras seguintes são sobre a porta larga, então esta é uma breve introdução que o Senhor faz sobre a mesma mostrando que antes de qualquer atitude, ou independente do que falaria a seguir devemos entrar na porta estreita.

O caminho estreito é de renúncia dos prazeres do mundo, é abdicar da nossa vontade em prol da vontade de Deus, mudar o estilo de vida. A cruz representa a morte do velho eu e a condição de renascimento, nela morremos e ressuscitamos com Cristo em nova vida. Portanto, enquanto o homem está nesta vida, deve fazer sua opção por Cristo (o caminho do céu), ou pelo pecado (o caminho da destruição). Entretanto, o caminho da vida ainda está aberto! E o Senhor continua a dizer: “...este é o caminho, andai nele...” (Is 30.21).

II.      O CAMINHO DA MORTE

Jesus diz que o caminho largo é espaçoso, de forma fácil, ou seja, é o caminho que conduz aos deleites da vida, aonde estão aqueles que não se preocupam em caminhar na vontade de Deus, quantos não estão entrando nessa porta, o próprio Jesus nos diz que: “muitos entram por ela”, e mesmo assim não percebem. O caminho atrativo e pecaminoso, que como um Leão com fome tem tragado diversas pessoas. O grande sábio Salomão já nos diz algo relacionado: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12).

1. As três faces do mundo.
“Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1ª Jo 2:16).

O que a Bíblia chama de mundo é o sistema governado por valores não cristãos, onde prevalecem os interesses e prazeres humanos, não a vontade de Deus. É o campo onde Satanás é o árbitro. Ao mesmo tempo, é o nosso campo de batalha.

O pecado atua de três formas na vida do homem: “a cobiça da carne, a dos olhos e a soberba da vida” são três facetas do mundo que nos afastam da presença de Deus.

Podemos concluir com o verso 17: “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência (cobiça), mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1ª Jo 2.17). O mundo não vai nos satisfazer por completo, passará e nos deixará condenados. Agradando a Deus estaremos satisfeitos, realizados, e permaneceremos na eternidade com Ele.

2.      Neste mundo existem apenas dois grupos de pessoas.

“Os que são segundo a carne inclinam para as coisas da carne: mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Rm 8.5).

O apóstolo Paulo fala de dois grupos de pessoas os carnais e os espirituais. Cabe a cada um fazer uma análise introspectiva para verificar se suas inclinações são carnais ou espirituais. O pensamento do homem norteia o seu comportamento. Se a mente é carnal, seu comportamento é carnal, resultando em morte; se a mente é espiritual, seu comportamento é espiritual, resultando em vida e paz.

O apóstolo Paulo diz que uma luta em nosso interior quando prescreve dizendo: “Porque a carne milita contra o espírito, e o espírito contra a carne, estes se opõem um contra o outro” (Gálatas 15.17).

A palavra carne no original grego é sarx e tem vários significados na Bíblia, principalmente nas epístolas. Pode significar fraqueza física (Gl 4.13), o corpo, o ser humano (Rm 1.3), o pecado (Gl 5.24), os desejos pecaminosos (Rm 8.8) Aqui significa o conjunto de impulsos pecaminosos que dominam o homem natural.

Espírito... contra a carne. O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da “carne”, o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do Espírito Santo, continuando o crente sob o senhorio de Cristo (v. 16; Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com Cristo (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11; Ef 6.11).

O Senhor Deus ensina o homem a andar segundo os parâmetros de Sua Palavra e toda a Bíblia Ele adverte o homem a andar segundo Espírito e não segundo carne. Por isso Paulo diz: “Andai em Espírito e não cumprireis concupiscência da carne” (Gl 5.16).

2.1. Inclinação da carne. Isso significa ter a mente carnal, vida controlada pela carne. Tal pessoa não está sob o domínio do Espírito. Quem assim vive não pode agradar a Deus. Só podemos agradar a Deus fazendo Sua vontade. Mas só o conseguimos se estivermos sob a direção do Espírito Santo.

O homem que anda segundo a carne, torna-se inimigo de Deus e desobediente à Sua Palavra:
“Porque os que estão segundo a carne, inclinam-se para as coisas da carne, mas os que estão segundo o espírito, para as coisas do espírito. Porque a inclinação da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Porque a inclinação da carne é inimizade contra Deus”, pois não é sujeita á lei de Deus, nem, em verdade, pode ser. Porquanto, os que estão na carne, não podem agradar a Deus” (Rm 8.5-8).

