TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O EVANGELHO ANÁTEMA


A epístola aos Gálatas foi escrita para salvar o cristianismo do legalismo judaico. Seu assunto continua atual, pois em qualquer época há sempre o risco de alguém, ou um segmento da igreja se inclinar para o legalismo religiosos.


I. O APOSTOLADO DE PAULO


“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos” (Gl 1.1).


Paulo começa a sua epístola com as saudações de costume (ver Rm 1.1-7 e a Introdução às Epístolas).


Neste versículos, Paulo se apresenta-se como apóstolo (= enviado), como em todas as sua outras epístolas, deixando claro que foi nomeado como tal por Jesus Cristo e por Deus Pai (cf. At 9.3-6; 26.15-18). Portanto, a mensagem que anuncia não é invenção humana. (Cf. também Gl 1.11-12).


Este é o prefácio da defesa de seu ministério que será defendido nos capítulos 1 e 2. Havia um questionamento sobre o seu ministério ser menor que o do apóstolo Pedro. Os 12 apóstolos tiveram contato direto com Cristo, Paulo não. Porém, o Cristo que se encontrou com Paulo já estava ressurreto. Quando esteve com os discípulos, Jesus era homem e Deus, com Paulo, era somente Deus!


II. A DEFESA DE PAULO


Paulo alega que seu ministério “não tem parte com homens” e “nem por intermédio de homens”. Com isso, ele se defende de uma acusação (1.10). É necessário que Paulo utilize da autoridade do nome de Cristo e de Deus Pai, que são formulações de fé, para combater seus os inimigos do evangelho.


É comum: “apóstolo de Jesus Cristo” ou “apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus” (1ª Co 1.1), ou “como servo de Jesus Cristo” (Fl 1.1). Sua fé está totalmente baseada no sacrifício de Jesus Cristo (1.34), chamando a todos que entender os benefícios desse sacrifício a dar-LHE “Glória pelos séculos dos séculos”.


Paulo começa a defesa de seu ministério, apresentando a defesa de sua fé. Paulo tem certeza que o seu ministério é bem sucedido porque está totalmente fundamentado no sacrifício vicário de Jesus: Ele agrada a Deus por ser servo de Cristo (1.10).



A grande maioria dos líderes labuta para defender seus cargos, seus interesses, suas tradições. Os ministros foram chamados para uma vocação santa e digna, mas para ministrar as Verdades da Santa Palavra de Deus e defender a Noiva de Cristo contra os ataques do diabo e de seus ministros. Todavia, isto não é priorizado se as mensagens são apenas bajulações de comodismo, deixando de lado a pregação genuína do Evangelho.


III. O ESPANTO DE PAULO

“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (1.6-9).


Paulo apresenta o motivo de sua carta: havia um grupo de irmãos que estava perturbando (1.7) o pleno entendimento do Evangelho de Cristo. Esses “falsos irmãos” eram considerados judaizantes porque defendiam que o Evangelho, para ser perfeito deveria praticado juntamente com a Lei de Moisés, ou seja, retornar ao LEGALISMO, e assim pregavam outro evangelho (1.6). Paulo tem uma clara constatação: Os gálatas ainda estavam agindo como bebês na fé, tal qual um neófito, inconstantes na fé que receberam.


Paulo está admirado com a susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos oponentes. Eles também foram chamados para o evangelho de Cristo, mas tão depressa mudaram para “outro evangelho”, isto é, um evangelho adulterado. A Bíblia afirma claramente que há um só Evangelho, “O Evangelho de Cristo”, e esse Evangelho nos veio pela revelação de Jesus, e pela inspiração do Espírito Santo. Mas alguns vos inquietam vos perturbam, e querem mudar o Evangelho. O Evangelho é definido e revelado na Bíblia, a Palavra de Deus. Evangelho quer dizer: “Boas Novas de Salvação”.


Deus “chamou” os gálatas, por meio do Evangelho de Cristo para o novo estado salvício (1.6s; 5.8), para o estado da “graça de Cristo” ou de “Deus” (1.6; 2.21; 5.4). Este estado fundamenta-se unicamente na “cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (6.14). Agora, contudo, existe o perigo de que os gálatas já tivessem caído dessa graça (1.6; 5.4), pelo fato de serem seduzidos pelos judaizantes (1.7; 3.1; 5.10), terem eliminado o escândalo da cruz (5.11), crendo que o evangelho ensinado por Paulo, precisasse de um complemento (5.3; 6.12).


Paulo advertiu os Gálatas que o evangelho que os pregadores estavam ensinando era “outro” (gr. allos) “um outro tipo, diferente”, “o qual não é outro”. O verdadeiro evangelho, que vem de Deus, segundo Cristo, e não casado com a lei.


Este evangelho diferente consistia não somente em crer em Cristo, mas também ligar-se à fé judaica mediante a circuncisão (5.2), as obras da lei (3.5) e a guarda dos dias judaicos (4.10).


Paulo, então, faz duas declarações:


A. Ainda que um anjo venha do céu e diga algo além do que ele pregou, seja anátema (maldito).


B. Se alguém fizer semelhante ao anjo, também seja anátema. Ou seja, ser humano ou celeste não tem supremacia sobre o que Cristo ensinou e Paulo que retransmitiu na íntegra.


A palavra “anátema” (gr. anathema) significa alguém que está sob maldição divina, condenado à destruição e que será alvo da ira divina e da condenação eterna. Aqueles que corrompem o evangelho, Paulo chama-os de “Anátema”, ou “maldito”. O fato de o apóstolo amaldiçoar duas vezes esses hereges mostra a seriedade do assunto. Estavam propagando outro evangelho, privando os cristãos da liberdade com que Jesus nos libertou, transferindo para o homem a honra e a glória que pertence exclusivamente a Deus, oferecendo a salvação por meio de recursos humanos. Eis porque Paulo foi tão contundente com esses hereges.


Malditos (“anátema”) são todos que pregam um evangelho contrário à mensagem que Paulo pregava de acordo com a revelação que Cristo lhe dera (vv. 11-12). Quem acrescenta ou tira algo do evangelho original e fundamental de Cristo e dos apóstolos, ficam sujeitos à maldição divina: “Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Ap 22.18-19).


Deturpar o Evangelho é uma forma de iniqüidade, e é abominável, anátema, condenável à perdição eterna.


O apóstolo Paulo, inspirada pelo Espírito Santo, revela a atitude, de julgamento e indignação para com aqueles que procuram perverter o evangelho original de Cristo (v. 7) e mudar a verdade do testemunho apostólico. Igual atitude evidenciava-se Jesus Cristo contra os falsos líderes religiosos que rejeitavam em parte a Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por suas próprias idéias e interpretações (Mt 23; Mc 7.6-9).


Os Gálatas eram filhos na fé de Paulo e, além disso, o apóstolo amava de verdade. Paulo estava lidando com algo muito nocivo à igreja. Diante disso ele precisava realmente ser muito duro com eles. Aqui ele deixa claro que não tinha nada pessoal contra eles; o assunto tinha a ver com a verdade do evangelho.


Os fariseus estavam perturbando a outros e distorcendo a verdade enquanto espalhavam heresias doutrinárias. Sua mensagem herética era que os gálatas cristãos deviam permitir que Moisés terminasse o que Cristo havia começado. Em outras palavras, a salvação não vem pela fé apenas ela exige obras. O empreendimento humano deve acompanhar a fé sincera antes que você possa ter certeza da sua salvação. Continuamos a ouvir esse “evangelho diferente” até hoje e ele é uma mentira. A teologia que defende a salvação apoiada no desempenho humano não representa boas novas, e sim, um engano. É heresia. Atingiu o ponto crucial do problema: a situação de distanciamento do Evangelho em que se encontrava a Igreja.


O Evangelho que Paulo apresenta aos Gálatas (1.9), é o tema central apresentado na forma concreta do evangelho ensinado por Cristo Jesus.


Paulo no capítulo 1.11-12, ele volta com o assunto dos versículos 1.8-9: O apóstolo deixa claro que ele não é um anátema. Faz-nos lembrar que seu encontro com Cristo no caminho de Damasco, At 9.2-3, foi o início de um grande período de aprendizado. Ele relembra que, como judeu, foi um praticante improdutivo e perseguidor da igreja (1.13).

Jesus Cristo fez um único e perfeito sacrifício por todos um! E muitos coloca sua fé em obras, tradições e coisas materiais etc. Estão desfazendo o que o Eterno fez no Filho a salvação! A única coisa de que precisamos é: sermos merecedores dessa vitória já conquistada por Cristo! E não em dias, homens que são idolatrados, coisas materiais e etc. Tudo o que está aí vai desaparecer! A única coisa que é eterna é a nossa nefesh (alma) e o nosso rûah (espírito) e isso levamos conosco: A nossa bondade ou ruindade em ações e pensamentos do “coração”! Por isso mesmo não devemos mudar a salvação que já nos foi dada! Devemos sim sermos mais do que merecedores dessa salvação! Pois a fé é misturada a coisas materiais desse mundo é um engano.

O apóstolo Paulo deixa claro que a igreja primitiva já enfrentava os mesmos problemas com falsos obreiros, ou seja, com pregadores do outro evangelho. Há um conflito entre a luz (verdade) e as trevas (mentira) as trevas são representada por pessoas e grupos religiosos que têm nome de que vive, mas, entretanto estão mortas. São pseudo-servos de Cristo, que pregam uma doutrina estranha a aquela que o Senhor Jesus trouxe do céu.

Quando se coloca a tradição acima da Bíblia ou em pé de igualdade com ela a tradição assume uma conotação negativa. Muitas vezes é usada simplesmente para camuflar nossos pecados. O problema dos fariseus e de algumas igrejas é justamente por receber a tradição como Palavra de Deus. Disse alguém: “Tradição é a fé viva dos que agora estão mortos, e tradicionalismo é a fé morta dos que agora estão vivos”.

Para os reformadores, somente a Escritura Sagrada tem a palavra final em matéria de fé e prática: Sola fide – fé somente.

A salvação que começa com amor de Deus estendendo-se à humanidade perdida e é em prática pela morte e ressurreição de Cristo resulta em todo o louvor sendo dado a Deus. Mas, a salvação que inclui ritos e práticas humanas, trabalho árduo, esforço pessoal e até mesmo rito religiosos distorce as boas novas porque o homem recebe a glória e não Deus. O problema é que ela apela para a carne.


Deus ordena os crentes a defender a fé (Jd 3), a corrigir os errados com amor (2ª Tm 2.25-26) e a separarem-se dos falsos mestres, que na igreja negam as verdades bíblicas fundamentais ensinadas por Jesus e os apóstolos (Rm 16.17-18); 2ª Co 6.17). Essas verdades incluem: a salvação pela graça mediante a fé em Cristo como Senhor e Salvador efetuada pela expiação através de sua morte e do Seu sangue (Rm 3.24-25; 5.10).


IV. O EVANGELHO QUE PAULO RECEBEU E PREGOU

“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (vvs. 10-12).

Falsos mestres foram aos gálatas, procurando persuadi-los a rejeitar os ensinos de Paulo e aceitar “outro evangelho”. Os judaizantes, um grupo de judeu legalista da Igreja Primitiva, (que não respeitaram o concílio de Jerusalém At 15), tentavam casar a mensagem da salvação em Cristo com o contexto da lei mosaica (Dt 4.2). Cristãos imaturos criam nos ensinos distorcidos dos judaizantes. Esses ensinos envolviam outros ensinos além da justificação pela fé. Falsos ensinos continuam sendo muito persuasivos.

Na falta de entendimento do sentido do evangelho, por outro lado, cria-se uma igreja imatura que dificilmente experimentará um crescimento normal não sendo capaz de transmitir o evangelho de forma que faça sentido ao restante do grupo. Um dos grandes desafios que temos perante nós hoje é aprender com o nosso passado e pregar um evangelho que faça sentido na sociedade.

A falta de critério sadio e benéfico no corpo de Cristo tem trazido sérios prejuízos á Igreja, pois estão deixando de lado a Palavra de Deus para seguir suas regras, conceitos pessoais e denominacionais.

Os acusadores do apóstolo diziam que Paulo procurava agradar aos gentios pregando-lhes uma mensagem e, da mesma forma, aos judeus, pregando outro evangelho. O apóstolo declara que seu compromisso era com Deus, e não com os homens (v. 10).

“Aquilo que anunciamos a vocês não se baseia em erros ou em má intenção; e também não tentamos enganar ninguém. Pelo contrário, sempre falamos como Deus quer que falemos, porque ele nos aprovou e nos deu a tarefa de anunciar o evangelho. Não queremos agradar as pessoas, mas a Deus, que põe à prova as nossas intenções” (1ª Ts 2.3-4 - NTLH).

A mensagem de Paulo era fiel, verdadeira e sem engano. A sua doutrina era sã, pura e inalienável, pois seu compromisso era com Deus e não com os homens.

Uma grande falha da igreja nos dias de hoje, é a tendência de algum líder que procura acomodar o evangelho as doutrinas humanas (tradições) como meio de salvação. O apóstolo Paulo sabia que isto acabaria destruindo a mensagem de Cristo. Paulo esforça-se para mostrar aos crentes que o simples evangelho é suficiente para suprir as necessidades deste mundo. É tudo que o ex-fariseu Paulo tem usado em qualquer ocasião no estabelecimento do reino de Deus. Ele prega nada mais do que Jesus Cristo crucificado, morto, mas ao terceiro dia ressurreto.

Uma situação semelhante existe hoje. Há pregadores que aceitam as hipóteses e as especulações tradicionalistas ou filosóficas tais como humanismo, legalismo, liberalismo de doutrina, sem questioná-las, colocam o Evangelho dentro de suas idéias. A mistura deste todo não é Evangelho, mas sim, uma distorção da verdade, feita pelos homens. O Evangelho de Cristo não deve ser de modo algum, acomodado a qualquer sistema humano.

Todo e qualquer movimento religioso que põe a revelação particular e a experiência pessoal acima da revelação divina através da Bíblia Sagrada, cai em graves erros de interpretação da doutrina cristã. É o que está acontecendo com determinadas igrejas cristãs nos dias atuais. Vão além do que está escrito: Paulo estava percebendo que a exigência de guardar a lei na igreja dos gálatas estava além do Evangelho, isto é, adulterando o Evangelho genuíno de Jesus Cristo. Quaisquer ensinamentos, doutrinas ou idéias originados em pessoas, ou revelações, que não estejam expressos e mediante a Palavra de Deus, não podem ser incluídas no Evangelho. Misturá-los com o conteúdo original do Evangelho é transtornar ou adulterar o Evangelho, e esses não herdarão o reino de Deus. (1ª Co 6.9-10).

Por isso que o apóstolo Paulo comenta dizendo:

“Pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de Deus; antes recomendamos à consciência de todo o homem na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2ª Co 4.2).

“Ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para própria destruição deles. Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, decaiais da vossa própria firmeza” (2ª Pe 3.16-17).

A segunda carta de Pedro foi escrita para avisar do perigo de divisões na igreja, causado por falsos mestres, que nela viriam introduzir-se no futuro.

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até a ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina destruição” (2ª Pe 2.1).

O diabo falhou ao tentar a igreja primitiva por ataque externo através das injúrias, injustiças e abusos das autoridades pagãs do Império Romano. Agora, o apóstolo prediz uma tentativa de destruição interna, quando escreve: “haverá entre vós falsos mestres”.

O grande apóstolo, antes do seu martírio em 68 a.D., numa última tentativa, escreveu à igreja despertando-a ao dever de guardar a sã doutrina. Pedro não desejava pregar uma nova doutrina, mas simplesmente exortá-los a estarem vigilantes e bem armados para que ninguém viesse arrastá-los pelo erro destes insubordinados, levando-os a cair da alcançada graça em Cristo, (2ª Pe 3.17). Para evitar este perigo eles precisam “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (3.18).

O crente deve ter um bom conhecimento da Palavra de Deus, para não ser vítima de heresias. Por isso, cada crente deverá estudá-la com amor e dedicação, de modo sistemático, com a ajuda do Espírito Santo.

V. O MESTRE BÍBLICO DE PAULO


Saulo era um jovem judeu da cidade de Tarso da Cilícia, criado aos pés de Gamaliel, um dos maiores rabinos da sua época (At 22.3). Com o seu profundo conhecimento nas Escrituras do Antigo Testamento, estava preparado para defender o antigo sistema de fé de seus pais. Depois de Yahveh ter revelado que Jesus o Messias prometido nas Escrituras, no caminho de Damasco, ele passou a pregar a Cristo segundo as profecias do AT. O Senhor mostrou-lhe a relação entre a lei e o evangelho quanto à salvação unicamente através da fé em Jesus Cristo.

Paulo era um ardoroso defensor da fé judaica antes de se tornar um defensor da fé cristã.

“Porque não recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (v.12).

Ninguém pregou para Saulo de Tarso; foi o próprio Jesus quem apareceu a ele (At 9.3-6, 15). É isso que ele quer dizer, quando diz que não recebeu e nem aprendeu de homem algum. Aqui ele faz uma demonstração da declaração feita em Gl 1.1. Ele reivindica com muito vigor e propriedade a origem divina do evangelho completo que pregava e ensinava.

VI. SUA CONDUTA NO JUDAÍSMO

“Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava. E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais” (vvs. 13-14).

Ele lembra aos seus leitores a sua origem. Era praticante fervoroso do judaísmo, religião dos judeus. Era inimigo implacável de Jesus Cristo; consentiu na morte de Estevão. Perseguiu ferozmente os cristãos não só de Jerusalém, pois estava a caminho de Damasco, no enlaço dos discípulos de Jesus (At 8.1-3; 9.1-2). Assim mostra o seu zelo pelo judaísmo e a sua disposição para exterminar a igreja de Jesus Cristo. No entanto foi alcançado pela graça de Deus. Um homem radical assim, não seria transformado em outro homem com outro conceito de teologia, com outra visão de mundo, se Deus não estivesse nesse negócio. Era impossível ser essa doutrina originada no judaísmo.

Porém o diabo é astuto, como ele havia perdido o seu maior discípulo nessa guerra, passou então usar os falsos mestres para misturar o genuíno evangelho com a Lei de Moisés o qual não é diferente hoje.


VII. PAULO UM VASO ESCOLHIDO

“Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça”. (v. 15).

Quando Jesus se revelou a Saulo disse que ele era um vaso escolhido (At 9.15). O apóstolo afirma, muitos anos depois de sua conversão, que já fora escolhido por Deus para esse ministério desde o ventre de sua mãe.

Paulo reconhece a onisciência de Deus ao separá-lo antes de nascer para a obra da salvação (1.15).


