TEOLOGIA EM FOCO

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A GRANDE BATALHA DO ARMAGEDOM


“Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol. Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha). Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.12-16).

I.        O SIGNIFICADO DA PALAVRA ARMAGEDOM

As duas letras iniciais “ar” de Armagedom significa “monte”, “colina”, e Armagedom significa “colina de megido”. A raiz da palavra “Megido” significa “derrubar”, “cortar”, “matar”. Outra interpretação da palavra Armagedom é: “abater o alto”, “matança”. Em todos os casos, o nome indica acontecimentos que se darão por ocasião da luta final. Este é um lugar no centro de Israel à entrada ocidental para o Vale de Jezreel. O Rei Salomão tinha enormes estábulos lá e Napoleão chamou esse vale de o mais ideal campo de batalha na terra. Aqui ele é usado como o palco para as tropas reunidas contra o anticristo e haverá um terrível derramamento de sangue.

II. QUANDO ACONTECERÁ A BATALHA DE ARMAGEDOM?


Quando faltarem poucos dias para a volta de Cristo em glória a esta terra, o Anticristo irá congregar todas as nações para a batalha do Amargedom, guerra essa que terá por finalidade destruir por completo o povo judeu (Ap 16.13-14). Dentro da maior angustia e desmaiando de terror, Israel será arrastado ao martírio no vale de Jezreel.

Quando essa guerra estiver para estourar, os 7 anos de grande tribulação já terão terminado e o tempo do Anticristo chegará ao fim.

O derramamento da sexta taça da cólera tem uma profunda conseqüência geopolítica e profética, pois no Apocalipse 16.12 diz: “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol” (Ap 16.12). Esse grande rio situa-se na fronteira norte de Israel. O Eufrates é o maior e mais importante rio da Ásia ocidental. Ele nasce nas montanhas da Armênia e desemboca no Golfo Pérsico. Ele forma a fronteira natural e protetora entre Israel e os povos a leste.

O significado do Eufrates como fronteira natural e espiritual desaparecerá, portanto em breve, quando a sexta taça da cólera de Deus for derramada sobre o mundo. O grande rio irá secar ficando sem esta barreira, e então Israel estará no maior perigo.

Todos os reis da terra serão ajuntados contra Israel: “Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.16). “Multidões, multidões no vale da decisão” (Jl 3.14).

III.  COMO ESTARÁ ISRAEL NESTE DIA?


Israel estará cercado pelos grandes exércitos do Anticristo, para se cumprir o que está escrito no livro de Zacarias: “Está chegando o dia em que o SENHOR Deus julgará as nações. Então a cidade de Jerusalém será conquistada, e os inimigos repartirão entre si tudo o que encontrarem nela. O SENHOR ajuntará todas as nações para atacarem Jerusalém. A cidade será conquistada, tudo o que estiver nas casas será levado embora, as mulheres serão violentadas, e metade dos moradores será levada para o cativeiro. Os outros poderão ficar em Jerusalém” (Zc 14.1-2).

Os exércitos de milhões que então se ajuntarão, vão se espalhar por quilômetros para atacar Jerusalém: “Levantem-se as nações e sigam para o vale de Josafá” (Jl 3.12). Nessa hora de angústia e desespero para o povo judeu, onde estarão em plena luta, serão surpreendidos pela presença majestosa do Senhor que virá dos céus para livrá-los. Jesus descerá dos céus com santos e Seus anjos descerão sobre o Monte das Oliveiras o qual irá se fender até o vale de Josafá onde ficará com maior extensão para a o julgamento das nações.

“Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul. Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o senhor, meu Deus, e todos os santos, com ele” (Zc 14.4-5).

Jerusalém é designada por “cidade santa” (Ap 11.2); para ela o Senhor tem um ajuste de contas especial (Is 28.17-21; Os 12.2; Mq 6.2); o Senhor reunirá Israel em Jerusalém e a purificará de todos os seus pecados, “como se funde a prata no meio do forno” (Is 1.21-28; Ez 22.19-22).

IV.  O LAGAR FOI PISADO FORA DA CIDADE


“E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios” (Ap 14.20). Jerusalém é a cidade em referência. Fora da cidade significa a Palestina em seu todo. “Seiscentos estádios” correspondem aproximadamente a trezentos quilômetros. Isso, por sua vez, mostra que a luta final dos povos em Armagedom atingirá mais que todo o território atual de Israel.

Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: “Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”. Isso se cumpriu em 70 d.C. Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois se cumprirá apenas nos tempos do fim: “o abominável da desolação” (v. 15).