Nestes últimos tempos podemos ver a maldade crescente e o pecado levando a humanidade para as depravações jamais vistas: prostituições, drogas, bebedices, adultérios, suicídios, assaltos, roubos, jovens grávidas, estupros, imoralidades corrupção etc. Quantas mortes e assassinatos acontecem todos dias?

2.1. Quais são os frutos da carne. “As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções (divisões), invejas, bebedices, orgias, e coisa semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.19-21).

Andar segundo o caminho das paixões carnais leva o homem a condenação eterna: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Rm 8.13). É por isso que Jesus diz que o caminho é largo e espaçoso, mas conduz a perdição.

2.2. Inclinação do Espírito. Os que são justificados pela fé em Cristo, nasceram de novo, e, portanto, são regenerados. São filhos de Deus. Eles ocupam-se inteiramente das coisas de Deus.

Deus não tem prazer na morte e condenação do pecador, mas que todos venham ao arrependimento, por isso Ele enviou Seu Filho Jesus, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo 3.17).

III.   O CAMINHO DA VIDA

1. O que devo fazer para entrar no caminho estreito? Ir a uma igreja? Seguir as tradições da minha igreja? Não! O único meio de salvação é Jesus. Há um ditado popular que diz: “Todos os caminhos nos levam a Deus”. Porém não é verdade somente Jesus é o caminho para a vida. E ainda o Senhor afirma dizendo que “Ninguém vem ao Pai se não por mim”.

Jesus vai concluir sua fala sobre os caminhos indo mais a fundo no caminho estreito; no verso 13, Ele nos fala um pouco, mas no vers. 14 ele explica abrangendo-o:
E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 6.14).

2. Jesus é o caminho. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).

3. Precisamos crer. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não no filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36).

4. Precisamos obedecer Sua Palavra: Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (Jo 8.31).

5. Examinar as Escrituras.Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5.39).

Diz Charles Spurgeon: “As Escrituras revelam Jesus. "São elas mesmas que testificam de mim". Nenhum motivo mais poderoso pode ser apresentado aos leitores da Bíblia, além deste: aquele que encontra a Jesus encontra a vida eterna, o céu e todas as demais coisas. Existe grande alegria estocada para aquele que examina a Bíblia e encontra nela o seu Salvador”.

Por isto o evangelista João diz: “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4). Ele é o tronco da videira, do qual os crentes são as varas que, pelo tronco, participam da raiz e da seiva (Jo 15.6; Rm 11.17; Cl 3.3-4).

O caminho estreito é o caminho que nos conduz a salvação. Para ser salvo, importa somente ir a Jesus, aceitando-o como seu salvador (Jo 1.12-13; Cl 2.6), e recebendo a Sua Palavra como parte d’Ele mesmo (1ª Ts 1.6).

6. Somente Jesus pode te salvar. A salvação é uma obra exclusiva de Jesus onde nada é feito pelos nossos méritos. Quando o pecador abre o seu coração e recebe a Jesus como seu único e suficiente salvador é que chega a uma maravilhosa união com Ele, e, por meio dessa união, entra na rica experiência da salvação.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

Deus oferece gratuitamente ao homem, ao duvidar que Jesus tudo já fez para salvá-lo, sem nada exigir senão a fé no Seu sacrifício realizado na cruz.

7. Você também precisa fazer alguma coisa. Você precisa:

7.1. Abrir o seu coração e receber Jesus na tua vida.
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3.20). Assim o homem se identifica com Jesus e com Sua Palavra e, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo (2ª Ts 5.17). Essa aceitação de Jesus independente de um amplo conhecimento das doutrinas da Bíblia.

Aquele que, no coração, crer que Jesus é o filho de Deus e o aceitar, experimenta logo o contato com Cristo Vivo, e é, salvo e identificado com a nova vida.

7.2. Crer em Jesus de todo seu coração. Não olhe para o que você é, nem para a sua condição de fraqueza diante de Deus, nem para teu pecado que tortura o seu coração. Creia somente em Jesus.