VIII. “NÃO CONSULTEI NEM CARNE E NEM SANGUE” (V.16)

É uma referência a seu encontro pessoal com Jesus no caminho de damasco e que não procurou os apóstolos, para ser doutrinado por eles.


“Nem tronei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia e voltei outra vez a Damasco. Depois de três anos, fui a Jerusalém para ver Pedro e fiquei com ele 15 dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gl1.17-19).

Ele foi para a Arábia por um longo tempo e daí voltou a Damasco. Paulo não estava com isso menosprezando a autoridade dos demais apóstolos; o que ele estava dizendo é que tinha a mesma autoridade deles. Ele não esteve três anos e meio com o Senhor Jesus no Seu ministério terreno, como os apóstolos em Jerusalém, mas recebeu diretamente do Senhor o seu evangelho. Ele diz: “nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos”.

Deus usou esse homem mais que qualquer um dos apóstolos (1ª Co 15.10). Sua sabedoria sua espiritualidade, seu talento, sua criatividade, seu ímpeto, seu zelo e disposição no trabalho. Somando a isso sua bagagem cultural, o extraordinário conhecimento do Antigo Testamento, com a graça de Deus e a inspiração do Espírito Santo, são a causa da sua teologia.


IX. COMO PAULO SOUBE DE TUDO ISSO? É ISSO QUE ELE EXPLICA EM GÁLATAS 1.11-24

Paulo sabia que os gentios eram o foco de seu ministério. Por isso ele não subiu a Jerusalém (local dos judeus). Lá já havia Pedro e outros para pregar a eles. Está intrínseco que a obra de Deus não era mais restrita aos judeus que por terem a primazia, se tornaram arrogantes e totalmente irresponsáveis com a eleição que lhes foi concedida desde Abraão.

“Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor. Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo” (Gl 1.18.-22).

Por ter Paulo consciência do seu ministério gentílico, só pisou em território judeu após 3 anos de ministério e lá encontrou Tiago, irmão de Jesus. O relato dos versos 18 e 19 têm Deus como testemunha. Era importante para Paulo dizer isso porque ele estava sendo um apóstolo focado e obediente. Na verdade, as igrejas da Judéia não o conheciam (1.22), mas sabiam da fama daquele homem que solicitou cartas para perseguir a igreja (At 9.1-2) e consentiu na morte de Estevão (At 8.1).

X. PAULO UMA TESTEMUNHA VIVA DO PODER DE DEUS

“Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir. E glorificavam a Deus a meu respeito” (Gl 1.23-24).

Paulo era uma testemunha viva do poder de Deus. Sua vida pregressa foi transformada pelo poder Daquele que agora ele apregoava, sendo assim, os gálatas não poderiam duvidar do poder da Palavra que eles estavam abandonando, porque o próprio apóstolo era um testemunho vivo desse poder e assim, os que conheceram a sua história “Glorificavam a Deus” a seu respeito (1.24).

Pr. Elias Ribas
Igreja Assembleia de Deus




terça-feira, 20 de novembro de 2012

SEITAS E HERESIAS

I.         INTRODUÇÃO

O que é uma heresia? Para nós evangélicos, é toda doutrina que em matéria de fé sustenta opiniões contrárias à Palavra de Deus. No estudo de heresiologia (tratado sobre as heresias) procuramos apresentar uma descrição sintética das principais religiões e seitas, dando uma noção geral da história, literatura, doutrinas e outros conhecimentos que as caracterizam refutando-as com as verdades imbatíveis das Escrituras Sagradas.

Muitos crentes julgam desnecessário o estudo dessa matéria, afirmando que não nos interessa estudar heresias, mas apenas a Palavra de Deus. Sem querer criticar os que pensam assim, dentre muitos outros motivos, julgamos os seguintes, suficientes para nos levarem a estudar as religiões e seitas.

Muitas seitas cristãs surgem pela má interpretação bíblica. A falta do conhecimento da hermenêutica e aplicação da exegese leva o cristão se tornar um herético.

A palavra “hermenêutica” deriva do termo grego Hermeneutikós, por sua vez derivado do verbo Hermeneuo, significando: arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. É a ciência que tem por objetivo descobrir o verdadeiro significado de um texto de modo geral e mais abrangente; fala da teoria da interpretação de sinais e, símbolos duma cultura e a arte de interpretar leis.

A exegese que significa “guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa tirar de dentro para fora, interpretar”. É a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto.

Do ponto de vista etimológico hermenêutica e exegese são sinônimos, mas hoje os teólogos renomados procuram fazer a seguinte diferença: Hermenêutica é a ciência de interpretação, enquanto a exegese é a arte de aplicar essas normas.

O cristão até pode estar bem intencionado, mas se lhe faltar estas duas faculdades, ele pode criar uma heresia e até mesmo uma seita.

II.      DEFINIÇÃO

Antes de identificar uma seita precisamos saber seu significado. Seita e heresia, ambas derivam do vocábulo grego háiresis, que significa escolha, partido, facção, corrente de pensamento, divisão, escola, grupo ou cisão.

A palavra heresia é uma adaptação do termo háiresis. Quando passado para o latim, háiresis virou secta. Foi do latim que veio a palavra seita.

Em termos teológicos, seita refere-se “a um grupo de pessoas que seguem as doutrinas anti-bíblicas defendidas por esse grupo, que incorrem em interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas”. “É uma perversão, uma distorção do cristianismo bíblico ou uma rejeição dos ensinos históricos da igreja primitiva”. “Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria”.

Baseados nesta explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita. Uma tal seita consiste num grupo de pessoas unânimes em torno de uma interpretação particular da Bíblia, caracterizando-se por distorções do cristianismo ortodoxo, no que se diz respeito às doutrinas centrais da fé cristã.

Quando pensamos em prevenção contra heresias, estamos naturalmente procurando chegar a tempo de evitar que cristãos sejam enganados com falsas doutrinas. Paulo, ao escrever aos cristãos de Corinto, recomendou que eles examinassem a si mesmos se permaneciam na fé, e dizia mais: “Provai-vos a vós mesmos” (2ª Co 13.5). Na verdade, Paulo antevia pelo Espírito Santo aqueles irmãos que se afastariam da fé por causa de “espíritos enganadores e doutrina de homens e de demônios” (Cl 2.22; 1ª Tm 4.1).

Vivemos em um tempo de muitas distorções doutrinárias. Há um sentimento de insatisfação que motiva as pessoas a desejarem coisas espirituais, mesmo fora do cristianismo. As heresias surgem, então com roupagens de espiritualidade, mas, na verdade, são produzidas por “espíritos enganadores”.

O Jesus das seitas.

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme. Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo” (2ª Pe 2.1-4).

As seitas destorcem as verdades fundamentais sobre Cristo reveladas na Bíblia, e isso resulta num outro evangelho (Gl 1.6-8) e num outro Jesus (2ª Co 11.4) que oferecem uma falsa salvação e um falso céu para seus adeptos.

III.   CARACTERÍSTICAS DE UMA SEITA

Como podemos caracterizar uma seita? Os estudiosos das seitas apresentam as mais variadas características desses grupos. Entretanto, queremos considerar pelo menos seis delas: acréscimo, falsa revelação, distorção, negação, dogmatismo, farisaísmo e legalismo.
O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos por ele:

1.      Acréscimo.
Geralmente as pessoas com tendências heréticas gostam de acrescentar palavras, idéias e conceitos aos já escritos sem observância á regra da hermenêutica. Forçam as Escrituras a dizer o que ela não diz. Temos o exemplo de Guilherme Muller, Ellen White, Josef Smith e outros mais que não se contentam em aceitar a Bíblia como revelação plena e total, preferindo adicionar palavras em nome de falsas traduções e interpretações. As Testemunhas de Jeová fizeram sua própria tradução da Bíblia, torcendo os fatos e negando as doutrinas fundamentais, tais como a divindade de Cristo, a doutrina da Trindade e outras.

2.      Pseudo-revelação.
Lamentavelmente, no meio cristão, não só no catolicismo, mas também entre os evangélicos, essa característica tem-se manifestado fortemente. Distorcem-se as manifestações espirituais, adicionando visões, revelações e vozes como idéias e conceitos que se chocam com as Escrituras. Esse tipo de experiência extra-bíblica tem provocado desapego à Palavra de Deus e apego às manifestações exteriores em nome do Espírito Santo. Nesse campo da espiritualidade, a falta de maturidade espiritual e teológica tem produzido líderes sem identidade bíblica, que forjam revelações espirituais, atribuindo-as a Deus e passando a ensinar doutrinas extra-bíblicas. Atribuindo tais revelações ao Espírito Santo, dividem, adicionam, subtraem e fomentam novas doutrinas.

As heresias sempre são justificadas por essas pseudo-revelações, que agridem os fundamentos doutrinários da Bíblia e induzem emocionalmente as pessoas ao delírio e ao excesso naquilo em que passam a acreditar. Fundamentados por essas pseudo-revelações, esses líderes heréticos se apresentam como canais diretos da revelação divina, dizendo que “Deus me falou ou me revelou”.

3.      Distorção.
As pessoas que tomam o caminho das heresias abandonam a luz verdadeira e desenvolvem uma visão torcida da verdade. A isso chamamos visão distorcida das verdades bíblicas. Deixam a luz e tomam o caminho das trevas, conforme João 3.19-21.

Tudo que se refere a Deus, a Jesus e ao Espírito Santo é totalmente destorcido, por isso alguns negam a Trindade, outros negam a divindade de Cristo e outros mais vêem o Espírito Santo como uma mera manifestação de força, de energia ou coisa semelhante.

4.      Divisão.
Tais seita dividem a fidelidade entre Deus com a organização a que pertencem. Desobedecer á organização ou a Igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do sistema religioso da própria organização ou igreja.

Quase todas as seitas que pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como uma restauração do cristianismo primitivo. Segundo ensinam, o cristianismo primitivo sucumbiu á apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, em determinada data, surgiram por vontade divina para que pudessem restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade.

Os grupos heréticos acrescentam ou tiram as coisas da própria Bíblia, subtraem a Palavra de Deus, negando-lhe as evidências de ser autoridade plena e única. Os Mórmons têm o livro de Mórmon como uma escritura superior à Bíblia. Alguns evangélicos criam um regimento interno do que pode ou não pode como meio salvício. Recentemente, um certo líder pentecostal apresentou uma nova revelação para a igreja atual como a maior revelação depois da Bíblia. A seita herética denominada Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy, também coloca o livro Ciência e Saúde como livro de autoridade superior, e nega a existência do Diabo e da dor.

Existe uma teoria que nega a inspiração plenária da Bíblia, ensinando que esta é apenas parcial. Dizem que “partes da Bíblia são inspiradas, outras partes não”. Por esse modo, a revelação e a inspiração ficam prejudicadas com essa subtração efetuada pelos defensores dessa idéia.

Quase todas as seitas pregam que sua igreja é a única que Deus levantou, quase sempre por “revelações”, para restaurar a humanidade. Daí a ênfase da exclusividade. Outras, quando não pregam o cristianismo redividido, ensinam que todas as religiões são boas e que a sua somente será responsável por unir todas as demais, dizendo que, segundo o plano de Deus, foram criadas para este fim.

O ladrão arrependido ao lado de Jesus na cruz entrou no céu sem ser membro de nenhuma destas seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita Jesus como salvador único e pessoal da sua vida (At 16.30-31). Deste modo, ensinar que a organização religiosa possa salvar é pregar “outro evangelho” (2ª Co 11.4; Gl 1.8). Isto implica dividir a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização, além de tirar de Jesus sua exclusividade de nos conduzir ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação sem Jesus (At 4.12; 1ª Co 3.11).

No comando das seitas está o espírito do erro e do engano. É o que podemos verificar em relação aos falsos profetas. Por isso as Escrituras Sagradas nos alertam, dizendo: “Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus”.

5.      Dogmatismo.
Não se trata do simples dogmatismo de doutrinas já consagradas da Bíblia. Existem pontos fundamentais dogmatizados nas Escrituras que são imutáveis e orientam a vida dos que servem a Deus. Porém, o perigo do dogmatismo está em tomar conceitos temporais e torná-los doutrinas que implicam a salvação das pessoas:

“Desse modo esquecemos que a salvação é pela graça e, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça não é graça” (Rm 11.6).

Esse tipo de pessoas é doentio e escravizador, pois forma heresias a partir de idéias absurdas de homens, submetendo seu rebanho a perigos e ameaças.

6.      Legalismo instituído.
As seitas estabelecem regras para os seus adeptos, baseadas em absurdos autoritarismos, intolerância, perversão e abuso de valores. São regras sem nenhum respaldo bíblico, que partem de idéias equivocadas de santidade, pureza moral e outras coisas.

IV.    SUSCETIBILIDADE PARA O ENGANO

Nos últimos tempos, a igreja tem sido ameaçada por perigos que contagiam os cristãos como uma virose que alcança muitas pessoas. Quando uma gripe virótica surge, muitas pessoas de estrutura mais frágil são facilmente contagiadas, porque são vulneráveis a esta. No campo espiritual, muitos cristãos tornam-se suscetíveis ao “espírito do engano” por qualquer movimento espiritual que surja.

O perigo espiritual começa com o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8.44). A primeira seita herética começou no Éden, quando Satanás, como a Antiga Serpente, tentou Eva e torceu o sentido da Palavra de Deus para levá-la ao desvio doutrinário juntamente com seu marido Adão. Ele aproveitou-se da simplicidade e pureza de mente do casal que, sem malícia alguma, não percebeu que o poder daquela serpente era do maior inimigo de Deus e da sua obra. A serpente usou os desejos puros de Eva e, sob disfarce, de forma sutil, enganou o casal (Gn 3.1-15 e 1ª Tm 2.14).

Os métodos de Satanás continuam os mesmos. Ele explora a inocência dos incautos e lança em suas mentes dúvidas acerca de Deus e da Sua Palavra, torcendo o sentido real da Palavra de Deus e induzindo as pessoas ao engano.

V.       QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DAS SEITAS

Qualquer movimento que discorda dos pontos fundamentais da fé cristã, defendidos pelos três principais ramos do cristianismo, tais como: autoridade da Bíblia, Trindade: Pai Filho e Espírito Santo, pecado, santidade, inferno e salvação é seita.

Deus permite que essas coisas aconteçam para provar cada um de seus servos. É o que a Bíblia diz:

“Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (Dt 13.1-3).

O sobrenatural não é prova de que Deus esteja presente nesse ou naquele grupo religioso. Jesus diz, em Mateus 24.24, que esses falsos cristos e falsos profetas operam maravilhas tais, que, se possível, enganariam até os escolhidos. [Religiões e Seitas IBADEP].

No livro de Atos a Bíblia traz um relato concernente a um jovem que tinha um espírito de adivinhação As expressões vocais demoníacas da jovem escrava eram consideradas a voz de um “deus”; por isso, os serviços dela como adivinha eram muito preocupados, dando grande lucro aos seus donos. Através de Paulo, Cristo demonstrou aqui, mais uma vez, seu poder sobre o império do mal (At 16.16-19).

VI.    COMO PRECAVER-SE DE UMA SEITA

1.   Não dar crédito a todo o espírito.

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo a fora”. (1ª Jo 4.1).

Nestes versículos temos um assunto vital para a vida da Igreja e do crente individualmente. Trata-se de provar os espíritos, isto é, sua procedência.

João percebera que alguns crentes estavam aceitando qualquer ensino e também qualquer manifestação espiritual. Deste modo, influências e doutrinas nocivas que pareciam certas e justas, estavam destruindo a fé. Muitos na igreja estavam recebendo de braços abertos os falsos profetas, sem antes verificar que eram falsários.

O apóstolo amado os adverte: “Não deis crédito a qualquer espírito”. Isto envolve a pessoa do enganador, sua doutrina, os princípios e ensinos que prega.

Provai (testai, examinai, verificai) os espíritos! Eles podem ser provados pela maturidade, sabedoria e graça do crente, pela Palavra de Deus, pelos frutos e dons do Espírito.

Por que provar os espíritos? Para ver se procedem de Deus, pois têm saído muitos falsos profetas pelo mundo afora. Se não procedem de Deus, o crente deve no mesmo instante rejeitar e repreender tal espírito e sua falsa doutrina.

Uma maneira de reconhecer esses “falsos profetas” é observar se seus ensinos estão de acordo com a ortodoxia bíblica. João, o apóstolo amado, preocupa-se com a igreja nos “últimos tempos”. Ele nos alerta acerca dos “espíritos enganadores” que se intrometiam na vida íntima das igrejas plantadas pelos apóstolos.

Quando João usa a palavra “espírito”, ele a usa no sentido qualitativo. A palavra “espírito” alude a pessoa sem referência e não conhecida, ou seja, falso. Ele chama os cristãos de filhinhos, para que não sejam levados pelo “espírito do erro”, que produz heresias e falsa doutrina. Todo ensino precisa ser comparado e examinado com a Palavra de Deus, e se, ele estiver fora, podemos chamá-lo de falso e herético.

2.   Recusar qualquer doutrina ou manifestação que não tenha respaldo bíblico.

Lamentavelmente, alguns grupos do pentecostalismo moderno, conhecidos como neopentecostais, abraçam todas as novidades espirituais surgidas. Porque o “Espírito Santo é livre para fazer o que quiser”, acabam expondo-o ao sabor de crendices e heresias. O Espírito é livre, sim, mas sua atuação acontece mediante princípios que Ele mesmo estabeleceu nas Escrituras para as pessoas o que querem em suas vidas. O Espírito Santo não pode ser manipulado por ninguém e não age irracionalmente. Por isso, toda e qualquer manifestação espiritual tem que ter o respaldo bíblico. Caso contrário, constitui-se heresia, que precisa ser rechaçada e excluída da experiência cristã [Jornal Mensageiro da Paz; Fevereiro de 2004].

VII. COMO IDENTIFICAR UMA SEITA

Para identificar uma seita, basta verificar se ela está fundamentada em heresias. Existem alguns aspectos muito comuns às seitas; dentre eles destacamos os seguintes:

1.   Jesus não é o centro das atenções.
As seitas, de modo geral, subestimam o valor de Jesus. Os orientais têm os seus deuses ou profetas que colocam acima de tudo, e as ocidentais ou substituem Cristo por outro “cristo” ou colocam o Filho de Deus em posição secundária, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos, em conseqüência.

2.   Têm outras fontes doutrinárias além da Bíblia.
Creem apenas em partes da Bíblia. Admitem e aceitam como “inspirados” escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem com eles boa dose daquilo que creem. Algumas chegam a desacreditar da Bíblia, à qual fazem muitas restrições.