No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito: “...haverá grande aflição na terra” (Lc 21.23) (não está escrito: “grande tribulação”). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma “grande tribulação” “como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (v. 21). A expressão “grande tribulação” diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da “grande tribulação” no final dos tempos.

V.     O LAGAR ESTÁ CHEIO

O profeta Joel, em sua visão profética desse mesmo acontecimento diz: “O lagar está cheio” (Jl 3.13). Formar-se-á um grande rio de sangue, cuja torrente atingirá 1.600 estágios que equivale 296 km de comprimento por 1,20 metros (altura de um freio de cavalo). E toda aquela área João vê como um mar de sangue coagulado.

O que encontramos agora individualmente em pessoas em poder e maldade, aparecerá aglomerado em Armagedom: todos os poderes humanos e demoníacos estarão ali reunidos, ou seja, o dragão, a besta, o falso profeta, os reis da terra, os espíritos imundos. Eles marcharão para armagedom com os mais terríveis armamentos e os inventos mais desenvolvidos do espírito humano.

Lá se reunião todas as nações para a batalha final. Deus permite que se chegue a esse clímax: ele cala-se. Mas então acabará definitivamente seu tempo de silêncio. Cumprir-se-á então a palavra de Isaías: “Por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive; mas agora darei gritos como a parturiente, e ao mesmo tempo ofegarei, e estarei esbaforido. Os montes e outeiros devastarei e toda a sua erva farei secar; tornarei os rios em terra firme e secarei os lagos” (Is 42.14-15).

Quando vemos o desenvolvimento em nossos dias, ficamos apavorados com relação à ameaça a Israel e Jerusalém. Mas a situação vai ficar ainda muito pior. Israel será cercado de exércitos. As nações cercarão Israel, mas quando aflição for maior e a tribulação de Israel tiver atingido seu clímax, o Senhor sairá, como pelejou no dia da batalha, conforme o que está escrito em Zacarias 14.4-5.

Quando a batalha do Armagedom, que é uma realização visível do salmo 2.1-3, estiver sendo realizada com todo o furor, acabou o tempo do silêncio de Deus.

“Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra” (Sl 2.1-10).

O Senhor Jesus Cristo estabelecerá Seu reino em Israel e de lá exercerá Seu abençoado domínio de paz sobre o mundo. O motivo porque até ao dia de hoje Israel é incapaz de ver isso, é somente por causa das nações, pois romanos 11.25-27 diz: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados”.

A cegueira de Israel durará até o momento em que se alcançar a plenitude dentre os gentios, até o momento em que o último dentre as nações tiver os olhos abertos. Então acontecerá o arrebatamento da Igreja, e em seguida começará a grande tribulação com suas ondas de juízos e a grande batalha final em Armagedom. Então Jesus voltará, e Israel o verá e se converterá a ele, a quem transpassaram.

Deus vê todas as nações da Sua perspectiva divina, e confronta-as com Seu poder divino. Ele vê os exércitos do mundo inteiro, e ri deles.

O orgulho humano terá atingido seu clímax, e então terá chegado o momento de Deus para desmascarar a Satanás e seus espíritos da mentira, descera do céus para julgar as nações e estabelecer Seu reino milenar: “O SENHOR será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o SENHOR, e um só será o seu nome” (Zc 14.9). 

Então se calará o riso do homem e começará o tempo de Deus rir.

VI.  A PEDRA ANGULAR


A batalha do Amargedom se dará no fim dos tempos, quando judeus estarão sendo sitiados pelos poderes gentílicos sob o reino do Anticristo e o falso profeta (Ap 13.1-18). Esta última grande batalha dos “tempos dos gentios” e do presente século, tem seu cumprimento na profecia da “pedra cortada sem auxilio de mãos” (Dn 2.35-45), que esmiuçará a grande estátua e que inaugurará “o dia do Senhor”, quando Deus de modo visível manifestará seu glorioso poder na destruição de Seus inimigos.

A pedra que Deus transformou em pedra angular, mas que foi rejeitada pelos homens, como está escrito no Salmo 118.22, esmiuçará então a obstinada imagem das nações, que já Nabucodossor viu em sonho (Dn 2).

