TEOLOGIA EM FOCO

domingo, 6 de outubro de 2013

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

I.         INTRODUÇÃO

A Congregação Cristã no Brasil é vista por alguns como uma seita, por outros como um movimento contraditório.

Nem todas as doutrinas e práticas desta religião estão erradas. Podemos afirmar que está entre aquelas seitas que possuem mais compatibilidade com os ensinos bíblicos e seríamos injustos se ignorássemos seus pontos positivos. Porém, seus deslizes são perigosos e merecem uma acareação bíblica para que sejam bem esclarecidos e nunca aceitemos nenhuma de suas heresias.

Nosso objetivo nesta lição é demonstrar o caráter sectarista e exclusivistas desta igreja, fato que nos impede a tratá-los no mínimo como um movimento contraditório; pois suas doutrinas são fundamentadas em versículos isolados, e mal interpretados, das Escrituras. Além disso, seus membros vêem as demais igrejas como seitas.

II.      FUNDO HISTÓRICO


Luis Francescon, nascido em 29 de março de 1866 de 1866, na comarca de Cavasso Nuevo, província de Unide, Itália, imigrou para os E.U.A. e começou ter conhecimento do Evangelho através da pregação do irmão Miguel Nardi. Em 1891, tornou-se cristão e no ano seguinte, ele e o grupo evangelizado pelo irmão Nardi e algumas famílias da igreja Valdense fundaram a primeira igreja Presbiteriana Italiana.

1.   Uma experiência com o batismo.
Conforme o próprio relato de Luis Francesco, após três anos e meio freqüentando a igreja Presbiteriana Italiana, enquanto lia o trecho bíblico de Colossense 2.12, ouviu duas vezes as seguintes palavras: “Tu não obedeceste a este mandamento”. A partir daí, inicia o questionamento do batismo por aspersão praticado por aquela igreja. Com Jesus aprendemos a forma bíblica do batismo (Mt 3.15-16).

2.   O rompimento com a igreja Presbiteriana.
Com a viagem do pastor da igreja local, coube a coube a franscescon, como ancião, presidir a reunião mo dia 6 de setembro de 1903. Ali, ele teve a oportunidade de falar acerca da “revelação” do batismo e convidou a todos os membros daquela igreja para assistirem ao seu batismo por emersão. Ao seu batismo compareceram cerca de 25 irmãos, dos quais 18 foram batizados.

Com o retorno do pastor da igreja, franscescon não pode fazer outra coisa senão pedir seu desligamento com o grupo batizado de forma desobediente. Assim, estabeleceram uma pequena comunidade evangélica livre, reunido-se na casa dos irmãos. Entretanto a Bíblia proíbe divisões no corpo de Cristo (1ª Co 12.25).

3.   Congregação Cristã no Brasil.
Surgiu entre os imigrantes italianos e americanos e inicialmente se limitava a dar assistência aos mesmos. A partir de 1910 o movimento ganhou força com a mensagem pentecostal e dois núcleos foram estabelecidos: um no Paraná, reunindo membros de origem católica, e outro em São Paulo, com membros de origem evangélica. A partir daquela data o movimento espalhou-se e hoje conta, segundo estimativas, com novecentos mil adeptos em todo o Brasil. A maioria concentra-se ao redor de São Paulo (80%) e o restante ao sul do País. São conhecidos como “glórias” e se consideram a única igreja certa.

A história da Congregação Cristã não traz maiores diferenças que possam explicar sua posição sectária de hoje, mas no decorrer do tempo foi adequando a certos individualismo. Baseados na história narrada pelo próprio Franscescon, podemos ver que o comportamento deles hoje é bem diferente de seu fundador, que mantinha comunhão com as demais dominações. A comunhão será sempre a marca dos verdadeiros filhos de Deus (Sl 1333).

4.   A causa do individualismo.
Congregação Cristã teve sua origem num ambiente teológico, onde dominava a doutrina da predestinação. Somando a isso, algumas profecias diziam que lhes seriam enviado os que haveriam de se salvar. Pelo fato do ancião Franscescon não ficar continuamente junto aos novos grupos, isto trouxe com certeza grandes erros na interpretação da liderança nacional. A Bíblia ensina que devemos conhecer o estado de nossas ovelhas (Pv 27.23).