3.   Dizem ser os únicos certos.
Uma das principais características da seita mesmo que tenha sido fundada há 5, 10, 50 ou 100 anos; não importa - é a única certa e ai daqueles que não lerem a sua cartilha! Tais pessoas deveriam pelo menos ter o cuidado de não serem tão presunçosas.

4.   Usam uma falsa interpretação.
As interpretações que fazem do texto bíblico, desprezando os princípios auxiliares da hermenêutica, têm levado inúmeras pessoas às vezes bem intencionadas a fundarem uma seita. De um modo geral isso acontece pela total ignorância das regras de interpretação do nosso próprio idioma que são ensinadas em nossas escolas.

5.   Ensinam o homem a desenvolver a sua própria salvação.
Não somente ensinam os homens a se salvarem mas prometem uma salvação inteiramente naturalista em seu conceito. É a vida deste mundo repetida, retiradas as feições desagradáveis. Através de suas obras e atitudes, e seguindo os ensinamentos da seita, os homens conseguem alcançar sua própria salvação.

6.   São proselitistas.
Uma das principais atividades das seitas é “pescar no aquário do outros”. Fazem seus neófitos não entre os doentes, aflitos, desesperados ou necessitados. Aproveitam a fé de que já é possuído aquele que têm em mira e com um pouco de sutileza conseguem desencaminhar para o seu meio até mesmo muitos bons cristãos. Devemos estar com os nossos olhos bem abertos para com essa gente!

VIII.    COMO IDENTIFICAR UMA HERESIA

Não é muito difícil para o cristão sincero identificar uma heresia. Existem alguns aspectos básicos que observados mostrarão a moderna estratégia do diabo, que é a conquista das mentes. A batalha encetada no momento em todo o mundo é uma batalha mental, onde as falsas ideologias, falsas filosofias e falsas crenças subestimam a Palavra de Deus.

1.   Desarmonia com a Bíblia
No trato com as doutrinas da Bíblia, podemos dividir os argumentos da seguinte maneira:
a) Argumento Bíblico.
b) Argumento Extra-bíblico.
c) Argumento Anti-bíblico.

O argumento bíblico: é aquele extraído da Bíblia em uma interpretação correta e lógica dentro das regras hermenêuticas.

O argumento extra-bíblico: é aquele que não tem base na Bíblia, entretanto não se choca com os seus ensinamentos.

O argumento bíblico é aquele extraído da Bíblia, em uma interpretação correta e lógica. Foi o argumento usado por Jesus em uma sinagoga em Nazaré acerca de sua missão (Lc 4.16-22).
O argumento extra-bíblico é o argumento que não tem base na Bíblia, entretanto não se choca com seus ensinamentos, é mais humano do que divino. Muitos pregadores usam argumentos extra-bíblicos em seus sermões; isso deve ser feito com muita cautela e é necessário uma certa dose de segurança por parte de que o está usando.

O argumento anti-bíblico: é aquele que fere, torce, subtrai, acrescenta ou se choca com as verdades encontradas na Palavra de Deus (2ª Pe 2.1-3). Aqui encontramos as heresias que são anti-bíblicas, desarmonizam-se com os ensinamentos do cristianismo. Algumas vezes são fundamentadas em um versículo ou uma expressão isolada da Bíblia, quando basta um pequeno conhecimento dos princípios auxiliares da Hermenêutica para refutá-las.

2.   Unilateralidade de apreciação doutrinária.
Em muitos casos a heresia é caracterizada pelo fato de “escolher” uma doutrina para nela descarregar suas atenções em detrimento das outras. Afirma-se, por exemplo, a divindade de Cristo, abandonando-se a sua humanidade ou vice-versa; dá-se ênfase à unidade de Deus e se obscurece a doutrina da Trindade; preocupa-se com o corpo do homem e se esquece de sua alma ou do seu espírito.

3.   Contradição com os fatos.
Histórias e doutrinas baseadas em fatos que não fornecem base para tal; incredulidade para com ensinamentos baseados em fatos reais, bíblicos ou com raízes bíblicas. Infelizmente bons cristãos têm sido enganados por coisas deste jaez.

4.   Incoerência lógica.
Nada impede que o bom senso e a razão sejam usados em matéria de religião. A maioria das heresias não resiste a um confronto lógico com a história, ciência, Bíblia ou com a religião propriamente dita. A Bíblia prevê o surgimento e a evolução das heresias como um sinal dos tempos.

5.   Não respeitam a inspiração da Bíblia.
As seitas além de mutilarem a Bíblia, rejeitam o cristianismo histórico-ortodoxo. Suas crenças são oriundas das supostas revelações, subjetivismo, e da mentalidade de seus fundadores e líderes.

Normalmente os ensinos de um herético estão acima da inspiração da Bíblia. Usam Bíblia apenas naquilo que lhes convém. É por isso que Paulo diz:

“E, do modo porque Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade” (2ª Tm 3.8).

São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé. Subtraem ou acrescentam ao texto aquilo que a Bíblia não diz, e a firmam ser isso uma inspiração divina, desprezando todo o contexto escriturístico.

Se compreendermos a doutrina de Deus conforme a Bíblia ensina, todo o sistema anti-bíblico dos falsos ministros desmoronará por seu próprio peso. O erro principal das seitas é desprezar o que toda a Bíblia diz sobre um determinado assunto. Uma das principais regras da hermenêutica é: “A Bíblia é sua principal intérprete”, e o grande sábio Salomão nos ensina a respeito desta regra no seu livro do pregador em Eclesiastes 7.27, dizendo: “Eis o que achei, diz o pregador, conferindo uma coisa com outra, para a respeito delas formar o meu juízo”.

Os falsos ministros se caracterizam por uma falsa hermenêutica e seu ensino doutrinário é fruto de falsas interpretações. O apóstolo Pedro admite que há certas coisas difíceis de entender e que os ignorantes e inconstantes torcem as Escrituras (2ª Pe 3.16), mutilando-a, usando subterfúgios ou torcendo-a para sua própria perdição (Jd 17-18). Infelizmente, estes ignorantes nos conhecimentos bíblicos se apresentam como doutos, torcendo a Bíblia para provar seus erros, arrastando consigo multidões á perdição e ao inferno (Jd 4).

Não há livro mais perseguido pelos inimigos do que a Bíblia. Isto é devido à ignorância da sadia regra de interpretação. Essa dádiva do céu não nos veio para que cada qual use a seu gosto (2ª Pe 1.20).

É perigoso basear uma doutrina sobre a interpretação particular de um texto isolado. Assim, alguém sai do caminho e torce as Escrituras para fazê-las respaldar sua própria idéia, interpretação ou revelação. A insistência na interpretação particular tem ocasionado muitas divisões entre o povo de Deus. À semelhança de uma aranha fazendo sua teia, em meio a um extenso emaranhado existencial, cada pessoa vai tecendo, no íntimo de sua alma, uma espécie de teologia particular, manifestada mediante uma concepção de religiosidade pessoal. A estrutura dessa concepção é formada por um tipo de religiosidade com fachada cristã, que, embora contenha fragmentos bíblicos em seu arcabouço teórico, não tem sua essência baseada em princípios bíblicos, falta-lhe a indispensável coerência doutrinária.

A única fonte de autoridade é a Bíblia. Em Jesus Cristo a revelação divina chegou ao seu clímax e se completou (Hb 1.1). Nenhum cristão está autorizado a ir além do que está escrito (1ª Co 4.6). Este conceito é de fundamental importância, porque as seitas e muitas religiões falsas surgiram sob a égide de uma “suposta revelação”.

A religiosidade pseudocristã contém os seguintes elementos: a) Personalidade imatura; b) Incidentes religiosos ao longo da vida; c) Instrução insuficiente nas doutrinas básicas da Palavra de Deus.

Pr. Elias Ribas
Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Blumenau - SC


domingo, 18 de novembro de 2012

SÁBADO OU DOMINGO, QUAL O DIA DO SENHOR?



I.          INTRODUÇÃO

A guarda do sábado é sem dúvida o principal ponto de controvérsia da doutrina do Adventismo do Sétimo Dia. O próprio nome desta religião “Sétimo Dia”, mostra quanto afinidade existe entre o Adventismo e o sábado.

O Adventismo ensina que o cristão deve observar o sábado como dia de repouso e não o domingo. Crê que os que guardam o domingo aceitam a “marca da besta” sob o governo do anticristo. Ellen White ensina que a observância do sábado é o selo de Deus; enquanto, que o domingo será o selo do anticristo.

Os cristãos guardam o Domingo como o dia do Senhor e conforme a Igreja primitiva fazia.

Veremos neste estudo “Sábado ou Domingo qual o dia do Senhor!

II.       O SIGNIFICADO DO TERMO

Lembra que Deus é Senhor, criador de todas as coisas; soberano sobre a criação, por esta razão Ele quer que tenhamos entendimento a respeito do sábado.

A palavra sábado no hebraico shabbath significa intervalo é derivado de uma raiz primitiva que significa: cessar, repousar, ou estar imóvel, parar, desistir, descansar; no verbo (Qal) guardar ou observar o sábado. Descansar no hb. shabbathown - observância do sábado, sabatismo. Sabatismo do latim sabbatismus – rigorosa observância do sábado como dia de culto e de descanso. Entre os adeptos dos sabatismo incluem-se os judeus e os adventistas do sétimo dia. Para os judeus era um concerto perpétuo (Êx 31.12-18).

III.    ORIGEM DESTA DOUTRINA

Dos três grupos que se juntaram para formar o adventismo, o primeiro era liderado por Joseph Bates, e observava o sábado como dia semanal de descanso. Contudo, a observância do sábado como dia de repouso, tomou força quando a senhora Ellen White teve uma “revelação”, após o fracasso das profecias falsas do senhor Guilherme Miller, quando ela se arvorou em salvadora do sistema fracassado do adventismo. Afirma ela ter sido levada por um “anjo ao Céu” na qual diz que Jesus descobriu a arca do concerto e ela pôde ver dentro as tábuas da lei. Para sua surpresa, o quarto mandamento estava no centro, rodeado de uma auréola de luz. Diz ter visto no lugar santíssimo, a arca cujo alto e lados eram do mais puro ouro havendo em cada extremo, um querubim e, entre eles, um incensário de ouro.

Diz ela: “Outra vez deve o anjo o anjo destruidor passar pela Terra. Deve haver um sinal sobre o povo de Deus, e esse sinal é a observância de Seu santo Sábado” (Testemunhos Seletos, vol. II, p. 183).

Imagine o leitor que a senhora White coloca o sábado semanal judaico em plano superior ao próprio Deus! Porque os três primeiros mandamentos da lei dizem respeito aos deveres do homem para com Deus são morais, de natureza transcendental a todos os demais, ou outros falam das relações do homem para com seus semelhantes. Observe que os três primeiros mandamentos prendem o homem ao dever de adorar exclusivamente a Deus, cujo nome não deve ser profanado nem igualado a outro nome de qualquer ser existente no Universo, visto que, Ele é o único Deus, o único ser que merece adoração e louvor. (Is 42.8). Para essa visionária sabatista, porém, o quarto mandamento semanal que trata da guarda do sábado semanal judaico, e que diz respeito ao repouso físico para dar tempo ao israelita de exercer o pomposo ritualismo do seu culto, está em posição superior aqueles que dizem respeito ao próprio Deus e ao dever que temos de só a Deus adorar. O que podemos concluir desta pseudo-revelação é: que a senhora Helen White e por extensão o adventismo, tornaram o sábado num ídolo, ao proclamá-lo superior aos deveres do homem para com Deus. A verdade é que a senhora White, querendo salvar o falso sistema adventista idealizado por Guilherme Miller e, não encontrando apoio em qualquer texto do Novo e nem do Velho Testamento, caiu na insensatez de julgar que a única solução estava em introduzir no seu sistema a guarda da lei de Moisés e, mais particularmente, a observância do repouso sabático israelita, e daí a sua visão da vigência da lei, nos dias da graça.

E, como os seguidores de Miller e ele próprio já vivessem dominados pelas “visões” da senhora White, foi fácil aceitar mais esta, que ainda hoje encontra mentes surdas à revelação do Espírito da graça, que aceitam, sem confrontação à luz do contexto bíblico.
Diz Helen White: “Santificar o Sábado ao SENHOR importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos,vol. III, p. 23).

Os sabatistas ensinam que os cristãos devem observar o sábado como dia de repouso e não o domingo. Crê que guardando o domingo aceitam a “marca da besta” sob o governo do anticristo. Ellen White ensina que a observância do sábado é o selo de Deus; enquanto, que o domingo será o selo do anticristo.

[...] A interpretação sabatista do evangelho de Cristo é mais comprometedora do que possa parecer à primeira vista: ela se choca violentamente com a doutrina da salvação pela graça, tão magistralmente exposta nas páginas da Bíblia. É importante saber que os sábados são ordenanças da lei e não da graça [Abraão de Almeida. Revista Obreiro P. 30].

Nenhum ser humano, seja gentio ou judeu, uma vez convertido a Jesus, tem qualquer obrigatoriedade com a guarda do Sábado, visto ser ele um preceito da lei de Moisés, a qual consistia em um concerto entre o Criador e Israel somente. Todavia, como Jesus colocou o Velho Concerto de lado ao cumpri-lo totalmente, e ao estabelecer um Novo Concerto, hoje, nem mesmo o judeu tem qualquer compromisso com a guarda do Sábado, uma vez estando em Jesus.

III.    O DIA DA CRIAÇÃO

1.      A criação do Universo.
“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia (Gn 1.1-5).

Por que deus precisou de 7 dias para criar o mundo? Ele não poderia criar tudo em milésimos de segundos (mais rápido do que um piscar de olhos)? E os dias da Criação, foram dias normais de 24 horas ou um período maior?

Para melhor compreendermos a doutrina da criação faz-se necessário analisarmos os três conceitos que os gregos antigos tinham para tempo: chonos, kairós e Aeon.

O tempo cronos: refere-se ao tempo cronológico, ou seqüencial, tempo do calendário, do relógio, tempo que costuma nortear a vida terrena, é o tempo dos homens.

O tempo kairós: refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, o tempo da oportunidade.

O tempo Aeon: já era um tempo sagrado e eterno, sem uma medida precisa, um tempo da criatividade onde as horas não passam cronologicamente, também associado ao movimento circular dos astros, e que na teologia moderna corresponderia ao tempo de Deus.

Quando Jeová criou a terra não foi no tempo literal como o sabatismo ensina. No Salmo 90 está escrito: “Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite”. E 2ª Pedro 3.8: “Amados, não ignoreis uma coisa: UM DIA PARA O SENHOR É COMO MIL ANOS E MIL ANOS COMO UM DIA”.

Não havia sol e nem lua, e o universo estava sob tempo de Jeová (Aeon) e não do homem.

Em “seis dias” em tempo remotos e sem haver ninguém presente para relatar o processo da operação.

A alusão à criação do homem no primeiro capítulo é geral, referindo-se a criação de todo o universo incluindo o homem, mas no segundo capítulo fala mais da história do homem e da raça humana.

O homem foi a última coisa que Jeová criou: Em Gn 1.27-28 diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”.

Então Jeová abençoou sua criação. Abençoar é diferente de guardar o sétimo dia. No capítulo 2 de Gênesis a Bíblia começa a narrar à história do homem:

2.      A criação do homem.

“Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera (Gn 2.1-3).

“E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera...” Aqui não está dizendo que terminou no dia sexto e sim no dia sétimo. A Bíblia deveria dizer que Deus terminou seu trabalho no sexto dia, o dia da conclusão. Em vez disso, o texto diz que ele terminou o trabalho no sétimo dia, então conclue-se daí que Deus trabalhou no Sábado também.

Independentemente de se Deus santificou o sétimo dia ou oitavo dia, ainda temos que perguntar se Deus realmente descansou nesse dia santificado. Afinal, que necessidade é que uma divindade onipotente tem que se sentar e relaxar?

“....descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. O que entendemos quando a Bíblia diz: “descansou Deus no sétimo dia?” Como o Todo-Poderoso foi se cansar? De maneira nenhuma Ele é Espírito e o profeta Isaías 40.28 diz: “Será que vocês não sabem? Será que nunca ouviram falar disso? O SENHOR é o Deus Eterno, ele criou o mundo inteiro. Ele não se cansa, não fica fatigado; ninguém pode medir a sua sabedoria”. Jesus disse certa vez: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também” (João 5.17).

Uma leitura cuidadosa do texto bíblico real parece contradizer a idéia de um dia de descanso.

O descanso de Deus significa que Deus cessou a criação, em outras palavras Deus completou a sua obra no sétimo dia, ele terminou o que havia planejado e por isto descansou. O descanso de Jeová, no sétimo dia, corresponde a cessação do trabalho do Criador a santificação em face do que tinha sido realizado.

No sétimo dia Deus parou todas as criações, mas não parou de agir sobre este mundo, ele continua agindo sobre este mundo e sobre o ser humano.

[...] Uma leitura cuidadosa do texto bíblico real parece contradizer a idéia de um dia de descanso. Ele diz que “no sétimo dia Deus terminou a sua obra que tinha feito”, e então ele descansou. Mas se a criação da humanidade constitui o ato final neste enorme esquema de eventos, a Bíblia deveria dizer que Deus terminou seu trabalho no sexto dia, o dia da conclusão. Em vez disso, o texto diz que ele terminou o trabalho no sétimo dia.

O texto implica que Deus realizou atos adicionais depois que ele criou a humanidade. A referência para terminar o trabalho no sétimo dia pode ter resultado de edição desleixada da história original em que Deus criou a humanidade no sétimo dia, em vez de no sexto.

Esse erro segue de perto os esforços para criar um sábado no sétimo dia. A fim de inserir um dia de descanso para Deus, os escribas bíblicos tiveram de combinar os acontecimentos do sexto (animais) e sétimo (a humanidade) dias juntos. Ao fazer isso, o escriba esqueceu esta pequena frase: “E no sétimo dia Deus terminou a sua obra que tinha feito”, que surgiu após a criação da raça humana no sétimo dia. O escriba esqueceu de mover essas palavras ao final do sexto dia após ter combinado a atividade do sétimo dia do (a humanidade), com os acontecimentos do sexto dia [Myths of the Bible How Ancient Scribes Invented Biblical History de Gary Greenberg, pp. 39-40. Tradução de Eduardo Galvão Junior].

O relato em Gênesis fala só sobre Deus repousando e não diz nada específico sobre os seres humanos abstendo-se de trabalho. Que a humanidade devia descansar entrou na tradição bíblica, muito mais tarde, talvez não antes do século VII a.C.

Não encontramos em Gênesis que os patriarcas guardavam o sábado. O sábado foi guardado no Éden, pelos patriarcas? A onde está escrito?