Deus dá seu tempo a todos, a ti também Ele dá tempo de se arrepender e se converter a Jesus Cristo Rei dos reis. Aparentemente podes fazer o que queres; pode se rebelar contra Deus, pode rejeitar Seu Filho Jesus, Ele te deixa, pois deixa que tudo amadureça para o juízo. Ele deixa também Satanás, a besta e o falso profeta ajam livremente; Ele permite a livre ação dos espíritos imundos. Dessa maneira os homens não têm desculpa. Também Satanás não terá motivo para acusar a Deus, de que o restringiu em seu esforço de ganhar os homens para si. Deus deixou Satanás agir livremente para tentar Jó. Mas quando então todos os povos estiverem reunidos para a peleja naquele grande dia do Deus Todo Poderoso, a paciência de Deus terá acabado e acontecerá o último confronto entre o Cordeiro e a serpente, entre Cristo e o Anticristo, entre Deus e Satanás. Então a vitória de Jesus obtida na cruz do Gólgota será exercida plenamente contra todos os poderes das trevas. Então Israel terá “Shalom”, isto é, paz.

Jesus vai aparecer no final da grande tribulação em meios aos acontecimentos dos tempos finais, quando os poderes do engano estiverem reunidos em Armagedom.

Jesus morreu na cruz do Calvário e clamou: “Está consumado”. Lá ele foi sepultado, ao terceiro dia ressuscitou, após 40 dias subiu ao Pai, e de lá Ele voltará em grande poder e glória! Por isso vigia, pois Ele virá como vem o ladrão a hora que ninguém sabe!

VII.        A DERROTA DE SATANÁS


A vitória na batalha de Armagedom (19.11-21) não será completa apenas com a destruição dos exércitos das nações e ao lançar o Anticristo e o Falso Profeta vivos no lago de fogo e enxofre. É necessário também prender a Satanás, pois ele, realmente, que instigou a rebelião que atingiu tanto os céus como a terra.

A derrota final de Satanás está diretamente relacionada à ação da Mulher vestida de sol e se insere no contexto de um contínuo e gigantesco combate entre as forças do bem e do mal que se trava no domínio espiritual, envolvendo os anjos e os demônios e a humanidade inteira, desde períodos imemoriais (Ap 12, 7-9); é uma luta tremenda e incessante entre os espíritos fiéis ao Criador e os sequazes de Satanás, desencadeada pelo orgulho e soberba de Lúcifer em ser maior do que Deus. Expulsos do paraíso e precipitados no inferno, os demônios atuam sobre a humanidade, buscando prostrá-la sob o jugo do ódio, da violência, das guerras, do egoísmo, do prazer, da soberba e da apostasia.

“Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos” (Ap 20.1-2).

O abismo é a casa de prisão dos espíritos maus (Jd 6; Ap 9.1-2), e os encerrados ali estão expulsos da esfera humana. É o que vai acontecer com Satanás. Ele por mil anos vai ficar fora da esfera humana, não podendo ter nenhuma influencia sobre a mesma. Não confundir abismo com lago de fogo.

Os mil anos de Satanás no abismo, não produzirão nenhuma mudança em seu caráter maligno, uma vez que seja liberto provara ser o mesmo antigo diabo. Mas enquanto estiver presa a terra se sentira aliviada, e o reino de Cristo trará paz e prosperidade a todos.

Pr. Elias Ribas


terça-feira, 7 de julho de 2015

AS BODAS DO CORDEIRO – APOCALIPSE 19


Só acontecerá no final da Grande Tribulação, nesta festa que é chamada A CERIMÔNIA NA CASA DO PAI (haverá o casamento da Igreja com Seu Noivo Jesus Cristo, e haverá convidados). Acontecerá antes da segunda fase da volta de Cristo em Glória, quando Ele vier para estabelecer Seu Reino de mil anos.

I.        A IGREJA GLORIFICADA


Antes de Jesus voltar em Glória e poder, é nos permitido ver a Igreja ao Seu lado na Glória glorificando-o com Aleluia (v. 1).

“Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus” (v.1).

Depois destas coisas, ou seja, depois das catástrofes e do julgamento da prostituta, João volta sua atenção para o céu, de onde ouve uma voz de grande júbilo, dizendo Aleluia!

Se Apocalipse 18 é o capítulo dos “ais”, Apocalipse 19 é o capítulo dos “aleluias”. Depois de anunciar a queda da Babilônia, chegara a hora de exultar, pois a prostituta cedera lugar à virgem noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém.

Aleluia deriva-se de duas palavras hebraicas: hala, que significa “louvor”, e Jah, uma forma abreviada do nome “Javé” ou “SENHOR”. Isto mostra que o Deus do Antigo é o mesmo Deus do Novo Testamento: O Deus que foi adorado no passado é o Deus adorado no Novo Testamento. Aqui, os salvos no céu louvam ao Senhor, porque Deus julgou o mundo e vingou aqueles que o mundo fez sofrer, e porque Jesus Cristo está voltando à terra para reinar. Esse é o hino “aleluia” no céu. Portanto, antes de ser anunciada as bodas do Cordeiro, encontramos esta expressão de louvor “aleluia” por quatro vezes.