III.   PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

Pontos positivos. Os seguintes são denominados pontos positivos porque têm embasamento bíblico e são prática comum entre os evangélicos.

a) Assistência social. É costume dos núcleos desta Igreja manterem uma comissão de assistência social, composta por alguns homens e mulheres. Esta comissão certifica-se das necessidades dos adeptos ou não, e os socorre quando houver real carência. A ajuda tanto pode ser em objetos ou dinheiro. Key Yuasa, pesquisando a Congregação, disse que “a Igreja organizou grandes empresas industriais para aliviar o número de desocupados, cujos operários não pertencem à Congregação e são evangelizados pelos crentes” (T.G.Leite F). (Base bíblica: Gl 2.10).

b) Pentecostalismo. Os adeptos da Congregação geralmente são fervorosos em suas práticas religiosas. Aplicam-se à oração acompanhada pelo jejum, buscam o batismo com o Espírito Santo e oram em línguas e profetizam. Valor relevante entre eles é dado à profecia. “Quem faz tudo é o Senhor”, quase tudo é atribuído a uma direção ou sinal direto de Deus. Base Bíblica para o batismo com o Espírito Santo: (At 2.1-4).

c) Santidade corporal. Diferente do que ocorre em outras seitas que saturam o país e o mundo, os adeptos da Congregação dão valor a santidade do corpo. Não bebem, não fumam, suas mulheres andam com trajes honestos e não costumam usar pinturas, embora não as proíbam. Também procuram dar bom testemunho na sociedade onde convivem. Base bíblica: 1ª Pd 1.15.

Pontos negativos. A análise honesta de seus pontos positivos, por si mesma exige outra igual dos pontos negativos, pois aqueles não anulam o efeito destes.



IV.   DOUTRINAS PRINCIPAIS

1.   São Exclusivistas.
Ao analisarmos o pensamento doutrinário da Congregação Cristã no Brasil, temos a impressão de que seus líderes criaram um Evangelho só para eles. A maioria de seus adeptos defendem o pensamento errôneo de que a salvação só é possível na sua própria igreja. A Bíblia declara que a salvação é um dom de Deus para todos (Ef 2.8-9).

A despeito desse perigoso sectarismo, devemos levar em conta o que diz a Bíblia. A Palavra de Deus garante que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (At 2.21; Jl 2.32; Rm 10.13). A salvação portanto está em Jesus (Jo 14.6; At 4.12) e não em organizações religiosas.

2.   Batismo em nome de Jesus.
Segundo os adeptos da CCB, o batismo só é válido se efetuar em nome de Jesus. Eles usam a passagem de At 2.38 para justificar a doutrina medieval de que as águas do batismo tem propriedades miraculosas para purificar pecados.

O apóstolo Paulo delimitou com muita propriedade o batismo do Evangelho (1ª Co 1.14-17); ele era contra a forma externa bem típica do judaísmo. A salvação é pela graça (Ef 2.8-9). Ou seja, é um ato da graça de Deus (Tt 2.11). A regeneração é obra do Espírito Santo (Tt 3.5), enquanto que o batismo em águas é um sinal arrependimento; é um ato público de fé.

Infelizmente, eles não reconhecem o batismo efetuado por ministros de outras denominações mesmo sendo evangélica e em nome da Trindade (Mt 28.19). Entretanto, não podemos concordar com a maneira pela qual a Congregação Cristã ministra o batismo nas águas, sem preparo algum para os novos convertidos. Reconhecemos que a validade do batismo depende do preparo do batizado (At 8.36-38).

3.   Não aceitam o ministério pastoral.
A CCB concentra-se os ministérios principalmente do patriarcalismo. Possui apenas anciãos, diáconos, cooperadores e estes são seus líderes. A CCB é contra o cargo pastoral, embora Francescon mantivesse comunhão com os demais pastores, tendo-os em alta estima.

Dizem que somente Jesus Cristo é seu pastor e consideram um erro assalariar um pastor ou qualquer outro líder. Para defenderem estas idéias, usam especialmente o texto de Ezequiel 34.1-10. Parece-me que eles só estudam o Velho Testamento. Afinal, pastores e evangelistas são dons ministeriais (Ef 4.11) designado para a liderança do rebanho de Deus no Novo Testamento. Bata ler a carta do apóstolo São Pedro:

“Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória” (1ª Pe 5.1-4).