Os adventistas dizem que Deus "abençoou" e "consagrou" o dia de descanso.

O 7.º dia é chamado na Bíblia de SÁBADO DO ENHOR (Êxodo 20.10) e é frequentemente citado no Antigo Testamento. No Novo Testamento o dia mais citado não é o Sábado, mas a 2.ª VINDA DE CRISTO, chamada pelos profetas de “O DIA DO SENHOR”. Será que o Sábado tem alguma relação com o Retorno de Cristo?
  
IV.    ABRAÃO GUARDOU O SÁBADO?

Gênesis 26.4-5 Gênesis 26:4 “E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra; “Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis”.

Com base neste versículo os Adventistas do Sétimo Dia dizem que Abraão guardou os preceitos de Deus, logo, guardou o sábado.
O texto não diz que esses preceitos, estatutos e leis eram os Dez mandamentos, entre os quais se acha o sábado. Mas que mandamentos são esses?

Note no verso 4 que a promessa da benção para o patriarca Abraão está condicionada a obediência aos mandamentos que Jeová lhe ordenou que são:
1.      Que saísse da sua terra (Gn 12.1).
2.      Que andasse na Sua presença e fosse perfeito (Gn 17.1-2).
3.      Que guardasse o concerto da circuncisão (Gn 17.9-11).
4.      Que ouvisse Sara, sua mulher, para deitar fora sua serva (Gn 21.12).
5.      Que sacrificasse seu filho Isaque (Gn 22.2).
6.      Que permanecesse na terra que Deus lhe dissesse (Gn 26.2-3).

Os sabatistas ensinam que os homens guardavam o sábado desde os dias de Adão, mas isso contradiz o registro da própria Bíblia.

Embora seja verdade que o sábado se originou no final dos seis dias da criação (Gn 2.1-3), ele foi o descanso de Deus, não do homem. Não há registro em Gênesis de que Deus deu o sábado ao homem. Os santos em Gênesis construíram altares, oravam, ofereciam sacrifícios, e dizimavam, mas a Escritura mantém-se silenciosa em relação à guarda do sábado.

Neemias 9.13-14 diz claramente que o sábado foi dado pela primeira vez a Israel no deserto:

“E sobre o monte Sinai desceste, e dos céus falaste com eles, e deste-lhe juízos retos e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. E o teu sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos, estatutos e lei lhes mandaste pelo ministério de Moises, teu servo” (ACF).

Se Abraão, Isaque e Jacó guardavam o sábado, seus filhos estariam familiarizados com a prática, mas Neemias nos diz que este não foi o caso.

Antes do concerto do Sinai o Criador não instituiu o sábado como dia do Senhor. A única Lei dada pelo Criador ao homem a princípio foi a que está inserida em Gênesis 2.16-17: “E ordenou o Criador ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Quando o Criador chamou Abraão e lhe anunciou o Evangelho da salvação, o qual viria a ser revelado de maneira mais ampla e clara com a vinda de Jesus, nada lhe comunicou quanto à necessidade de guardar o sábado, ou a “Lei de Moisés”, como algo necessário para obter a salvação, conforme Paulo escreveu aos Gálatas:

“Ora, tendo a Escritura previsto que o Criador havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” (Gl 3.8).
  
V.       OS DOIS CONCERTOS

Os Dez mandamento dado a Moisés faziam parte do Antigo Concerto que, por sua vez faziam parte do cinco primeiros livros da Bíblia conhecido com Pentateuco que era constituído de 613 mandamentos e não apenas dez (Dt 4.12-13; 9.8; Êx 34.27-28). O antigo concerto foi abolido por Cristo.

O Antigo Concerto foi dado a Israel quando saia do Egito, junto ao monte Sinai (Êx 19.1-6; Hb 9.18-20). Os israelitas aceitaram as condições do Antigo Testamento, firmado entre Deus e Israel (Êx 24.1-8). Deus propôs o concerto ao Seu povo (Êx 19.3, 6) e Israel aceitou (Êx 24.3-8). O concerto de Deus não foi para todos os homens.

“Eis que os dias vêm, diz o Criador, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, 32 não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Criador. 33 Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Criador: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Criador e eles serão o meu povo. 34 E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Criador; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Criador; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jr 31 31-34).

“...Por que pô-las no seu interior e escrevê-las no seu coração....” Paulo responde:

“O qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito? (2ª Coríntios 3.6-8).

Como o povo de Israel não guardou o antigo concerto, apesar de ter prometido que guardaria, O Senhor Deus prometeu um novo concerto (Jr 31.31-34; Zc 11.10; Mt 27.3-10; Jr 3.16), o qual foi estabelecido por Cristo, como bem declara o escritor da carta aos hebreus 8.6-13:

“Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. 7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda. 8 Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, Em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança, 9 Não segundo a aliança que fiz com seus pais No dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; Como não permaneceram naquela minha aliança, Eu para eles não atentei, diz o Senhor. 10 Porque esta é a aliança que depois daqueles dias Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo; 11 E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior. 12 Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais. 13 Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar”.
  
“Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei” (Hb 7.11-12).

Todos que aceitam a Cristo Jesus como o único e suficiente Salvador, deve cumprir a mais sublime lei: “a lei da graça”. A Bíblia diz que mudando o sacerdócio há mudança de lei. As leis do Velho Concerto foram escritas para a nação de Israel, mas o Novo Testamento para a Igreja de Cristo. Agora o crente em Jesus vive numa nova dimensão; na dimensão do Espírito, da fé e da graça.

O cristianismo teve origem no contexto judaico e deste recebeu uma rica herança teológica e ética. Haja vista o próprio Cristo. Nascido “conforme a Lei” (Gl 4.4), cresceu e viveu dentro da cultura judaica (Lc 2.40-43). Durante o seu ministério, reconheceu as Escrituras Hebraicas e a autoridade de Moisés (Mc 7.13; Lc 5.14). Todavia, não pregou costumes judaicos; Seus apóstolos não judaizaram o mundo. O apóstolo Paulo, discursando no Areópago, não deu uma aula sobre o tetragrama hebraico do Antigo Testamento [Yahweh]. Sua preocupação era pregar a principal mensagem do cristianismo: a ressurreição de Jesus (At 17.31).

“Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor” (Hb 8.6-9).

Da mesma maneira como Moisés foi mediador da aliança Mosaica, assim Cristo é o mediador da nova aliança. Com a vinda de Cristo a aliança Mosaica terminou, com a declaração do apóstolo Paulo em Rm 10.4 e Gl 3.19.

No dia da instituição da Santa Ceia o Senhor Jesus Cristo apresentou a Nova Aliança dizendo: “Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós” (Lc 22.20).

Jesus havia dito “Isso é o meu sangue, o sangue da nova aliança derramado em favor de muitos para a remissão de pecados” (Mt 26.28). A provisão desta aliança era o perdão dos pecados.

A Nova Aliança inclui a presença do “Testamento” que somente tem validade quando acontece à morte do testador, neste caso o testador é Cristo (Gl 3.15 e Hb 9.16-17).

Esse período jurídico referia-se também a Velha Aliança, pois essa também foi introduzida, delicada e sancionada pelo derramamento de sangue, Hb 9.18-20. O derramamento de sangue significava a morte do testador e concedeu a natureza de dádiva à aliança. A Aliança Mosaica era, pois transitória e de qualidade assistencial, não era, pois definitiva. Podemos entender isso pelo fato de animais serem sacrificados como tipos do Cordeiro de Deus que posteriormente daria a sua vida. Quando Jesus anunciou que o seu sangue daria, o sangue da Nova Aliança, entendemos que ele mesmo era o testador, ou seja, doador da Nova Aliança ou do Novo Testamento.

1.      A lei cumpriu sua função.
O Senhor Jesus já cumpriu a lei (Mt 5.17). O Concílio de Jerusalém determinou que os cristãos nada têm com a lei (At 15.10-11, 20, 29). O apóstolo Paulo comparou a liberdade cristã à lei de um casamento (Rm 7.1-3). Se a mulher for de outro homem, estando seu marido ainda vivo, é adúltera. Isto porque, está ligada a lei do marido. Por conseguinte, não podemos estar ligados à lei e a Cristo ao mesmo tempo. Por isso, estamos mortos para a lei (Rm 7.4).

A função da lei foi patológica (descobri a causa da doença): revelar o pecado do homem. Mas ela não pode curar (Rm 3.19-20; Gl 2.16; 3.24).

2.        Observar a lei é desvio.

O apóstolo Paulo chamou a lei de ministério da morte gravado em pedras (2ª Co 3.7), ministério da condenação (2ª Co 3.9) e transitório (2ª Co 3.13). O antigo Testamento já abolido por Cristo (2ª Co 3.14). Buscar a salvação pela observância da lei é desviar do cristianismo bíblico (Gl 5.1-4). Observe, porém, que Paulo não criticou a lei; reconhecia a santidade da lei (Rm 7.7, 14). O que ele diz é que ela é imponente para salvar, pois sua função é outra.

VI.    JESUS E A LEI

Nenhum homem nascido de maneira natural, jamais pode guardar a lei e ser perfeito, sem pecado. Foi necessário que o Criador enviasse Seu filho (nascimento virginal, concepção pelo se Espírito, a semente da mulher) para realizar tal façanha. Somente Jesus o fez. Não abolimos a lei quando afiramos que não podemos ser salvos por meio dela. Apenas confirmamos que a salvação não pode ocorrer senão na perfeição de Jesus. Somente Ele foi totalmente obediente. Por não compreenderem esta verdade da Escritura, acusam todos os demais de serem antinomianos. A justiça de Jesus cobre todos os pecados, a Lei serve apenas para nos mostrar quão pecadores somos.

O Senhor Jesus Cristo, doutrinando sobre o cumprimento da lei, fez alusão ao comportamento dos escribas e fariseus, que procuravam ser legalistas, observando o aspecto formal da lei, mas não praticavam de verdade, no dia a dia, o que era mais importante para a vida espiritual. Por isso, o Senhor disse aos seus discípulos que a justiça deles deveria exceder à dos escribas e fariseus (Mt 5.20). Em seguida, o mestre demonstrou, no Sermão da Montanha, como ele entendia e ordenava aos seus seguidores:

* 6º mandamento: não matarás. Jesus disse: “Qualquer que se encolerizar, sem motivo, contra seu irmão, será réu de juízo. Qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno” (Mt 5.22).

* 7º Mandamento: não adulterarás. Jesus disse: “Qualquer que atentar numa mulher para cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela (Mt 5.28).

Com esses exemplos, o Senhor Jesus mostrou que ele não é um legalista formal. Ele exige dos seus servos não apenas o cumprimento exterior, mas o cumprimento interior da lei.
O contraste entre o Antigo Testamento e Jesus é explicado por Romanos 8.2 que diz: “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”.

É possível alguém cumprir a lei sem guardar o sábado? A resposta a esta pergunta é dada quando estudamos a vida e o ministério terreno de Cristo.

O Novo Testamento ratifica o que está escrito no Antigo, que ninguém jamais foi capaz de cumprir a lei. A encarnação de Cristo é uma das mais evidentes provas da incapacidade do homem em cumprir a lei divina na sua plenitude, por isso ele mesmo disse:

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.17-18).

Cumprir no grego “plerosai”, quer dizer “completar. Jesus não veio revogar ou destruir nenhuma palavra que Deus ensinou aos fiéis do passado no A.T. Veio cumprir plenamente o propósito de Deus revelado no AT, dando à lei e aos profetas aquilo que faltava. O Espírito Santo para interpretá-lo e poder para pô-lo em prática, pela obra salvadora.

Não poucas passagens do Antigo Testamento mostram a irritação divina diante do legalismo frio e morto dos judeus, apresentado através dos sacrifícios e sucessivas cerimônias feitas com o propósito de satisfazer a letra da lei. Quanto mais tempo passava, mais imperfeito ficava o homem que buscava perfeição através da prática da lei. Porém, Jesus Cristo veio como enviado de Deus, para cumprir o que a lei e os profetas vaticinaram acerca d’Ele, o que fez coroando-a com o ato da sua morte na cruz.

Segundo a Bíblia diz Jesus Cristo:
1        Teve o seu nascimento prometido segundo a lei (Dt 18.15).
2        Nasceu sob a lei (Gl 4.4).
3        Foi circuncidado segundo a lei (Lc 2.21).
4        Foi apresentado no templo, segundo a lei (Lc 2.22).
5        Ofereceu sacrifício no templo, segundo a lei (Lc 2.24).
6        Foi odiado segundo a lei (Jo 15.25).
7        Foi morto segundo a lei (Jo 19.7).
8        Viveu, morreu e ressuscitou segundo a lei (Lc 24.44, 46).

VII. ABRANGÊNCIA DO DECÁLOGO

Os Dez mandamentos faziam parte do antigo concerto que, por sua vez, abrangia os cinco livros da Bíblia conhecido como Pentateuco, constituído de 613 mandamentos, e não apenas dez (Dt 4.12-13; 9.8; Ex 34.27-28).

A Lei foi escrita por Moisés em pergaminhos e foram identificados como sendo “o Livro da Lei”. “E aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta lei num livro... deu ordem Moises aos levitas... tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso Deus” (Dt 31.24).

A Lei continha os “Dez Mandamentos”. Os mandamentos foram originalmente escritos em duas tábuas de pedra pelo dedo de Deus. Moisés os transcreveu das tábuas de pedra e os incluiu no “Livro da Lei” (Êx 31.18; 34.28).

É chamada lei de Deus, porque teve sua origem n’Ele. A lei de Moisés, porque foi Moisés o legislador que Deus escolheu para promulgar a lei no Sinai. Os preceitos, tanto do Decálogo como fora dele, são chamados de lei de Deus ou do Senhor e lei de Moisés (Lc 2.22-23; Hb 10.28). São, portanto, sinônimos e, por isso, não há distinção alguma (Ne 8.1-2, 8, 18).

A Lei e os dez mandamentos precisam ser distinguidos ao lermos o Novo Testamento. Paulo se refere a eles como sendo termos distintos e não sinônimos.

1.   Decálogo.
O decálogo é o esboço e a linha mestra da lei de Moisés. Ele está registrado em Êxodo 20.1-7 e Deuteronômio 5.6-21. O termo vem de duas palavras gregas deka “dez”, logos “palavra”, usado na LXX para traduzir as expressões hebraicas asseret hadevarim “as palavras” (Êx 34.28; Dt 4.13; 10.4). “As dez palavras”, nessas passagens, têm o sentido de “mandamento, pronunciamento, princípio”. Por essa razão, o decálogo ficou conhecido universalmente como “os dez mandamentos” que Deus escreveu em pedras e entregou aos filhos de Israel, através de Moisés.

2.   Quais as diferença e como identificar a lei moral, lei civil e a lei cerimonial no Antigo Testamento? Qual o lugar de cada uma delas.
Os sabatista dizem que a lei de Deus é o Decálogo, e a de Moisés é a lei cerimonial, ou seja: os demais preceitos, que não são universais. Porém, a Bíblia afirma que existe uma só lei. O que existe, na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais e preceitos civis. São divisões distintas, mas uma só lei.

3.        O que é aplicável aos nossos dias?
A lei cerimonial já não se aplica mais. As leis civis se aplicam em princípios, mas não segundo o culturalismo hebraico da época. As leis morais continuam em vigor. Outro aspecto da lei veterotestamentária é que todas as leis se achavam no contexto da aliança que Deus tinha feito com Israel. A função da Lei era administrar ou superintender a aliança.

4.        Preceito moral fora do Decálogo.

Os Adventistas dizem que “A lei moral são os dez mandamentos”. Entretanto encontramos preceitos morais fora do decálogo, ou na chamada lei cerimonial dos adventistas. Exemplo:

Em Gálatas 3.10, é declarado maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no Livro da Lei. O mesmo é dito em Deuteronômio 27.26.

A partir do verso 15 do capítulo 27, encontramos preceitos morais dentro da lei cerimonial:

Deuteronômio 27:15-26: “Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao SENHOR, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. 16 - Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. 17 - Maldito aquele que remover os limites do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém. 18 - Maldito aquele que fizer que o cego erre de caminho. E todo o povo dirá: Amém. 19 - Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém. 20 - Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto descobriu a nudez de seu pai. E todo o povo dirá: Amém. 21 - Maldito aquele que se deitar com algum animal. E todo o povo dirá: Amém. 22 - Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. 23 - Maldito aquele que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá: Amém. 24 - Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto. E todo o povo dirá: Amém. 25 - Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém. 26 - Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém.

Há princípios que são imutáveis e universais. Não há para eles a questão de transculturação. Onde quer que o Evangelho for pregado tais princípios fazem-se presentes; são preceitos morais e éticos.

Segundo os adventistas a Lei Moral é de Deus e a lei cerimonial é de Moisés. Como explicar a os versículos abaixo:

Marcos 7.10: “Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá”. (Êx 20.12). Um preceito cerimonial escrito por Moisés dentro da lei moral dos adventistas.

João 7.19: “Não vos deu Moisés a lei? e nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?” (Êx 2013). Um preceito cerimonial escrito por Moisés dentro da lei moral.

Os dois maiores mandamentos citados por Jesus em (Mc 12.29-31, 33), são morais:

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único Senhor. 30 - Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. 31 - E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. 33 - E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios”.

Entretanto, não constam no Decálogo; é uma combinação de Dt 6.4-5 com Lv 19.18. Por outro lado, encontramos no Decálogo o quarto mandamento, que não é preceito moral. Jesus disse que o sacerdote podia violar o sábado e ficar sem culpa (Mt 12.5).

Admitimos que se os sabatistas estivessem certos em sua interpretação, estaríamos desobrigados de amar a Deus sobre todas as coisas e de amar o próximo como a nós mesmo.

Naquilo que os sabatistas chamam de lei cerimonial, há inúmeros preceitos morais. Por exemplo: Não afligir a estrangeiros, órfãos e viúvas (Êx 22.21-22). É preceito altamente moral e não cerimonial. Não torcer o juízo (Dt 16.19). Estes e outros são preceitos morais, que, no entanto, não estão no decálogo. Diante disso, verifica-se que os dez mandamentos e outros preceitos da lei constituem uma unidade do velho concerto, abolido por Cristo (2ª Co 3.14). O Novo Testamento (concerto), traduzido por Cristo, é superior ao de Moisés (Jo 14.15; 1ª Jo 2.3, 10; 3.22-24; 4.21; 5.1-3); Gl 6.2). Os mandamentos de Cristo não são só dez. São todos o NT.