O primeiro “aleluia” parte de uma numerosa multidão, e é porque “a salvação e a glória e a honra e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos”. Portanto, trata-se da celebração da justiça de Deus. Enquanto o motivo da celebração é explicado, um segundo aleluia, como que espontâneo, é ouvido. Afinal, a causa dos mártires, profetas e apóstolos, era vindicada. A grande prostituta havia sido julgada. O terceiro “aleluia” vem precedido por um sonoro “amém”, e é proferido pelos lábios de seres celestiais. O que indica uma perfeita harmonia entre o céu e a terra. Como dissera Jesus, o que fosse concordado na terra, teria sido concordado no céu. Esse terceiro “aleluia” vem acompanhado de uma exortação: “Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes” (v.5). Agora, o coral estava a postos, e reunia vozes oriundas de todos os cantos do Universo, grandes e pequenos, visíveis e invisíveis, celestiais e terrenos.

II.     OS ANCIÃO REPRESENTAM A IGREJA


“Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia! Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes” (v. 4-5).

Note que uma imensurável multidão regozija-se no céu, juntamente com os vinte quatro anciões e os seres viventes dizendo: Aleluia! (v. 1-6). A voz da saí do trono e convida a todos os servos do Senhor para louvar a Deus. Os salvos chegados de todas as partes da terra e de todos os tempos, saudar-se-ão e se alegrarão. Ao término da festa das bodas, o Senhor recebe a ordem do Pai para descer e livrar os filhos da promessa, os judeus. Chegará, afinal, o grande momento de Israel conhecer o seu Messias, será um momento de muita Glória e de muitas lágrimas.

O último “aleluia” parece ser dito em uníssono pelos habitantes da terra e do céu, pois a voz que o pronunciava era “como a de uma grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões”. A Igreja hoje não estranha esta expressa de louvor, pois os seu lábios não se cansam de dizer Aleluias! Porém, lá no céu, a noiva irá pronunciar com júbilo em frente de Seu noivo. Amem!

III.  O MOMENTO MAIS SUBLIME NOS CÉUS


“Aleluia! Pois já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa do Cordeiro, a si mesma já se te ataviou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino é a justiça dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19.6-9).

1. O momento de júbilo (v. 7). Os servos depois de louvarem a Yahweh no v. 6 convocam-se a se encherem de alegria, e se alegrarem sobremaneira e dar glória a Deus de uma vez por todas! 

E o motivo desse auto-chamado é:

2. A hora do encontro. A Igreja, a Noiva, será apresentada para o seu Noivo: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2ª Co 11.2).

Na cronologia do capítulo, vemos a “noiva” (a igreja” 2ª Co 11.2) já no céu, antes da vinda de Cristo à terra. Os interpretes vêem aí uma indicação de que a Igreja já arrebatada antes da vinda de Cristo, conforme vemos em 19.11-21. Duas razões para isso: 1) A noiva se encontra no céu, para as “bodas do Cordeiro”. 2) A noiva já no céu, está vestida com “as justiça dos santos”, que são seus atos de retidão (v.8). Para os atos de retidão dos santos estarem completos, eles precisam estar no céu e libertos de toda a impureza.
Noiva no sentido bíblico refere-se a todos os salvos do Velho e do Novo Testamento, tanto judeus como gentios (1ª Co 12.13). São aqueles que aceitaram e creram na Palavra de Deus, e ficaram firme na fé aguardando a volta de Jesus (o Noivo), através disso, como membro individual, ela é acrescentada a Igreja de Jesus, que é a Igreja – Noiva de Jesus. Em Mt 25.10 Jesus diz: “...e as que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta”. As bodas do Cordeiro são o completar-se a união do Noivo celestial com a Igreja-Noiva então glorificada.

3. Os ornamentos da Noiva. A esposa já se ataviou, ou seja, a esposa se vestiu para o casamento com o Cordeiro. Este “se ataviou” é a obra ativa da Igreja em se santificar, em viver a prática das boas que são frutos da verdadeira fé, obras conforme a Lei de Deus, de gratidão e que SOMENTE promovem a glória de Deus e bem do próximo.

A Igreja esta bem vestida e gloriosa, não por sua própria força, mas porque Deus deu a ela as vestes, os atos de justiça! Se a glória final da Igreja fosse uma parceria entre Deus e o homem, então, João NÃO teria ouvido: “demos-lhe a glória de uma vez por todas.