“O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade” (3ª João 1.1).

Deus chamou obreiros.
Ministério de tempo integral na Igreja e o seu consequente sustento é tão divino quanto a existência da Igreja. Os seguintes textos o provam:

Deus condenou os infiéis pastores - líderes religiosos e políticos - da nação de Israel. Porém, prometeu que levantaria um pastor fiel: Davi (Ez 34.23,24).

Jesus é descendente de Davi segundo a carne e perpetua o reinado deste sobre Israel (Lc 1.31-33). Mas é também o fundador e Senhor da Igreja, composta por todos os salvos pelo seu próprio sacrifício (Ef 5.25b; Cl 1.24b).

Como supremo Pastor de Israel e da Igreja (1ª Pd 5.4), Jesus constitui homens fiéis para exercerem o ministério pastoral em seu nome e sob a unção do Espírito Santo (Ef 4.11; Mt 10.1-4; At 20.17,18; 1ª Pd 5.1).
A grande tarefa destes líderes é apascentar o rebanho do Senhor com amor e dedicação, procurando aperfeiçoá-la cada vez mais (Ef 4.11-16). Tudo para a glória de Deus (1ª Tm 1.12,17).

Sendo chamados por decreto divino para exercerem um ministério de tempo integral, é perfeitamente lícito que os obreiros de Deus sejam sustentados pela igreja (1ª Co 9.6-14). Se o Senhor ama os pecadores indignos a ponto de abençoá-los (Mt 5.45) e enviar homens - e até famílias - para resgatá-los, não se importaria com seus obreiros fiéis? Para isso ele usa a Igreja (Fp 4.14-18).

Infelizmente tudo que acontece na Congregação Cristã está relacionado ao sentimento. É sempre necessário sentir para se realizar alguma obra ou até mesmo para orar por alguém. Ao lermos na Bíblia, encontramos a perfeita vontade de Deus sobre este assunto (Fl 2.2; Tg 5.13-16).

5.   Sustento de obreiros.


“Se não sou apóstolo para outrem, certamente, o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor. A minha defesa perante os que me interpelam é esta: não temos nós o direito de comer e beber? E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Porventura, falo isto como homem ou não o diz também a lei? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa? Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1ª Co 9.4-14).

O grifo é do autor e desejo ressaltar que a CCB usa versículos isolados sem analisar o contexto, e assim criam seus amaranhados distorcendo as doutrinas bíblicas.

O texto acima é a defesa de Paulo sobre o sustento dos obreiros. Os que pensam doutro modo, ficam sem argumentos ante a clareza e o objetividade com que o apóstolo trata o assunto.

A Bíblia deixa bem claro que os dízimos eram destinados aos levitas e sacerdotes (Nm 18.21-24; Hb 7.5), para que houvesse sempre mantimentos na casa de Deus (Ml 3.10). Os filhos de Levi e os ministros do altar e os ministros do altar, por sua vez, pagavam os dízimos recebidos (Nm 18.26).

Paulo, como os demais judeus, tinham uma profissão alternativa – fazedor de tendas (At 18.3). Desse ofício provinha o necessário para o sustento, pois temia escandalizar os irmãos, e não queria correr o risco de ser interpretado como aventureiro, em Corinto.

6.   Não aceitam que o líder estude.


Dizem que não é necessário seus líderes estudarem, pois o Espírito Santo dá sabedoria e palavras na hora em que necessitam. Usam Mateus 10.19,20 como base para este argumento. Não será esta aversão aos estudos teológicos um dos motivos de suas más interpretações dos textos bíblicos?