Como prova de que essa divisão (lei moral e lei cerimonial) não tem nenhuma base bíblica, temos os próprios adventistas reconhecendo a improcedência da mesma

[...] Seria inútil classificar as leis do Velho Testamento em várias categorias: 1. Lei moral; 2. Lei cerimonial; 3. Lei civil; 4. Estatutos e juízos; 5. Leis de saúde. [Lição da escola sabatina, pg. 378, CPB.

Os defensores do decálogo cometem um grande erro ao pensarem que A LEI MORAL SO SE REFERE AOS DEZ MANDAMENTOS. O decálogo não é o veículo exclusivo da vontade de Deus.

Descrevemos abaixo “20 preceitos morais” retirados do que eles chamam de LEI DE MOISÉS, a qual atribuem valor inferior a que eles chamam de lei moral de Deus.

1. Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é (Lv 18.22).
2. Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é (Lv 18.23).
3. Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo (Lv 19.2).
4. Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do diarista não ficará contigo até pela manhã (Lv 19.13).
5. Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR (Lv 19.14).
6. Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo (Lv 19.15).
7. Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR (Lv 19.18).
8. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus (Lv 19.34).
9. Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR (Lv 19.32).
10. Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse (Lv 25.37); (Falando sobre o sustento do irmão empobrecido).
11. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças (Dt 6.5).
12. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas (Dt 6.6-9). (Aqui trata do mandamento de fazer o que os judeus chamam de tefilim e gravar a lei nos umbrais da casa).
13. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós (Dt 6.14).
14. Quando entre ti houver algum pobre, de teus irmãos, em alguma das tuas portas, na terra que o SENHOR teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que for pobre (Dt 15.7).
15. Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa, para lhe tirar o penhor (Dt 24.10).
16. Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva (Dt 24.17).
17. Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porquanto a peita cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos (Dt 16.19).
18. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus (Dt 18.13).
19. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito (Êx 23.2).
20. Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos (Êx 23.8).

VIII. O NOVO TESTAMENTO NÃO REPETE OS DEZ MANDAMENTO

Não dúvida de que no Novo Testamento cita,indistintamente, os mandamentos do Antigo Testamento de toda a Lei de Moisés, mas não repete o quarto mandamento em nenhum lugar. A seguir uma comparação dos Dez Mandamento com textos que falam do mesmo:
Nove dos dez mandamentos constam no Novo Testamento, exceto o sábado.

1. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3).
1. “…. vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles” (At 14.15).
2. “Não farás para ti imagem de escultura…” (Êx 20.4).
2. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1ª Jô 5.21).
3. “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão…” (Êx 20.7).
3. “…não jureis nem pelo céu, nem pela terra…” (Tg 5.12).
4. “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20.8).
4. ????????????????????????????????????????
5. “Honra teu pai e tua mãe….” (Êx 20.12).
5. “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef 6.1).
6. “Não matarás” (Êx 20.13).
6. “Não adulterarás…” (Rm 13.9).
7. “Não adulterarás” (Êx 20.14).
7. “…não matarás…” (Rm 13.9).
8. “Não furtarás” (Êx 20.15).
8. “…não furtarás…” (Rm 13.9).
9. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20.16).
9. “Não mintais uns aos outros…” (Cl 3.9).
10. “Não cobiçarás a casa do teu próximo” (Êx 20.17).
10. “…não cobiçarás…” (Rm 13.9).

Nenhum dos dois mandamentos de Mateus 22.35-40 proferidos por Jesus se acha no decálogo.
O primeiro está em Deuteronômio 6.5 e o segundo, em Levítico 19.18.

Jesus afirmou que toda a lei dependia desses dois mandamentos! Não há outro mandamento maior do que estes (Marcos 12.31).

IX.       O SÁBADO ERA UM PACTO ENTRE O CRIADOR E OS ISRAELITAS

“Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (Êx 31.13-17).

O texto diz claramente que o sábado tinha sido instituído como um sinal do relacionamento peculiar que existia entre Deus e Israel. Se o sábado tivesse sido dado a humanidade em geral após a criação, ele não poderia ter sido um sinal exclusivo para Israel. O fato é que o sábado pertence à nação de Israel e não a qualquer outro povo. Também é importante notar que o sábado será uma eterna possessão de Israel (v. 16).

A importância deste sinal é vista na insistência dos profetas posteriores de que a observância do sábado era uma indicação da condição espiritual do povo israelita. O profeta Jeremias no capítulo 17 vs. 19 ao 27 faz uma exortação a que se santifique o sábado como sinal de arrependimento por parte do povo israelita (conforme Neemias capítulo 13 vs. 15 ao 22), que usava o sábado para trazer à cidade seus produtos agrícolas e artesanais, violando assim a Lei. Também o profeta Ezequiel no capítulo 20 v. 12 diz: Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.

Qualquer pessoa despida de preconceito, ao examinar o conteúdo de Êxodo 19.1-6, 20-1.17; Dt 5.1-21; 14.1-7 e de outros textos paralelos em todo o Velho Testamento, observará, que a lei jamais foi outorgada às nações do mundo, e sim, a Israel, mas com vigência limitada: Até que viesse o descendente a quem se fizera a promessa conforme Gl 3.19. Neste sentido, afirma Paulo enfaticamente: “Ora, as promessas foram a Abraão e seu descendente” (Gl 3.16).

O fato de o sábado ser um sinal da aliança entre Deus e o povo judeu, não significa que ele deva ser guardado apenas estes. O texto inclui a nação israelita em um concerto com Deus, e não os gentios. A inclusão direta de apenas os judeus nessa específica aliança é determinada pelo fato de que os israelitas teriam uma função específica, a função de nação sacerdotal.

A instituição do sábado está associada à lembrança da libertação da escravidão egípcia (Dt 5.15; Ez 20.10-20).

Com essas características, guardar o sábado seria até um mandamento inferior porque, infringindo qualquer um dos outros, a consciência do infrator ficava ferida, devido ao valor moral que todos encerram em si. Enquanto, que, infringindo a guarda do sábado (o 4º mandamento), perturbava apenas a mente do judeu que estava sujeito à sua observância, por constar esse preceito do concerto mosaico que lhe fora imposto. Se o leitor consciente quer fazer uma experiência pessoal daquilo que afirmamos, tente adorar um ídolo, profanar o nome de Deus, adulterar, ou jurar falso, caluniar, roubar, matar, insurgir-se contra seu pai e sua mãe e verá como lhe sobrevirão de imediato sérios problemas de consciência, que perdurarão até que você, arrependido, repare o erro que cometeu, confesse o pecado a Deus, e abandone a prática má. Só então receberá o perdão de Deus (Pv 28.13). Mas se você não guardar o sábado nem qualquer outro reservado para o repouso, quando muito, depois de passar algum tempo, sentirá cansaço físico e indisposição orgânica; nunca, porém, a consciência a condenará, porque ela jamais ficará ferida por você não guardar o sétimo dia. No entanto, você poderá repor-se fisicamente qualquer dia da semana, sem nenhum prejuízo de consciência, porque para tal repouso qualquer dia serve, bem como para adoração a Deus. Você será sempre aceito do mesmo modo como era o judeu ao guardar o sábado semanal de acordo com a lei, pois na atualidade, Deus quer e deve ser adorado em espírito e em verdade. Portanto, lhe é agradável aquele que em qualquer nação e lugar assim o adore (Jo 4.23-24).

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro” (Êx 20.8-10).

O significado da palavra sábado no grego sabbaton, sétimo dia de cada semana era uma festa sagrada, na qual os israelitas deviam abster-se de todo trabalho.

A palavra “santificar”, como usada na Bíblia, significa principalmente separar algo para um uso especial. (T. P. Simmons, pg. 360). Ou seja, tornar algo santo. E tornar algo santo significa deixar Deus participar.

Nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

O sábado era parte deste sistema. Quem quisesse ficar bem com Deus devia guardar o sábado. Quem não o guardasse seria punido (Ez 18.4, etc.).

A guarda do sábado é sem dúvida o principal ponto de controvérsia da doutrina do sabatistas.

“Também o SENHOR me ordenou, ao mesmo tempo, que vos ensinasse estatutos e juízos, para que os cumprísseis na terra a qual passais a possuir” (Dt 4.14).

“Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Dt 5.14-15).

O texto diz que o Senhor Deus tirou Israel do Egito, deu-lhe uma terra da promessa feita a Abraão.

Antes deu condições, criou o ambiente propício, até o estrangeiro que entrasse para este território seria bem aventurado guardando o sábado.

1.      Função sacerdotal do povo hebreu.

“Agora, se me obedecerem e cumprirem minha aliança vocês serão o meu povo. O mundo inteiro é meu, mas vocês serão o meu povo, escolhido por mim. Vocês serão um povo separado somente para mim e me servirão como sacerdotes” (Êx 19.5-6).

Os judeus seriam para o Eterno uma nação de sacerdotes, assim como hoje a Igreja é no tempo da graça (1ª Pe 2.9-10). O Senhor escolhe Abraão e fez-lhe e uma promessa: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).

O texto fala de uma benção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara que esta benção se refere ao evangelho de Cristo oferecido a todas as nações (Gl 3.8, 14, 16).

VI. SISTEMA SABÁTICO

Ao estudar o assunto de acordo com o Pentateuco e os profetas observa-se que o sábado era um sistema composto de várias facetas conforme Levítico 23.32: “Duma tarde a outra celebrais o vosso sábado”. Examinaremos a guarda deste mandamento à luz da evidência lógica e racional em duplo aspecto:

O sábado pode ser considerado preceito cerimonial também. Leviticos 23.2 e 3 informa que o sábado do sétimo dia é uma “solenidade”, considerada como “santa convocação” entre as festas fixas do SENHOR, no mesmo nível dos outros preceitos também cerimoniais, mas que os sabatistas não observam.

Diz o texto: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do SENHOR, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades: Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do SENHOR é em todas as vossas habitações.

O que é mais importante na Lei: Guardar o sábado ou ser santo por que Deus é Santo? (Lv 19.2).

Antes que torçam o sentido da pergunta acima, a “santidade” advém porque Deus é santo, não porque eu guardo o sábado e isto me tornaria santo. A parte mais importante da lei, no entanto, não é o decálogo, ao qual os sabatistas chamam lei moral.

1.  Aspecto cerimonial.
Lei cerimonial é aquela que impõe e disciplina as cerimônias e rituais do culto judaico, como a circuncisão, a páscoa, o pentecoste, as primícias, as luas novas e o sábado de descanso.

Os sabatistas afirmam que a lei que Cristo aboliu e cravou na cruz, deixou de existir ou perdeu seu valor, foi a lei por eles denominada “cerimonial”, inclusa entre as leis constantes de Levítico, o manual de santidade do ritual judaico. Esse livro que regulamenta todo o cerimonialismo do culto judaico dos tempos da vigência da lei.

A celebração do sábado semanal deve ser efetuada duma tarde até a outra tarde, os judeus começam a celebrar o sábado às 18 horas da sexta-feira e encerram a celebração às 18 horas de sábado, e este ritual é obedecido até hoje pelos sabatistas. Não podemos condená-los porque estão dentro do figurino judaico conforme Levítico 23.32.

2.    Aspecto temporal.

À respeito do início e encerramento da celebração do sábado semanal observamos o seguinte:

Todo o território do reino de Israel na época das doze tribos sob o governo de Davi, era de apenas 29.250 Km².

A guarda do sábado semanal era de fato aplicável e lógica a Israel porque além de ser um sinal eterno entre Israel e Deus (Êx 31.16-17), era cem por cento aplicável à sua vida nacional de acordo com o mandamento regulamentador de Levítico 23.32, devido a esse pequeno território ter apenas um fuso horário.

Mas hoje, à semelhança do Brasil, em que, legalmente, há três fusos horários, embora, a rigor, haja mais que isso como é possível, observar a guarda do sábado semanal de acordo com Levítico 23.32, a saber, das 18 horas de sexta-feira às 18 horas de sábado, para que todos a celebram ao mesmo tempo.

X.        AS FESTAS SOLENES DO SENHOR

Ao estudar o assunto de acordo com o Pentateuco e os profetas, observa-se, que o sábado era um sistema composto de várias facetas e não apenas um dia de 24 horas, e que encerrava um o cerimonial relativo ao culto hebraico.

Cada um respeitará a sua mãe e o seu pai e guardará os meus sábados. Eu sou o SENHOR, vosso Deus” (Levítico 19.3).

“Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica (Êxodo 31.13).

“Guardareis os meus sábados e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o SENHOR” (Levítico 19.30).

“Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, Isaías” (56.4).

 “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do SENHOR, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas” (Lv 23.2).

Ao observarmos os cuidados de Deus com Israel, notamos que essas solenidades se encontram discriminadas em Levítico capítulo 23 e 25.

O sábado era um sinal, como o foi a circuncisão, entre Deus e os filhos de Israel, assim como o arco era um sinal do pacto com Noé. Vejam a similitude que há nessas ordenanças:

Arco: “Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas... será por sinal entre mim e a terra” (Gn 9.12-13).

Circuncisão: “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti... e circundareis a carne do vosso prepúcio, e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. E o homem incircunciso... será extirpado do seu povo” (Gn 17.10, 11, 13).

Aqui temos a realidade do sistema sabático, que consiste do pleno sinal entre Deus e Israel (Êx 31.18), pois, segundo a lei, tal sinal não consistia apenas do sétimo dia da semana como acima estudado e sim de vários outros sábados que figuravam como elos duma corrente, com seu fechamento conclusivo, e como tais são referidos no plural, nada menos de 17 vezes na lei e nos profetas. Devemos notar que estão no plural “Os Meus sábados”.

Dias como Yom Kippur e Rosh HaShanna são um shabat no qual Deus ordena que o povo israelita cesse de todo o trabalho e se reúna para esperar Nele e adorá-lo. Até mesmo os primeiros dias da semana da Páscoa e Tabernáculo são os sábados cerimoniais. As festas do Shabat é a convocação santa mais falada no Velho Testamento. Até os dias de hoje, os judeus consideram o Yom Kippur, o dia mais santo do ano para o povo judeu, o shabat de todos os shabats.

São vários os tipos de sábados legais no sistema mosaico, e estão vinculados ao sistema cerimonial do culto judaico; era sempre um dia especial destinado ao repouso do povo ou da terra, para que se dedicassem plenamente ao culto do sistema sacrificial judaico. Todo o sistema sabático, e não apenas o sétimo dia da semana, constituía um sinal entre Deus e Israel, porque não fora outorgado senão unicamente ao povo descendente de Abraão (Gn 17.9-14) e de todas as promessas feitas por Deus a ele (Êx 12.43-48; 31.12-18).

Deus estabeleceu exatamente 7 Festas para serem comemoradas anualmente por Israel: 3 no primeiro mês (= Páscoa, Pães Asmos e Primícias); 3 no 7.º mês (=Trombetas, Dia da Expiação e Tabernáculos) e uma no meio (= Pentecostes).

1.      O SÁBADO DO SENHOR

Em Levítico 23 encontro o sábado semanal incluído entre as solenidades do Senhor: “estas são as MINHAS solenidades” (v. 2).

“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas” (Lv 23.3).

A cada 7.º dia, os judeus guardavam um dia de descanso o Sábado. O Sábado que é a plenitude da semana de trabalho que o homem israelita fazia de sol a sol; esse descanso servia para repousar e dar ao corpo a oportunidade de se refazer do cansaço, e era usado com dupla finalidade:

a) Para o repouso semanal físico.
b) Para a celebração do complexo sistema sacrificial judaico.
Ao contrário do judeu, que tem o dever contratual de guardar o sétimo dia da semana, os gentios, podem guardar qualquer dia da semana com o mesmo proveito!

É notável a inclusão do sábado semanal (v. 3) entre as solenidades cerimoniais. Solenidades sombras e figuras da Verdadeira Realidade. E entre as sombras e figuras, já na instituição das solenidades, o sábado é incluído como pré-figurativo.

Estas solenidades todas, inclusive o sábado semanal, nos vv. 3 e 37 são chamadas de “solenidades do Senhor”.

No v. 2 Deus designa todas as solenidades: o sábado semanal e as festas anuais com o pronome possessivo na primeira pessoa “MINHAS solenidades”.

Os sábados pré-figurativos (as festas anuais) foram também cognominadas por Deus de propriedade d’Ele, valendo-se da primeira pessoa no possessivo.

Se as festas anuais são pré-figurativas e, portanto, cerimoniais, o sábado semanal também o é. Por conseguinte também ele é cerimonial e sujeito à caducidade, à abolição como sombra dentre as outras sombras ritualísticas judaica.

A guarda do sábado era o quarto mandamento do decálogo. Das festas solenes que constituía, o sábado era mencionado em primeiro lugar para as festas mensais e anuais, servindo assim de introdução à enumeração das festas em geral. O sétimo dia ocupava o primeiro lugar entre estas ordenanças de Deus.

2.      O SÁBADO PASCAL SEGUIDO À FESTA DOS PÃES ASMOS

“São estas as festas do Senhor, as santas convocações, que proclameis no seu tempo determinado. No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é páscoa do Senhor.” (Lv 23.4-5).

Este sábado era o primeiro da série e consistia do cerimonial descrito em Êxodo 12, que era uma ordenança permanente para Israel, enquanto se mantivesse sob o regime da lei. A Páscoa era celebrada no dia 14 do mês Nisã.

A festa do sábado pascal durava sete dias. Os hebreus cultuavam o Senhor e ofereciam ofertas queimadas, e ao sétimo dia haveria a santa convocação para todos os israelitas.

Ao cumprir o ritual estabelecido por Deus, na lei dos sábados, apenas o dia de repouso e não cumprir a lei sabatina, que diz serem sete dias, falha no comprimento da lei do Senhor.

Mas, nada temos a ver com o sábado-pascal, atualmente celebrados também pelos católicos romanos, quando comem apenas cereais, ao invés de celebrarem com carne de cordeiro assado, como determina a lei, evidenciando, com isso, a falsidade do sistema adotado; mas alguns fariseus dos dias atuais fazem pior; esquecem voluntariamente a determinação da lei sobre o sábado-pascal, limitando-se falsamente ao sábado semanal.

As duas primeiras festas (= Páscoa junto com os Pães Asmos) duravam 7 dias e a última (= dos Tabernáculos), também durava 7 dias.

E aos quinze dias deste mês é festa dos pães asmos do Senhor: sete dias comemorareis pães asmos. No sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis. Mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia, haverá santa convocação” (Lv 23.6-8).

Esta festa guardava-se separada da Páscoa, apesar de estas festas terem intima conexão uma com a outra. A festa dos pães asmos era comemorada no dia 15 do mês Nisã, e continuava durante sete dias. Juntas formavam uma festividade dupla. Nos dias de Jesus, as festas da páscoa e dos pães Asmos já eram comemoradas como uma só (Mc 14.1, 12; Lc 22.1).