“Filipe respondeu ao eunuco: “É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (At 8.37). “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16.31).

Aí onde você está, e como está, pode abrir o seu coração e receber a Cristo como salvador da tua alma imortal. Se você for a Cristo, não será rejeitado, pois Ele próprio afirmou dizendo:

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). O amor de Jesus é imensurável. Se você for a Ele agora Cristo o receberá, como o pai da parábola do filho pródigo. Não olhe para teu passado, pra teus fracassos, mas olhe somente para Cristo. Ele lhe dará força, paz e você terá uma viva comunhão com Deus.

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado (1ª João 1.7).

E quando você partir desta vida, irá para junto de Cristo nos céus, pelos méritos de Cristo, para a glória eterna. É na presença de Deus que você deve viver eternamente.

7.1. Confessar que Jesus é o Senhor.
“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” (Rm 10.9-10).

A boca fala do que o coração está crendo, está cheio. Eu creio que o que está no meu coração, que foi posto por Deus, é absolutamente verdade. Sempre que falamos em aceitar a Jesus como Único Senhor e Salvador, acabamos por nos remeter a este texto, por explicitar o que precisa ser feito. O que Cristo fez para que fossemos salvos foi algo público (publicamente nos comprou, pagou o valor do resgate por nós), e nossa confissão precisa ser pública. E nosso objetivo é falar acerca desta confissão pública de fé. Assim, aquele que crê no coração confessa que aceitou a Cristo como seu Único e Suficiente Salvador. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16).

A Bíblia diz que Jesus veio para os judeus e não o receberão (João 1.12). Ele veio para entregar Sua vida como sacrifício pelo mundo e por isso Ele é:

O único Salvador. “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
O único nome nos céus e na terra. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).
O único Mediador entre Deus e o homem. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1ª Tm 2.5).

Jesus é o único Advogado perante o Supremo Juiz. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1ª Jo 2.1).

Portanto, há apenas dois caminho, largo que conduz a condenação eterna sem Deus e o caminho estreito que conduz para vida eterna com Deus.

A Vida Eterna é o estado final daqueles que creem em Jesus como único meio de salvação. A vida eterna é não uma vida sem fim, uma vida em toda a sua plenitude, sem nenhuma das imperfeições e dos distúrbios da presente vida (Rm 2.7). Os justos são destinados à vida eterna na presença de Deus.

As Sagradas Escrituras descrevem o estado final dos ímpios como de sofrimento eterno, que vai além da imaginação humana. Após a morte a alma dos ímpios voam para o inferno aguardando o Juízo Final e após este julgamento as almas dos ímpios serão lançadas em lugar chamado de “lago de fogo”. No juízo do grande trono branco, as almas no inferno serão unidas aos seus corpos, que serão ressuscitados dos túmulos. Cristo pronunciará a sentença final do julgamento sobre os mortos ímpios, eles serão lançados no lago de fogo, a morada eterna dos perdidos (Ap 20.10-15).

O lago de fogo será para todos os pecadores o lugar final de separação de Deus. Para este lugar será removido para sempre a morte e o Hades. O universo será purificado da presença de todo o mal e a justiça prevalecerá na terra e no céu, que serão renovados.

Muitos ainda não sabem o que é eternidade. Eternidade será um tempo sem relógio, ou seja, uma condenação sem fim a onde a alma e o espírito dos pecadores serão lançados no Lago de Fogo para o sofrimento sem fim, eterno sem volta.

Porém, você tem o livre arbítrio para escolher um dos dois, porque não é possível andar com os pés em duas canoas (Mt 6.24). A vida eterna ou condenação eterna. Lembramo que o Bíblia diz no livro de Hebreus: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9.27-28).

O homem morre uma só vez, ou seja, a morte física é o fim da existência pessoal nesta terra, mas depois disso o juízo, o julgamento do grande dia. No momento da morte de cada homem o estado final determina seu destino pela sua escolha nesta vida.

Cristo morreu uma vez para tirar os pecados e a punição de muitos (aqueles que creram n’Ele), aparecerá segunda vez sem pecado - não como ele fazia antes, tendo sobre si os pecados de muitos, mas para conceder a salvação aos que esperam!

Onde você passará a eternidade?

Pr. Elias Ribas

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