A sabedoria procede de Deus. É isto que nos ensina Pv 1-9.
a) A criação do universo e da terra demonstram sabedoria (Sl 104.24), os planos divinos para o mundo e o homem são sábios (Sl 139.6) e o homem necessita de sabedoria para bem viver (Pv 4.5-6). Como o homem nasce completamente ignorante, seu intelecto deve ser desenvolvido através dos estudos (Ec 12.12).

b) A sabedoria espiritual, seja do conhecimento de Deus (Os 6.3) ou para o exercício do ministério (1ª Jo 2.20), deve ser buscada em oração e independe de outros assuntos. Porém, aquela sabedoria mencionada em Mt 10.19,20, dizia respeito à capacitação divina para enfrentar os tribunais em época de perseguição.

c) Aqueles que Deus chamou, ungiu e separou para serem líderes do rebanho, pela própria natureza da função, devem se esforçar pelo auto-desenvolvimento intelectual e buscarem mais conhecimentos teológicos. Vivemos na época da multiplicação da ciência, das grandes transformações sociais e precisamos ter resposta para tudo (At 26.24; 1ª Tm 4.13, 2ª Tm 4.13). A sabedoria não prejudica a espiritualidade, como pensam alguns. Se assim fosse, Paulo, Timóteo e o próprio Senhor Jesus não seriam sábios na Lei e não estariam bem informados (Lc 13.1-5).

O estudo da Palavra é uma doutrina. Em João 5.39 Jesus diz: “Examinais, as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

O apóstolo Paulo encoraja a Timóteo a dominar a Palavra de Deus: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneje bem a palavra da verdade” (2ª Tm 2.15). O grande sábio Salomão incentivou o ensino dizendo: “O princípio da sabedoria é: Adquira sabedoria: sim, com tudo o que possuis, adquira o entendimento” (Pv 4.4). “Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento” (Pv 23.23). “Inclina o teu ouvido, e ouve as palavras do sábio, e aplica o teu coração à minha ciência (conhecimento)” (Pv 22.17). “Aplica o coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento” (Pv 23.12). Aqueles que desprezam o ensino Salomão chama-os de loucos: “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (Pv 1.7).

Para eles a Bíblia não tem a devida relevância. A vida dos adeptos da CCB é norteada pelo “iluminismo” e não pela Palavra de Deus. Vão ao culto para “buscar a palavra”, e não para aprender no templo (Sl 27.4). Suas bases teológicas são bastante precárias.

Não aceitam o ministério das mulheres.
O trabalho das mulheres na Congregação está restrita a assistência social e outras atividades que não envolvam o uso do púlpito, como a pregação e o ensino.

7.   Deus usa as mulheres.
a) O que Paulo refutou foi o ministério pastoral das mulheres e o exercício da autoridade sobre os pais e o marido. Na igreja não há apoio bíblico para ministério pastoral, embora as irmãs sejam úteis em outras áreas.

b) Muitas mulheres consagradas foram usadas por Deus para exercerem o ministério da profecia (2º Re 22.14,15; Lc 2.36-38), da assistência social (At 9.36,39), do apoio aos ministros (Lc 8.1-3; At 16.13-15; Rm 16.3), do louvor (Êx 15.20,21; Lc 1.46-55) e, certamente, da evangelização de adultos e crianças (Lc 2.38). Particularmente não vejo erro algum no ministério das irmãs e até que preguem a Palavra dos púlpitos, desde que não exerçam o pastorado.





8.   Não pregam nas ruas.
Limitam-se ao proselitismo pessoal e dentro dos templos. Esquecendo-se dos que ainda não receberão a fé, dedicam-se a pregar aos crentes de outras denominações evangélicas. Mas na sua condição de profeta, o ministério de Jesus baseava-se na triologia: pregar, ensinar e curar (Mt 4.23; 9.35). Este é o exemplo que devemos seguir; está é a nossa tarefa – pregar e ensinar (Mt 28.19-20).

Jesus ordenou a pregação nas ruas.
Toda e qualquer igreja que se limitar a pregar o evangelho entre as quatro paredes de um templo, está buscando seu próprio esvaziamento. O método evangelístico de Deus, seja de abordagem pessoal ou de grupos, é ir ao encontro das almas necessitadas. Veja os exemplos e mandamentos: Jesus (Mt 5.1; 13.1-3; Lc 14.23) e Paulo (2ª Tm 4.2; At 17.17; 16.13-15).


9.   Adotam o uso do véu.


Durante o culto ou quando vão orar, mesmo em casa, as mulheres da Congregação devem usar véu.

Porém quanto ao uso do véu, convém salientar que o uso do véu no culto, tal como véu, chapéu, roupas e etc, depende de cada cultura, pois os costumes se alteram e as exigências também. Jesus condenou os fariseus que usavam as tradições acima da doutrina bíblica (Mt 15.1-13).