3.      O SÁBADO DAS PRIMÍCIAS

“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrares na terra, que vos dou, e segares a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote; Este moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos. No dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá. No dia em que moverdes o molho oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao Senhor” (Lv 23.10-12).

Os israelitas sempre que faziam à colheita traziam um molho para ofertar ao Senhor, no dia de sábado, e no dia seguinte ou imediato como diz o verso doze, traziam um cordeiro sem defeito para oferecer ao Senhor Deus. Que acontece a quem cumpre parte das cerimônias guardando apenas o sábado? O apóstolo São Tiago 2.10 diz em sua carta: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”.

4.      O SÁBADO DO PENTECOSTES

7 semanas após a festa da Páscoa, havia a festa de Pentecostes (= ou festa das semanas), e mais um descanso. A palavra “Pentecostes” significa “QUINQUAGÉSIMO”, ou 50.º.

Pentecoste, que é a palavra grega usada no N.T., e que significa justamente “cinqüenta dias”, ou seja, sete semanas após a festa da páscoa e das primícias, era o dia do oferecimento dos molhos das primícias dos frutos da colheita israelita. Este sábado festivo era aquele que caía, pelo calendário judaico, sete semanas depois da comemoração do sábado-pascal (Levítico 23.15-25).

5.      O SÁBADO DA EXPIAÇÃO - A FESTA DOS TABERNÁCULOS - Lv 23.27-44.

Expiação:
“Mas, aos dez deste mês sétimo, será o dia da expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao Senhor. Toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo. Sábado de descanso solene vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, de uma tarde a outra, celebrareis o vosso sábado” (Lv 23.27-32).

Aqui há um resumo da descrição do Dia da Expiação, que agora completava a lista de festas de “descanso solene” (v. 3, cf 16.1-10). A festa da Expiação e a festa dos Tabernáculos também eram comemoradas juntas.

Consistia do dia da expiação nacional judaica, celebrado no décimo dia do sétimo mês do ano. “Aos dez dias deste mês sétimo é o dia da expiação”.

O Dia Expiação era mais propriamente um dia de jejum do que uma festa e assim é chamado no Novo Testamento (At 27.9).

Muito do simbolismo do Dia da Expiação é aplicado a Cristo pela epístola aos Hebreus. Muitas das funções do sacerdócio de Jesus são descritas nos termos do ritual do Antigo Testamento.

Tabernáculo:
“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao Senhor, por sete dias. Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis. Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias. Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis. Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis” (Lv 23.34, 36).

Nos tempos do AT, DEUS ordenou que, cada sétimo ano, na festa dos Tabernáculos, todos os israelitas se reunissem para a leitura pública da lei de Moisés (Dt 31.9-13). O exemplo mais patente desse elemento do culto no AT, surgiu no tempo de Esdras e Neemias (8.1-12). A leitura das Escrituras passou a ser uma parte regular do culto da sinagoga no sábado (ver Lc 4.16-19; At 13.15). Semelhantemente, quando os crentes do NT reuniam-se para o culto, também ouviam a leitura da Palavra de DEUS (1ª Tm 4.13; cf. Cl 4.16; 1ª Ts 5.27) juntamente com ensinamento, pregação e exortação baseados nela (1ª Tm 4.13; 2ª Tm 4.2; cf. At 19.8-10; 20.7).

Comemorava a jornada dos israelitas pelo deserto depois da saída do Egito. Exigia-se que os israelitas viessem por sete dias em cabanas a festa das colheitas, uma vez que vinham no final da sega.

Na Festa dos Tabernáculos os judeus se reuniam no sétimo mês para participar desta festa, pois eram sete dias de oferendas ao Senhor, sem fazer trabalho algum. A Festa dos Tabernáculos era um estatuto perpétuo, conforme v. 41, que diz: “Celebrareis esta festa ao Senhor, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis”.

O que chama atenção, é que o Senhor Deus outorgou para os hebreus, um estatuto perpétuo; e os observadores do sábado devem também seguir este mandamento, que também é perpétuo!

Observe o que diz o versículo 38: “Além dos sábados do Senhor” O Senhor Deus está falando no plural além “dos sábados”; isto mostra que havia mais de um sábado. Mas, guardar só o sábado do descanso e esquecer-se dos outros, estamos pecando perante o Senhor? Note que no verso 29 o Senhor diz; “... que a alma que não afligir, ou seja, que não fizer conforme seu mandamento será eliminado. E no versículo 30 diz: “a esse destruirei do meio do Meu povo”.

Se alguém guarda apenas o sábado de descanso, pois também deve guardar todo o cerimonial sabático ou estará pecando contra a “lei judaica”. E se este pecar diz o Senhor: “a esse destruirei”.

6.      O SÁBADO ANUAL

“Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os teus seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha” (Lv 25.1-7).

A cada 7 anos, havia o ano sabático, quando a terra ficava de descanso. Nenhuma semeadura, nem colheita ou poda de vinhedos. Deus prometia dar bastante no 6.º ano, que sobrava para o 7.º, e todos descansavam durante um ano.

Este sábado tinha, além do descanso físico e das funções religiosas, também a prática do descanso dado a Terra. Todo o agricultor que é cumpridor do sábado deve cumprir também esta lei, se não fizer assim estará infringindo a lei do Senhor, ou seja, segundo seus ensinamentos, estará pecando contra o Senhor.

7.         POR FIM HAVIA O ANO SABÁTICO DO JUBILEU LV 25.8-13.

A cada 49 anos (7 x 7), havia o ano do Jubileu, após o 7.º ano sabático. Isto significava dois anos seguidos de descanso.

Pois, também fazia parte das festas solenes dos judeus. Com este ano, culminava o sistema sabático legal, pois nele, além das comemorações litúrgicas segundo a lei, também havia outras coisas notáveis.
A.      O escravo era alforriado (Lv 25.25).
B.     O antigo dono voltava possuir a propriedade que vendera e não pudera resgatar (Lv 25.13-18).
C.     A terra tinha mais um repouso (Lv 25.19-22).
D.    A nação como um todo também repousava (Lv 25.8-34).

VIII.   O NÚMERO DO SÁBADO ENVOLVIA, COMO SISTEMA, TODA A VIDA RELIGIOSA E SOCIAL DO POVO JUDEU

1        Na consagração sacerdotal, o sangue era aspergido sete vezes (Lv 8.10-11).
2        O sacerdote consagrado era obrigado a permanecer sete dias completos no santuário (Lv 8.33-35).
3        A mulher que dava à luz a um filho ficava sete dias separada (Lv 12).
4        O judeu suspeito de lepra era encerrado pelo sacerdote sete dias (Lv 13.4, 21, 31, 33, 34).
5        Para a purificação da lepra era necessário a aspersão de água lustral sete vezes, e, depois, o ex-leproso ainda ficava sete dias fora da própria tenda (Lv 14.5-9).
6        A purificação do sumo sacerdote implicava na aspersão do sangue sete vezes diante do propiciatório (Lv 16.1-14), etc.
7        Nas duas primeiras festas eram sacrificados 14 cordeiros (7 + 7) diariamente; no Pentecostes 7 cordeiros eram sacrificados; na 7.ª festa (= dos Tabernáculos), eram sacrificados 98 cordeiros (7 + 7 x 7), 70 novilhos (10 x 7), 14 carneiros (7 + 7) e 7 bodes. Observe que tudo segue o padrão 7.

De todas as festas, a dos Tabernáculos mais se destacava, pelo fato de ser a festa do descanso sabático. Observem bem: Essa festa era a 7.ª, durava 7 dias e acontecia no 7.º mês. Nos próximos capítulos estudaremos detalhadamente a profecia oculta nessas 7 festas.

Esses exemplos são mais que suficientes para evidenciar serem os sabatistas os maiores transgressores da lei, em todos os tempos, desde que existem, pois se dizem guardadores do Decálogo e, especialmente, o 4º mandamento, ou seja, do sétimo dia da semana, mas desprezam todo o sistema sabático legal que foi dado como sinal eterno entre Deus e Israel, sendo, portanto, obrigatório a todo aquele que se submete à guarda da lei, inclusive, assim, aos sabatistas. Dizendo-se guardadores da lei e do sábado, por considerá-lo o sinal entre Deus e Israel, e desprezando nada menos de noventa e nove por cento do sistema sabático a que Israel, por dever, se submete ainda hoje, os sabatistas se tornaram perturbadores do Evangelho de Cristo e da graça já caíram (Gl 1.6).


A EXTINÇÃO DO SÁBADO

O profeta Oséias capítulo 2.11, prediz a abolição de todas as solenidades, incluindo, é evidente o sábado do Senhor Lv.23.3, por ser também cerimonial como as demais festas:

“E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas solenidades”.

O anúncio profético de Oséias se cumpriu em Jesus Cristo e, por isso, no Novo Testamento se encontra um texto afim, isto é, sobre o mesmo assunto, do texto do profeta.

Com efeito, Paulo Apóstolo aos crentes de Colossos recomenda cuidado para que não se tornem presas dos pregadores de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos DIAS DE FESTAS, ou da LUA NOVA, ou dos SÁBADOS, Que são SOMBRAS DAS COISAS FUTURAS, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16-17).

Estas Escrituras, a de Oséias e a de Paulo, a primeira anunciando a futura abolição do sábado e a segundo o fato consumado da extinção dele, merecem, por serem de suma importância, exame detido e pormenorizado.

Nossa pesquisa, destituída de qualquer juízo temerário e preconcebido, e com propósito de submissão incondicional à Vontade Soberana de nosso Deus.

Parte integrante do regime de sombras e das figuras do Velho Testamento, o sábado estava fadado a ser abolido com o aparecimento da realidade em Jesus Cristo, porquanto a Nova Aliança em Jesus Cristo ultrapassa a Antiga Lei.

No contexto da vigência da Lei os judeus viviam debaixo da sombra dos bens futuros (cf. Hb 10.1). Ao consumar no calvário a obra objetiva da Redenção, Jesus Cristo, Luz do mundo, extinguiu todas as sombras e n’Ele se consumaram todas as figuras.

Extintas as sombras e consumadas as figuras, o sábado também caducou porque das sombras e das figuras faziam parte.

1.      Na Escritura de Oséias leio “SEUS SÁBADOS”.

Em outras passagens encontro o Senhor aludindo a esse dia da semana com o pronome possessivo na primeira pessoa: “MEUS sábados” (cf. Ex 31.13; Ez 20.12, 13, 16, 20, 21; 22.8, 26. 23.28). “MEUS sábados”, disse Deus, por serem eles “DO SENHOR” (cf. Lv 23.3; Dt 5.14).

O profeta Oséias, contudo, diz: “SEUS sábados”.

O pronome possessivo, embora em ambos os casos esteja no plural, encontra-se em diferentes pessoas. Por quê?

Será que ao dizer “MEUS sábados” Deus aludia ao sábado semanal e ao dizer Oséias 2.11 “SEUS sábados” se referia às festas anuais?

Estudando o hebraico o pronome MEUS e SEUS naquelas locuções não invalida a profecia de Oséias 2.11 quanto à abolição do sábado semanal.

Se o sábado é o SINAL de uma aliança, ou pacto entre Deus e o povo israelita atribui-se-lhe, logicamente, o aspecto de bilateralidade. Concerto ou aliança é um contrato. E todo o contrato é bilateral, isto é, exige o cumprimento de condições para ambas as partes concertantes ou contratantes e concede regalias a ambas também. Então a Aliança ou Concerto pertence a Deus e a Israel. É de Deus e do povo.

Em Lv 23 encontro o sábado semanal incluído entre as solenidades do Senhor: “estas são as MINHAS solenidades” (v. 2):

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do SENHOR, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:” (v 2.).

O Sábado (v.3),
A páscoa (vv. 4-8),
As primícias (vv. 9-22),
A dos tabernáculos (vv. 24, 34-36, 39-43),
O dia da expiação (vv. 27-32).
E as festas anuais (vv. 4 ss).

Estas solenidades todas, inclusive o sábado semanal, nos vv. 4 e 37 são chamadas de “solenidades do Senhor”.

No v. 2 Deus designa todas as solenidades: o sábado semanal e as festas anuais com o pronome possessivo na primeira pessoa “MINHAS solenidades”.

Os sábados pré-figurativos (as festas anuais) foram também cognominadas por Deus de propriedade d’Ele, valendo-se da primeira pessoa no possessivo.

Se as festas anuais são prefigurativas e, portanto, cerimoniais, o sábado semanal também o é. Por conseguinte também ele é cerimonial e sujeito à caducidade, à abolição como sombra dentre as outras sombras ritualísticas judaicas.

Se o sábado semanal é uma prescrição moral da Lei e, por isso, não pode ser extinto, por ser em vários lugares das Escrituras chamado por Deus de “MEUS sábados”, teremos que admitir situação semelhante para os sábados SOLENES, o ano sabático e o ano jubileu.

Naquele tempo havia o sábado septenário e o sábado jubileu. Depois de seis anos consecutivos de trabalho o sétimo era de repouso total. E também depois de 49 anos de trabalho o quinquagésimo era de descanso completo.

Deveriam ser estes dois sábados (o septenário e o do jubileu) também prescrição moral porque também eram do Senhor, O sábado septenário era “um sábado do Senhor” (Lv. 25.2 e 4). O sábado cinquentenário também era do Senhor porque a Ele santificado (cf. Lv. 25: 10 e 12).

Nesse caso, deveríamos guardar para sermos coerente o sábado septenário e o sábado cinquentenário. Se o sábado hebdomadário [derivado do grego hebdómada = semana], por haver sido chamado por Deus de “MEUS sábados” é uma disposição moral da Lei eterna, o septenário e o cinquentenário de semelhante maneira o são.

Ora, os próprios respeitadores do sábado semanal admitem que o septenário e o cinquentenário foram abolidos. Portanto, a coerência nos leva a aceitar a extinção também do sábado hebdomadário.

No capítulo 26 de Levítico deparo as expressões alusivas ao sábado em três pessoas diferentes: primeira do singular, terceira e primeira do plural: “MEUS sábados” (v. 2); “SEUS sábados” (vv. 34 e 43) e “VOSSOS sábados” (v. 35).

Lendo os Evangelhos encontro Jesus a usar esta expressão: “MEU Pai e VOSSO Pai; MEU Deus e VOSSO Deus” (Jo 20.17).

Se os sábados chamados por Deus de “MEUS sábados” e os chamados por Oséias 2.11 e Levítico 26.34, 43 de “SEUS sábados” e “VOSSOS sábados” de Levítico 26.35 são diferentes, isto é, essas locuções não designam o mesmo sábado semanal, aquele PAI mencionado por Jesus como “MEU Pai” é diferente do PAI também mencionado por Jesus com a locução de: “VOSSO Pai”.

Só porque mudou a pessoa do pronome possessivo, também mudou o PAI? Claro que não!

Quanto ao Templo encontro da mesma forma o emprego do pronome possessivo em diferentes pessoas. Em Isaías 56.7 Deus chama de “MINHA casa” e Jesus de: “VOSSA casa” (Mt 23.38). São, porventura, templos diferentes? Um de Deus e o outro dos judeus?

Igual circunstância ocorre com os sacrifícios. Em Números 28.3, 6 encontro a menção de sacrifícios ofertas ao Senhor. Em Levítico 10.13 encontro: “ofertas queimadas do Senhor“. Esses sacrifícios, essas ofertas, esses holocaustos, do Senhor, em Deuteronômio 12.6 são chamados de: “VOSSOS sacrifícios“. Em Isaías 42.23-24 são designados por “TEUS sacrifícios”.

Deixam de ser os mesmos sacrifícios, as mesmas ofertas, os mesmos holocaustos?

Em Levítico 23.2 eu me deparo com a referência: “as MINHAS solenidades“ e em Isaías 1.14: “as VOSSAS solenidades“. Por acaso não são idênticas às solenidades?

A mudança de pessoa no pronome em todos esses exemplos não alterou em nada a unicidade do objeto. O Pai, o Templo, os sacrifícios e as solenidades são sempre os mesmos. Haveria de ocorrer mudança só no sábado?

Portanto, é evidente serem os mesmos os sábados mencionados por Oséias 2.11 com a locução “SEUS sábados” e por Ezequiel 20.12,13 com “MEUS sábados”. Neste caso, como nos outros aludidos, a alteração das pessoas do pronome possessivo não muda o objeto do assunto.

2. Alegar-se serem os sábados mencionados por Oséias e por Paulo nos textos em exame simplesmente alusivos às festas anuais, sem nada a ver com o sábado da semana é querer fechar os olhos à realidade da Revelação Divina.

Algumas considerações sensatas nos levarão à certeza de que aqueles sábados aludidos por Oséias e pelo Apóstolo são os sábados do descanso do sétimo dia e não os sábados, sinônimos das festas anuais.

A. No calendário israelita encontram-se varias festas anuais: a da páscoa em conjunto com a dos asmos, a das semanas ou das colheitas ou de pentecostes, a dos tabernáculos (as três maiores e mais solenes), a do dia da expiação (Yom Kippur), a da dedicação ou das luzes e a festa do Purim.

Essas festas duravam dias seguidos e é lógico que se incluía no seu decorrer o sábado semanal (cf. Lv 23.11, 15, 16). Cognominá-las de sábados anuais por esse motivo não tem sentido.

Ocorre, todavia, por parte dos guardadores do sábado o recurso a algumas versões portuguesas da Bíblia baseadas da Vulgata de Jerônimo que transliterou para o latim o SHABATH hebraico. Essas versões como a dos clérigos romanistas, a de Matos Soares e a de Figueiredo, em lugar de repouso, que seria a tradução certa de SHABATH, puseram sábado.

Figueiredo em Lv 23.24 onde se refere à festa de pentecostes, seguindo a Vulgata, simplesmente transliterou o SHABATH hebraico: “O sétimo mês, o primeiro dia do mês será para vós um SÁBADO e uma recordação”.

João Ferreira de Almeida, contudo, traz a versão correta “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis DESCANSO, memorial com sonido de trombetas, santa convocação”.

Ainda, Lv 23.39 alude à festa dos tabernáculos e a simples transliteração de SHABATH serve de deturpação das Escrituras de Oséias e de Paulo: “...no dia quinze do sétimo mês...celebrareis as festas do Senhor...o primeiro e o oitavo dia vos será sábado”, é a tradução-transliteração do romanismo, sempre interessado em ocultar e, pior, deturpar a Revelação Divina.

Almeida foi coerente com a tradução: “no primeiro dia haverá DESCANSO, e no oitavo dia haverá DESCANSO.”, embora esse dia oitavo pudesse cair em qualquer dia da semana, não coincidindo assim com o sábado semanal.