Não é a Igreja que merece ser glorificada, mas somente o deus da igreja deve ser glorificado. Porque a Esposa se atavia com vestimentas que foram dadas a ela (v. 8). Por isso, todos os verdadeiros servos do Senhor se auto-convocam a se alegrar, a exultar e dar a glória de uma vez por todas somente ao Senhor Deus.

O profeta Isaías diz em Is 61.10 que sempre se regozijará e se alegrará no Senhor Deus da Aliança, pois Ele o cobriu de vestes de salvação e o envolveu com o manto de justiça como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias.

O Apóstolo Paulo em Ef 2.10 diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A igreja é ativa na santificação, mas isto é uma obra do Espírito de Cristo, santificando a Sua Igreja para Si mesmo, Igreja gloriosa (Ef 5.25-27). Por isso, o Evangelho da Justificação pela graça ao mesmo tempo em que chama a Igreja a se santificar, chama os filhos de Deus a se alegrar e exulta e a dar glória somente a Deus! E não tem como melhor glorificar a Deus que através de uma vida ataviada, vestida de atos de justiça! Quando a Igreja se santifica, quando os santos praticam atos de justiça, o nome de Deus e do Senhor Jesus Cristo é glorificado na terra e no céu.

O que João escreve são as palavras verdadeiras de Deus, por isso, a Igreja na terra em meio as perseguições e sofrimentos pode se alegrar e alimentar a alegria eterna, pois aqui a Igreja já começa a participar da ceia do casamento do Cordeiro. Agora onde a Igreja começa a participar desta Ceia?

A Ceia (o partir do pão – e tomar do cálice, que é uma ordenança do Senhor até que Ele venha (1ª Co 11.23-26)), que hoje participamos neste culto, é o começo da grande ceia da do casamento do Cordeiro. O Senhor Deus chama Sua Igreja a ceiar aqui na Terra na expectativa da Ceia do Casamento do Cordeiro que acontecerá no Céu.

Um dos atos desta maravilhosa festa é a celebração da ceia do Senhor, dando cumprimento às palavras de Cristo. “E, chegada à hora, pôs-se à mesa, e, com Ele, os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus. Porque vos digo que já não beberei do fruto da vida, até que venha o Reino de Deus” (Lc 22.14, 15, 16, 18).

No céu, os salvos receberão as recompensas (coroas) por suas obras feitas na Terra, o Cordeiro coroará a Igreja pela sua fidelidade a Sua Palavra.

IV.  OS CONVIDADOS PARA FESTA


Quem são esses convidados das bodas? O casamento é de Cristo e a Igreja, mas os convidados são muitos. De acordo com Dn 12.1-3 e Is 26.19-21, o Israel salvo da Grande Tribulação são os convidados especiais. Devemos ter cuidado na interpretação desse evento para não confundirmos nem misturarmos os fatos que envolvem as bodas no céu e as bodas na terra. No céu, as bodas são da Igreja e o Cordeiro (Ap 19.7-9). Na Terra, as bodas envolvem Israel e o Cordeiro (Mt 22.1-14; Lc 14.16-24; Mt 25.1-13). A cena das bodas no céu difere das bodas na Terra, Israel estará esperando que o esposo venha convidá-los a conhecer a esposa (a Igreja), que estará reinando com Ele no período milenial.

É preciso distinguir os versos 7 e o 9. O versículo sete fala da Igreja-Noiva com o Seu Noivo (as bodas do Cordeiro). Os convidados não devem ser confundidos, portanto com a Igreja arrebatada e que se encontra com linho finíssimo.

No meu entender os convidados são os 144 mil selados, da nação de Israel (que serão tomados da terra, durante a Grande Tribulação – Ap 14.1-5). Todos eles são “chamados à ceia das bodas do Cordeiro”. “Mas Eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaac, e Jacó, no Reino de Deus” (Mt 8.11; Lc 13.28-29).

Um grande número dos santos nos céus será chamado à ceia para testemunhar as bodas do Cordeiro com a Sua Noiva (Ap. 19.6-9). Os que compõem a Noiva de Cristo são os Cristãos que perseveraram durante seu tempo na terra: (Ap 3.4). Essa ceia será no céu logo antes da segunda fase da vinda de Cristo. Portanto, precisam estar lá.

Enquanto o Senhor está na ceia das bodas com sua Igreja (Mt 26.29), em festa de glória e gozo eterno, nestas hora estará Satanás, através do Anticristo, se reunindo no grande vale do Armagedom, para fazerem guerra contra os filhos de Israel.


Quando Cristo vem para estabelecer o milênio na terra, virá com os exércitos no céu que são vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.14). Estes virão com Ele por que estão com Ele, e estão com Ele pois foram arrebatados da terra antes deste tempo.

Pr. Elias Ribas