A palavra grega para “véu” é peribaion e significa “jogar em volta”. Ela aparece apenas duas vezes no Novo Testamento grego (1ª Co 11.15; Hb 1.15).

Em 1ª Coríntios 11.1-16, Paulo trata da submissão da mulher ao marido. Como se vê, o que está em pauta é a submissão, e não o véu. Quem acha que o véu é um meio para a santificação, como a CCB, deve usá-lo no dia-a-dia como as mulheres do Oriente Médio e da Ásia nos dias de Paulo.

10. Adotam o ósculo santo.


Após o final das reuniões, usam saudar-se com ósculo santo, um beijo na face, conforme Rm 16.16. Só que o ósculo é restrito às pessoas do mesmo sexo. É proibido pessoas de sexo oposto se beijarem, pois pode ser beijo de Judas (Mt 26.48,49).

Isto é uma questão cultural ainda hoje observa entre os judeus, árabes e vários povos do leste europeu. Não é motivo, pois para fazer uma guerra em torno de assuntos que, rigorosamente falando, em nada contribuem para a nossa edificação em Cristo Jesus.

O ósculo era uma tradição como qualquer outra entre os orientais. Ainda hoje os russos usam o ósculo como saudação. “O costume, entretanto, era beijar na testa ou na palma da mão”.

a) O uso do ósculo na Igreja primitiva era entre todos os membros e não apenas entre os do mesmo sexo. Nisto vemos a malícia da Congregação.

b) O ósculo significava o que hoje significa o aperto de mãos e o abraço.

c) O importante é o ágape divino envolvendo os corações (Jo 13.35).

11. Oram somente de joelhos.
Torcem o sentido real de Fp 2.10 e não admitem que um adepto ore a não ser ajoelhado.

Orar é se comunicar com o Senhor, manter a comunhão e tratar com ele dos negócios do Reino. A Bíblia ensina a orar continuamente, em qualquer lugar ou posição (1ª Ts 5.17; Ef 6.18; 1ª Tm 2.8). Alguns exemplos: Jonas orou no ventre do peixe (Jn 2.1); Jesus orou na cruz (Lc 23.34,46).

Embora adote certos conceitos bíblicos em seu corpo doutrinário, a Congregação está na categoria de seita porque também contém muitos erros. Estes que são extremamente sutis e, embora parecendo insignificantes, são tendenciosos e prejudicam grandemente a fé simples e pura no cristianismo.

12. A saudação com a paz do Senhor.
A Congregação Cristã nos acusa de saudar os irmãos com a “paz do Senhor”. Para justificar esse conceito, afirmam: “devemos saudar com a paz de Deus, e nunca com a paz do Senhor, por que existem muitos senhores, mas Deus é um só”. Essa acusação se desfaz quando lemos as palavras de Paulo em 1ª Coríntios 8.5-6. Eles não conseguem entender que quando saudamos com a paz do Senhor estamos saudados com a paz que Jesus nos deixou (Jo 14.27). O argumento que existem muitos senhores é infundado, pois a Bíblia fala também de muitos deuses, mas só um é verdadeiro, ela fala também de dois senhores, mas só um é o verdadeiro. Portanto, o crente sabe que ao cumprimentar o irmão com a paz, ele está demonstrando que ele possui a paz que Cristo o Senhor da paz nos deixou.


Os adeptos da Congregação Cristã do Brasil julgam-se espiritualmente superiores a todos os evangélicos. Quanto a nós, não nos cabe tratá-los como inimigos, mas como a pessoas que precisam dos esclarecimentos necessários para compreender o verdadeiro sentido do Evangelho de Cristo. Evitemos, pois contender com eles, pois a contenda não convém ao homem de Deus. Que o Senhor nos de graça para preservar a sã doutrina.

Pr. Elias Ribas

pr.eliasribas2013@gmail.com

2 comentários:

  1. Caro Pr Elias Ribas,

    Paz!

    Gostei muito do post acima, é muito esclarecedor.

    Parabéns pelo post.

    Pr José Costa

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  2. Eu também compartilho desse pensamento a respeito da CCB, não dá pra negar os pontos positivos, nem tanto os negativos.

    Paz em Cristo.
    Ezequiel Domingues
    http://www.ezequiel-domingues.blogspot.com.br/

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