Quanto ao dia anual da expiação procedem de igual maneira os interessados na sustentação do sábado semanal a ser observado como prescrição moral.

Do v. 32 de Lv 23, em Almeida a tradução é: ”Sábado de descanso vos será;”, sendo contudo esse dia o décimo do sétimo mês (v. 27).

Nada crucial seria se ele houvesse traduzido de verdade “descanso de descanso”, é uma força de expressão literária a repetição de um mesmo nome ou de uma forma abstrata em lugar de nome concreto, equivalente ao superlativo com na expressão bíblica “vaidade das vaidades”. “Descanso de descanso” significa repouso completo, absoluto, superlativo.

SHABATH SHABATON (=sábado do sábado, sábado do descanso, sábado sabático) de Êx 31.15; 35.2; Lv 16.31 significa absoluto repouso, descanso superlativo. É essa locução encontrada ainda em Lv 23 nos seguintes versículos: 3 (alusivo ao sábado semanal) e 32 (ao dia da expiação).

O recurso de transliteração de SHABATH, portanto, invalida a ambição de se considerarem sábados anuais as festas do calendário litúrgico israelita.

3. A palavra “SÁBADOS”, no plural, dos textos do profeta Oséias e do Apóstolo Paulo designa mesmo o sétimo dia da semana, que era cerimonial com já verificamos à luz das razões alinhadas.

Esses SÁBADOS de modo algum significam “sábados anuais” ou festas anuais, pelo fato de se encontrarem no plural.

E chegamos a esta conclusão mediante o argumento “ad hominem”, isto é, o argumento usado pelo próprio adversário.

Se a festa da páscoa é chamada de sábado anual, se a festa de pentecostes é chamada de sábado anual, se a festa dos tabernáculos é chamada de sábado anual, se a festa da expiação é chamada de sábado anual, esses sábados, sábados festivais anuais, são chamados de “FESTAS”, como, de resto, querem os próprios interessados na permanência do sábado semanal.

Então, à luz das próprias Escrituras são chamados “FESTAS”. Voltemos ao capítulo 23 de levítico, onde encontramos a confirmação de nossa assertiva.

A. Quanto á páscoa, no v. 6, diz: “E aos quinze dias deste mês é a FESTA dos pães ásmos do SENHOR...”.

B. Quanto à dos tabernáculos no v.34: “...Aos quinze dias deste mês sétimo será a FESTA dos tabernáculos ao SENHOR por sete dia”.
Nos vv. 2 e 37 todas as FESTAS antes mencionadas (páscoa, pentecostes, etc.) são chamadas “SOLENIDADES DO SENHOR”:

“Estas são as solenidades do SENHOR, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio” (v. 37).

C. Sábado do Senhor. “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas” (Lv 23.3).

Todo o ritualismo sublinha o aspecto das SOLENIDADES, sinônimo de FESTAS.

Aliás, os defensores do sábado semanal como disposição moral da Lei em caráter permanente, dizem que, sem se confundirem com os sábados semanais, os sábados festivais anuais estão incluídos nas “FESTAS” que os abrangem a todos.

Assim procedem para fugir do ensino de Oséias e de Paulo quanto à cessação do sábado semanal como prescrição moral, alegando que os sábados aludidos por esses escritores são as “festas” anuais dos israelitas, portanto, são os sábados cerimoniais.



O SÁBADO NO NOVO TESTAMENTO

A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Testamento (Hb 8.6-13). O que nos chama a atenção é que, ultimamente, estão surgindo novos cristãos que, entre outras coisas, ensinam a guarda do sábado dizendo ser uma lei moral. Isso é retrocesso espiritual: é voltar às práticas antigas.

Nós cristãos evangélicos, preferimos ficar com Paulo e os demais apóstolos de Cristos, que julgavam a lei apenas uma sombra das coisas futuras (Hb 10.1), pois terminou a sua vigência com o advento d’Aquele a quem fora feita a promessa – Cristo, conforme (Gl 3.16-19).

Mas, não dúvida de que pela vinda do Senhor Jesus Cristo o que era aqui cerimonial foi abolido. Pois ele é a verdade, por cuja presença se desvanecem todas as figuras; o corpo, a cuja visão são deixadas para trás as sombras. Ele é, o verdadeiro cumprimento do sábado. Com ele, sepultados através do batismo, fomos enxertados na participação de sua morte, para que, participantes de Sua ressurreição, andemos em novidade de vida (Rm 6.4). Por isso, escreve o Apóstolo que o sábado tem sido uma sombra da realidade futura, e que o corpo, isto é, a sólida substância da verdade, que bem explicou naquela passagem, está em Cristo (Cl 2.17). Esta não consiste em apenas um dia, mas em todo o curso de nossa vida, até que, inteiramente mortos para nós mesmos, nos enchamos da vida de Deus. Portanto, que esteja longe dos cristãos a observância supersticiosa de dias.

A palavra profética já previa a chegada do Novo Concerto (Jr 31.31-33). E o fim do sábado. O Senhor Deus já havia falado através dos profetas a cessação do sistema sabático em si:

“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para Mim abominação, e também as festas de lua nova, os sábados, e a convocação das congregações...” (Is 1.13).

Seria a guarda do sábado um preceito moral quando o próprio Deus declarou ser a sua guarda abominável aos seus olhos?

Deus, aqui, está aborrecido não só com as festas móveis de Israel, mas também com os seus sábados (incluindo o sétimo dia). Dizer que este texto só se aplica as festas móveis é um absurdo hermenêutico, pois o texto fala de “convocação das congregações” e isto ocorria também, e principalmente, no sábado do sétimo dia (Lv 23.3).

Seria a guarda do sábado um preceito moral considerando que em razão da desobediência Deus, ele anuncia a fim de todos os sábados prescritos na lei, inclusive o sábado semanal?

Em Oséias 2.11 vemos o desgosto de Deus com o sábado judaico onde Ele afirma:

“Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades” (Os 2.11).

Nesta passagem o Senhor afirma que faria cessar os sábados e que isto inclui o sétimo dia e “todas as suas solenidades”, obviamente o sétimo dia era uma solenidade de Israel e evidentemente seria cessada por mando de Deus.

Os profetas pensaram semelhantemente, pois previam com grande antecedência, não apenas a cessação do sistema sabático em si, mas também e de um modo muito explicito, a cessação do próprio sábado semanal, o 4º mandamento do Decálogo (Lm 2.6), motivo por que nem o sistema nem o dia são transplantados para o Novo Testamento, por se tratar da lei cerimonial.

Seria a guarda do sábado um preceito moral considerando que Deus poria em esquecimento a guarda desse dia – o sábado semanal – em decorrência da desobediência do povo de Israel? Um preceito moral poderia ser posto em esquecimento?

Lamentações 2.6: “E arrancou o seu tabernáculo com violência, como se fosse a de uma horta; destruiu o lugar da sua congregação; o SENHOR, em Sião, pôs em esquecimento a festa solene e o sábado...”
A vista de tudo isso, a guarda do Sábado é um preceito cerimonial (abolido) ou moral (que vale até hoje)? A resposta óbvio que fica é um preceito CERIMONIAL, abolido com a morte de Cristo, colocando em vigor a Nova Aliança, onde o Sábado não entra: Mandamento Antigo Testamento Novo Testamento.


JESUS É O NOSSO SÁBADO

O sábado em Jesus e na Nova Aliança não é relacionado ao legalismo. É relacionado com entrar no repouso e viver desfrutando da presença de Cristo, o Senhor do sábado. No contexto do sábado, Jesus que é o Senhor e Criador do sábado disse:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.28-29).

Os judeus estavam sobrecarregados pelo fardo dos fariseus, as exigências da lei e as tradições judaicas para serem salvos. O generoso convite de Jesus destina: “a todos os que estais cansado, aflitos e oprimido”.

Jesus é o Senhor do sábado, Ele, portanto, oferece o verdadeiro descanso e o verdadeiro repouso. Quem vem a Jesus e torna-se Seu servo e faz a sua vontade, Ele o alivia de suas insuportáveis aflições e lhe dará descanso, paz, e seu Espírito Santo como guia. Deste modo podemos suportar as provações e inquietações da vida, com o auxílio e a graça de Deus.

Jesus chamou a todos para virem diante d’Ele encontrar e terem verdadeira libertação e descanso Nele, o Senhor do Sábado.

Em Deus repousamos: “Nós, porém, que cremos, entramos no descanso...” (Hb 4.3). Este repouso existe porque Deus repousa em nós através de Seu Filho Jesus Cristo. Viver no descanso do Senhor, é encontrar aceitação, paz, conforto e plenitude nos braços de amor do nosso amado Jesus, o Senhor e Criador do sábado. Este descanso é viver continuamente na presença do Senhor.

A plenitude do descanso em Cristo, é através do seu sangue, é o cessar do nosso esforço para realizar obras, ritos e dias que paguem o preço por nossos pecados. É depender do sangue de Jesus para cobrir a divida que o nosso pecado tem feito, e nos justificar diante de Deus. A Divida foi paga, fomos lavados, limpos, purificados e novamente aceitos diante de Deus (Efésios 2.8-9).

A obra para assegurar a nossa permanência diante de Deus foi terminada através da obediência de Cristo, e Sua obra na Cruz. Por causa disso, nós temos o verdadeiro descanso. Devemos descansar somente em sua obra, através da fé, confiar apenas nela como meio de justificação, redenção, salvação e aceitação.

[...] A mudança do descanso sabático do sétimo para o primeiro dia é o cumprimento do princípio moral do Sábado. O Sábado do sétimo dia comemorava a obra da criação divina (Êx 20.11) e a redenção (Dt 5.15). O Sábado do primeiro dia pode ser reputado como comemoração da nova obra da criação divina (2ª Co 5.17; Ef 2.10) e a redenção espiritual (Tt 2.14).

A ressurreição de Jesus assinalou o clímax de Sua obra redentora (Rm 4.25; 1ª Pe 1.3) e parece certo que os cristãos primitivos começaram reunindo-se no primeiro dia da semana em comemoração a esse grande acontecimento. Cristo chamou-se Senhor do Sábado (Mc 2.28) e o primeiro dia da semana ficou depois conhecido como Dia do Senhor (Ap 1.10). Desde então o Sábado do primeiro dia tem sido aceito pela vasta maioria dos cristão [Comentário da Bíblia Shedd. Pg. 260].


JESUS E O SÁBADO

[...] Dos dez mandamentos, nove são reinstituídos no Novo Testamento. Seis estão listados por Jesus. Quando perguntado sobre a porta de entrada na vida eterna, ele recomendou a obediência aos Dez Mandamentos, enunciando seis deles: “Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19.17-19. cf. Rm 13.9).
A adoração a Deus inclui os três primeiros mandamentos. O único mandamento que não é reinstituído no Novo Testamento é precisamente o quarto. Jesus se apresentou como Senhor do sábado (Mt 12.8). [AZEVEDO Israel Belo. Prazer da Palavra. http://www.prazerdapalavra.com.br/component/content/article/148-capitulo-20/371-odo-208-11-sbado-para-que.html Acessado dia 04/09/2012].

Os dez mandamentos, sob o ponto de vista escrito, contém normas relacionadas entre o povo de Israel e o seu Deus e entre os indivíduos e seu próximo. O decálogo proíbe matar (6º mandamento). Cristo, doutrinando sobre o assunto, disse que era pecado não só matar, mas, até, encolerizar-se, sem motivo, contra o seu irmão (Mt 5.22). Nesse aspecto estrito, tem-se, por exemplo, a guarda literal do sábado como sétimo dia da semana somente para os judeus foi isso determinado (Êx 31.12-18; Ez 20.12-13, 20; Cl 2.16-17) e não para todos os povos.

[...] Não encontramos nos ensinos de Jesus, nem direta nem indiretamente, um só mandamento para que a Igreja observasse o Decálogo, como aparece em Êxodo 20. O Novo Testamento cita os mandamentos de Moisés várias vezes, menos guardar o sábado, prova evidente que este dia não foi dado à Igreja. Mas, apesar de tudo, a atitude do Salvador em relação aos mandamentos mosaicos foi bem diferente da dos fariseus, embora Ele nada ensinasse abertamente sobre o fim dos sacrifícios, das circuncisões e das festas, durante o tempo de seu ministério terreno, Suas obras realizadas no sábado, ofuscaram o brilho do Antigo Testamento [Abraão de Almeida. Revista Obreiro P. 29].

1. Cristo é o Senhor do sábado.

“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo...Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mt 12.6-8).

O Senhor Jesus Cristo está afirmando diante dos judeus que ELE é o Todo Poderoso Legislador! E que, além disso, somente ELE pode ter autoridade acima de todos para agir como DEUS. E através da Sua afirmação de que ELE era maior que o templo e também possuía autoridade de dispensar os discípulos da observância do sabath judaico, pois somente DEUS pôde ordenar no passado a Lei e somente DEUS teve e tem autoridade para modificá-la.

É Cristo quem está sendo exaltado no texto, em revelar-Se a Si mesmo, em definir-se como DEUS e Soberano Senhor. ELE mesmo é o ETERNO SENHOR que deu a Lei ao povo de Israel e, diversas vezes permitiu sua profanação (como no caso de Davi e dos sacerdotes que ELE mesmo menciona em Mateus 12.3-5).

O assunto central das Sagradas Escritura não é o homem, nem o atendimento divino de suas necessidades. O assunto central das Sagradas Escrituras é o Senhor Jesus Cristo. ELE é o Alfa e o Omega (Ap 1.8).
A Centralidade de Cristo é vista claramente:
A. Na Criação (Gn 1.1, Jo 1.1-3).
B. Na promessa da redenção (Gn 3.15).
C. No preparo da nação que receberá o Messias (Gn 12.1-3; Gn. 28.14; Zc 9.9; Gl 3.8).
D. Na plenitude dos tempos (Gl 4.4; Hb 1.1).
E. Na glória que a ELE e só a ELE é devida e a ELE será concedida (Is 45.23; Rm 8.29, 11.36, 14.11; Cl 1:15-18; Hb 1.6; Ap 1.5).

Todos aqueles que buscam retirar a centralidade de CRISTO da adoração que LHE é devida, de forma consciente ou não, cometem um erro grosseiro. Quem assim procede não somente comete idolatria, mas a si mesmo se constitui apóstata (desertor).

Israel institucionalizou de tal forma seus ritos, não compreendendo que o que foi estabelecido por DEUS eram sombras dos eventos futuros, que o ato se tornou mais importante que o fato, ou seja a ordem mais importante do que QUEM ordenou e estabeleceu a ordenação.

Os judeus entenderam e reivindicação do SENHOR JESUS. ELE se colocou diante dos Fariseus no lugar que só poderia ser ocupado pelo DEUS ETERNO, que Legislou no Velho Testamento sobre o povo de Israel.

Os judeus entenderam que o SENHOR JESUS se colocou em posição de adoração, de ser adorado como DEUS. O SENHOR JESUS não está reivindicando honra e glória para o sabath judaico (sábado hebdomadário)! O Senhor Jesus Cristo está reivindicando honra e glória para Si mesmo como DEUS Todo-poderoso em carne!

O SENHOR JESUS CRISTO então lhes ensina que mais vale adorar a DEUS do que a tradição. Os judeus deveriam abandonar sua tosca visão da própria religião. Eles haviam perdido o foco e o fio da meada. Não adoravam a DEUS, mas as suas próprias conclusões sobre as regras de conduta. Eram condutores cegos, sem discernimento, realizando rituais que não passavam de tradições humanas (Mt 15.3-6, 14; 23.16 e 24).

Sua religiosidade era humana, falsa, hipócrita, superficial e inútil. Essa religiosidade não pode salvar ninguém e é ledo engodo do diabo! Todos os que assim procedem cometem o mesmo erro, caem no mesmo buraco do sacrifício ritualístico como sendo mais importante que o alvo da adoração. Tornam-se idolatras do que observam, negando-se a adorarem somente AQUELE que é digno de adoração.

CRISTO é aqui exaltado. CRISTO é muito maior que Sua Lei e não é inferior a ela, pois foi ELE quem a criou.

Não é CRISTO quem aponta para a Lei, mas a Lei aponta para CRISTO, a necessidade que o homem (incapaz de guardar a Lei moral) tem de um Salvador que o substitua, seja perfeito por ele e no lugar dele. CRISTO é maior e mais importante que o Templo! Pois foi ELE quem ordenou o Templo.

ELE é maior e mais importante que a Lei, pois esta somente serve para demonstrar o pecado do homem e não para conceder-lhe a salvação (Rm 3.20). O ritual, a cerimônia, é sombra e não o motivo da salvação (Cl 2.16-17).

Os que negam que JESUS CRISTO tenha autoridade para abolir o sabath (como o fez no caso dos gentios convertidos da atual Dispensação) não O honram como DEUS e não o receberam como SENHOR, portanto não foram salvos por ELE, estando em trevas e em perdição de uma religião ritualística humana e carnal, crendo que podem se salvar por mérito próprio, mesmo que seja apenas pela guarda do sabath cerimonial judaico (embora a Lei tenha centenas de exigências às que desprezam abertamente, inclusive com relação ao próprio sabath).

Os sabatistas estão errados ao usarem este sofisma, pois pecam por não conseguirem honrar ao SENHOR mais do que o dia. ELES se tornam assim até mesmo piores que os próprios fariseus, pois não admitem nem que DEUS mesmo possa dispensar seu povo de suas ordenanças sabáticas. Seria este o DEUS da Bíblia? Seria o Jesus que pretendem adorar o DEUS Todo Poderoso, ou outro Jesus?

O DEUS da Bíblia não está subordinado à Sua Lei, mas a Sua Lei é que está subordinada à ELE. Senão ELE não seria DEUS.

Em que sentido Cristo é o Senhor do sábado? (v. 8). Porque Ele o criou; porque Ele podia abolir o sétimo dia de obrigação legal para dar lugar ao primeiro dia, de guarda voluntária, caracterizado pelo gozo e culto que resultam da sua ressurreição. Outro sim, as palavras e ações de Jesus, aqui (vv. 6-10), ensinam-nos que o dia do Senhor deve ser uma oportunidade de buscar e ajudar os necessitados, no âmbito espiritual e no físico.

Maior que o sabath, é o CRIADOR e SENHOR do sabath, que tem todo poder e autoridade sobre suas ordenanças. Adorar ao sabath é idolatria e não pode salvar o homem (Não existe embasamento bíblico para a expressão idólatra “Feliz sábado!”, que é um mantra religioso de salvação pelas obras da instituição).

Adorar o SENHOR do sabath e recebê-lO como Único e Suficiente Salvador, arrependendo-se de seus pecados, rendendo-se a ELE é dom de DEUS e é a único meio pelo qual DEUS concede perdão e salvação a todo pecador arrependido, dando-lhe vida eterna (Jo 3.16; 10.27-28; Ef 2.8-9).

Não é o sabath aqui o assunto principal. Nunca foi! Pensar assim é cometer um erro grosseiro, idolatria.

O assunto principal aqui, como em toda a Bíblia, é o SENHOR JESUS CRISTO. Portanto devemos olhar para CRISTO como Salvador ao invés do sabath.

Mas, será que somos obrigado a descansar? A não fazer absolutamente nada? O povo de Israel acreditava que sim. Os fariseus, defensores da ordem moral e dos bons costumes, diziam:

Vocês não podem fazer nada no sábado. No máximo 50 passos serão dados no sábado! A água para o sábado deve ser buscada na 6ª feita. A alimentação para o sábado deve ser preparada um dia antes. E mais: Se alguém te pedir ajuda no sábado, você não poderá ajudar. Será que é isso que Deus quis dizer no 3º mandamento?

2. Jesus coletou comida num sábado.

“Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mt 12.1-8).

Os discípulos de Jesus trabalharam no dia de sábado. Embora os fariseus acusem Jesus de violar o sábado, Ele, na realidade, apenas não observou a interpretação exagerada que eles davam a respeito. Jesus declara que a observância do sábado não deveria transformar-se num ritual mantido à custa das necessidades essenciais do homem.

A oposição crescente ao ministério de Jesus pelos líderes religiosos encontra sua expressão total na observância do sábado, a instituição mais sagrada entre os judeus. Jesus apóia a ação de seus discípulos através de seu apelo ao exemplo de Davi (1ª Sm 21.1-6), verificando que as regulamentações normais do sábado podem precisar render-se às necessidades humanas.

Quando os discípulos começaram a colher espigas e comê-las, num dia de sábado, Jesus apelou para o direito que o sacerdote tinha de violar o próprio sábado, defendendo assim os discípulos. E para mostrar autoridade sobre o sábado, nesse dia, ao curar um doente, mandou que este levantasse, tomasse sua cama e caminhasse (Mt 12.9-14).

Seria a guarda do sábado um preceito moral quando sua guarda era comparada à violação de um preceito ritual como o caso de Davi que comeu os pães da proposição reservados exclusivamente aos sacerdotes?

Deste incidente aprendemos: que sempre existem pessoas dispostas a criticar as ações dos discípulos de Cristo; que os incidentes do V.T., podem ter valor para a nossa instrução na atualidade; que uma pessoa divina importa mais que uma ordenação cerimonial.

Seria a guarda do sábado um preceito moral quando Paulo compara a guarda do sábado como algo que implicava na perda de salvação?

Gálatas 4.9-11 - “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco”.

Seria a guarda do sábado um preceito moral considerando que Paulo anunciou todo o conselho de Deus e não deixou nada do que fosse útil ensinar aos cristãos e nunca mandou guardar o sábado? (Atos 20.20-27).

“Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?” (Mt 12.5).

Seria a guarda do sábado um preceito moral considerando que os sacerdotes no templo violavam o sábado para celebrar holocaustos e sacrifícios exigidos pela lei, ficando sem culpa?

Perguntamos: “Os sacerdotes podiam matar no templo? Podiam roubar? Podiam adorar ídolos? E os sabatistas respondem que não.

Podiam violar o sábado e ficar sem culpa? Eles, os sabatistas, não têm respostas. E por quê? Porque Jesus ensinou que os sacerdotes violavam o sábado para atender às exigência dos sacrifícios: a) rachavam lenha; b) carregavam água; c) ascendiam o fogo. Coisas vedadas pela lei.

Ora, se o sábado fosse de natureza moral, poderia ficar subordinado aos sacrifícios e holocaustos, que eram preceitos rituais? Isso acontecia, naturalmente, porque sua natureza era inferior, cerimonial ou ritual, pois não é possível uma lei moral subordinada a uma lei cerimonial.

Porque se os sacrifícios foram abolidos (Jo 19.30; Mt 19.30; Hb 7.12-18), o sábado também, obviamente.

3. Jesus curou no sábado.

“Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não vem dele, mas dos patriarcas), no sábado circuncidais um homem. E, se o homem pode ser circuncidado em dia de sábado, para que a lei de Moisés não seja violada, por que vos indignais contra Mim, pelo fato de Eu ter curado, num sábado?” (Jo 7.22, 23).

A lei de Moisés estabelecia que a circuncisão ocorresse no oitavo dia do nascimento da criança do sexo masculino (Lv 12.3), mas foi anteriormente instituído por Deus no dia de Abraão (Gn 17.10-14). O regulamento que teve que ser realizada no oitavo dia foi geralmente considerada como tendo precedência sobre a lei do descanso no sábado. Se esse oitavo dia caísse num sábado, o sábado podia ser violado, para que a circuncisão fosse realizada. Como podia um preceito moral, segundo os sabatistas, ficar subordinado a um preceito cerimonial ou ritual?

Jesus chama a atenção para a inconsistência de seus acusadores. Havia uma série de atividades permitidas no sábado, incluindo a circuncisão. Ele compara essas atividades com o trabalho de cura.

Jesus instruiu um homem curado a carregar a sua esteira no sábado.

“Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda” (Jo 5.8-11).

E se observarmos na Escritura, o ex-paralítico carregou sua cama no sábado, a mando de Jesus (Jo 5.1-9), o que era proibido (Jr 17.21). Carregar sua cama (ou materiais) se faz o bem ao próximo? Mas Jesus não disse que no sábado se faz o bem? Então será que Jesus se contradisse? Errou? Não! Talvez quem errou foi a interpretação dos guardadores do sábado. Tarefas, trabalhos honestos, atividades que não prejudique seu próximo (ou sem intenção de), fazem parte de fazer o bem. Trabalho honesto, nunca foi do mal, mas do bem. E falando em trabalho, Jesus quando questionado sobre o sábado, também disse: “meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17).

Jesus chamou seus afazeres do bem, de “trabalho”. Que cada um interprete como quiser, mas temos de admitir: se trabalhar não se enquadra em “fazer o bem”, ou, era outra coisa, por que Jesus nunca fez esse desmembramento, e ainda disse que trabalhava no sábado? Para fazer confusão? O Criador é de confusão (1ª Co 14.33).

Observe, nenhuma obra podia ser feita, sem exceções (Êx 20.8-11), um homem foi morto por carregar lenha (Nm 15.32-36), era proibido carregar materiais ou cargas (Jr 17.21), Os judeus não curavam no sábado seguindo à risca o mandamento (Lc 13.14). Então vem um “tal” de Jesus, realiza curas, diz que o bem pode ser feito, permite colher espigas (Lc 6.1) cura e manda um homem carregar carga (Jo 5.1-9). Parece que Jesus mudou (ou quebrou) certas coisas, não? Para mim ficou claro que o ministério da morte gravados em tábuas de pedra (2ª Co 3.7) era um fardo tão pesado que nem os antigos podiam suportar (At 15.10).

Os sabatistas usam o argumento da sra. White: dizendo que Jesus mandou o homem carregar a cama no sábado, para mostrar a cura que tinha feito (o desejado de todas as nações pg 206). Os judeus nem deram grande importância à cura do homem, eles estavam é furiosos e escandalizados pelo fato do homem carregar material no sábado, e Jesus tê-lo mandado fazer tal coisa.

Os guardadores de sábado tem conforto no sábado com trânsito seguro, luz, refrigeração, computador, ventiladores, ar-condicionado, alarmes, e etc, em casa e nas suas denominações, graças a uns “profanadores”.

Eles têm na “igreja”: som, luz, projetor, computador, ventiladores, porque tem gente trabalhando para fornecer energia. O gás trocado no condomínio (no sábado) onde guardadores de sábado moram, permite a esses que tenham sua cevada e comida quentes no sábado. E depois, aparecem uns sabatistas dizendo que não colocam o lixo na lixeira na sexta-feira, para não ser “cúmplice” da profanação de coleta dos lixeiros no sábado. Isso é não uma incoerência.

Os observadores do sábado pregam a guarda do sábado, mas ao mesmo tempo, usufruem do conforto proporcionado pelo trabalho de outros no sábado. (Ora, quem é contra pescaria... não deve comer peixe,... isso é hipocrisia). Cozinhar um ovo no sábado é “pecado...”, mas parece que desfrutar do resultado da “profanação” dos outros não é.

Por que os sabatistas não fazem como os judeus, que no sábado desligam até a energia elétrica? Ah, mas isso seria muito “radical”, sem conforto..., a “igreja” não ganharia muitos fieis.

Não dá para dormir no sábado sem ar condicionado nas noites muito quentes de verão, não é? Então, que operadores da Cia de força e luz profanem o sábado, ou, usemos a interpretação “elástica” dos guardadores do sábado e isso vira “fazer o bem” e tudo ok.

“Levaram, pois aos fariseus o que dantes fora cego. E era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Então os fariseus, por sua vez, lhe perguntaram como chegara a ver; ao que lhes respondeu: Aplicou lodo aos meus olhos, lavei-me e estou vendo. Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 9.13-16 e 18).

Mas quando no sábado, Jesus libertou a moça da sua enfermidade a qual havia sido debilitada por 18 anos, os mestres da sinagoga ficaram indignados:

“O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse a multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou seu jumento, para levá-lo a beber? Porque motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (Lc 13.14-16).

Em Lucas 6.9, alguns judeus tentaram matar Jesus, porque Ele estava violando o sábado em sua maneira ortodoxa do Antigo Testamento.

Os observadores do sábado doam cestas básicas (louvável), mas se o pobre carente pedir ajuda para consertar o telhado, a maioria deles se esquiva. Não pode carregar uma telha, mas o ex-paralítico pôde carregar sua cama em Jerusalém (Jo 5.1-9)? Não era uma tarefa que podia ser evitada? Era necessário carregar a cama?

4. Jesus aboliu o sábado.

Apesar de Jesus ter cumprido toda lei, os fariseus condenaram-no pelos seus feitos no dia de sábado. A respeito dele diz no evangelho de João:

“E os judeus perseguiram a Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas, Ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5.16-18).


Observe que assim como os judeus era inadmissível Jesus ser Filho de Deus enquanto violava o sábado, para os sabatistas é impossível admitir que os evangélicos sejam filhos de Deus enquanto guardam o domingo em substituição ao sábado.

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2.27-28).

[...] Aqui, como o “Filho do Homem” é representante do homem, a favor de quem o sábado foi feito, Jesus defendeu os discípulos e os justificou contra a acusação de estarem quebrando o sábado. E, como “Senhor do sábado”, Ele tinha autoridade para dispor deste dia como bem quisesse.
Mas de maneira nenhuma Jesus justificaria os discípulos por furtar, matar etc., mesmo que fosse por necessidade. Jesus diferenciou o sábado dos outros mandamentos da lei, exatamente por ser de natureza puramente cerimonial. O texto de Marcos ensina que o sábado, ou dia do descanso, deve servir ao homem [Abraão de Almeida. Revista Obreiro P. 29].

O Senhorio de Cristo sobre o sábado abriu caminho para a Igreja primitiva abandonar a obrigação de guardar o sétimo (Rm 14.5; Gl 4.10). A principal lição deste trecho é mostrar que a lei do sábado não tem aplicação na igreja cristã; muito menos teria restrição sobre Cristo, o Senhor do sábado e Criador de tudo e de todos. Com estas palavras, Jesus defendia o princípio moral do quarto mandamento do Decálogo, condenando abertamente o cerimonialismo, e revela a Sua autoridade divina sobre o sábado, para cumpri-lo, aboli-lo ou mudá-lo.

Os fariseus colocavam o sábado judaico em plano superior a Deus, porque os três primeiros mandamentos da lei dizem respeito aos deveres do homem para com Deus e são morais, de natureza transcendental a todos os demais, os outros falam das relações do homem com seus semelhantes. Os três primeiros mandamentos prendem o homem ao dever de adorar exclusivamente a Deus, cujo nome não deve ser profanado nem igualado a outro nome de qualquer ser existente no universo, visto que Ele é o único Deus, o único ser que merece adoração e louvor. Porém os homens tornaram o sábado em ídolo, ao proclamá-lo superior aos deveres do homem para com Deus. Tais ensinos e revelações que introduzem ao povo estão totalmente fora da Palavra de Deus.
[....] Jesus não condenou o princípio de um dia de descanso para o homem. Ele apenas reprovou o absurdo dos líderes judaicos na guarda do sábado (Mt 12.1-8; Lc 13.10-17; 14.1-6). Ele ainda afirmou que o princípio da santificação de um dia de descanso semanal dado por Deus para o bem estar espiritual e físico do homem.
“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27). [Silas Daniel. Manual do Obreiro ano 27 –nº 29 – 2005. P.49].

Uma das provas da abolição por Cristo do dever da observância do sistema sabático e o sábado do Senhor é a absoluta ausência desse dever no conteúdo do Novo Testamento. Enquanto encontramos os outros mandamentos do Decálogo citados direta ou indiretamente em muitos textos do N.T., como deveres morais inerentes à vida cristã, não deparamos ali uma vez sequer com a citação do quarto mandamento como dever do cidadão. Por que assim acontece? Cremos que Jesus não era estulto, e, havendo criado o mundo com diferentes sistemas de fusos horários, Ele sabia ser impossível à humanidade guardar o sábado semanal com rigor constante do mandamento de Levítico 23.32, a saber no mesmo horário, ao mesmo tempo.



PAULO E O SÁBADO

“Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós, (Paulo estava irado, irritado com aquela Igreja. Vamos entender), recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas cousas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” O que nós devemos seguir e viver? (Gálatas 3.1-5).

O apóstolo Paulo ficou perplexo com a rapidez com que os crentes gálatas haviam se desviado da fé. Eram filhos da fé de Paulo, foram evangelizados e doutrinados pelo apóstolo. Tão depressa se desviaram para seguir a estranhos, e o pior, um evangelho contraditório.

Paulo começa a defesa de seu evangelho relembrando aos Gálatas de que sua vida cristã, que teve início com Cristo crucificado e foi certificada pelo Espírito Santo, estava completamente separada da lei. Eles seriam tolos de abandonar o caminho de Deus e tentar alcançar a perfeição por seus próprios esforços.

Paulo se lembra dos tempos obscuros do legalismo (período de obras mortas (3.2)). “Começar no Espírito e aperfeiçoar na carne” (3.3), para o Apóstolo Paulo não é um aperfeiçoamento, mas retrocesso; voltar para as obras da lei.

Esse evangelho, cuja ação é questionada, como dom espiritual dos Gálatas (cf. a mesma argumentação em 2.7-9, não foi ele que os libertou da lei? Vocês querem agora concluir carnalmente o que iniciaram espiritualmente? Paulo explica aos Gálatas que sua obediência a lei significa uma recaída na situação que eles há muito haviam superado. A lei, por sua vez, não pode modificar o Evangelho dado por Cristo.

Paulo finaliza esta passagem revelando que o Espírito Santo, que opera milagres, que dá entendimento e que foi concedido mediante a Fé, está isento do cumprimento da lei (3.5). Ainda hoje, há algumas igrejas que têm introduzido práticas legalistas.

Foi muito difícil para a Igreja primitiva, constituída a princípio de judeus, aceitarem também que a porta da fé foi aberta aos nós gentios. Todos os pactos, a adoção de filhos, as alianças, as promessas e etc..., foram dados ao povo judeu: “Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Rm 9.8).

Deus trouxe uma revelação bem clara ao apóstolo Pedro, através daquele lençol que descia do céu, com todo tipo de animais, que para os judeus eram imundos (At 10.9-48), que nós gentios também fomos feitos um com eles (Ef 2.14).

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gl 5.1).

No ensino de Paulo aos Gálatas, os crentes estavam voltando à escravidão da qual haviam sido libertos (Gl 5.1). Estavam retornando aos “rudimentos da lei”. A palavra é usada pelo apóstolo Paulo para identificar os elementos da religião judaica como guarda de dias. E, que sempre encerrava um sentido cerimonial relativo ao culto judaico. E se Cristo aboliu esta lei, logicamente aboliu com ela também a guarda do sábado semanal; por ser Cristo superior ao sábado (Mc 2.27-28).

Paulo, referindo-se à lei, não faz qualquer distinção entre moral e cerimonial. Em Gl 5.4, ele diz que os que querem justificar-se pela lei estão separados de Cristo; que são malditos os que na permanecerem em todas as coisas da lei.

A questão não é o sábado o em si, mas o fato de não estarmos debaixo da lei e, sim, da graça (Gl 5.4) Quem se submete à prática de pelo menos um preceito da lei é obrigado cumpri-la toda (Gl 5.3). E se alguém tropeçar em um ponto da lei é culpado por todos os outros (Tg 2.7).

“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl 2.16-17).

As celebrações judaicas de descanso e cessação (sabath) eram anuais (festas), mensais (luas novas) e semanais (os sábados). Pôr-se debaixo desse julgo é ser dominado ao bel prazer dos judaizantes, inchados em compreensão não espirituais (carnais).

Por isso, quando os apóstolos se reúnem em Jerusalém para determinar se os gentios convertidos devem ou não se submeter à observância da circuncisão e das ordenanças do sabath e dos alimentos levíticos, chegam à conclusão que eles foram dispensados por DEUS, salvos pela Graça (At 15.1-31). Por isso o apóstolo Paulo, movido pelo Espírito Santo de DEUS, escreveu suas exortações aos irmãos da igreja local da Galácia, a Epístola aos Gálatas.

Paulo declara que o sábado semanal fazia parte das ordenanças da lei que foram cravadas na cruz, pois não passavam de sombras, indicando, assim, que o verdadeiro descanso encontra em Jesus (Mt 11.28-30).

Se nas passagens do Novo Testamento relacionadas acima onde se encontra o plural SÁBADOS ele quer dizer o sábado semanal, por que só em Colossenses, haveria de ser o tal sábado cerimonial das solenidades anuais?

“Porque, como os céus novos, e a terra nova, que hei de fazer, estarão diante de minha face, diz o Criador, assim há de estar a vossa posteridade e vosso nome. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, vira toda a carne a adorar perante mim, diz o Criador” (Is 66.22-23).

O que o Senhor está dizendo? Que iremos à presença do Criador de sábado em sábado ou de um sábado ao outro.

Por que os sabatistas só pegam a segunda parte do verso e não o verso todo? Veja que o verso também fala dos que guardam as festas da lua nova. A expressão que o profeta está usando, não é que o fato de estar sendo mencionado o dia de sábado, está dando uma confirmação de que estaremos guardando este dia, pois se assim for, os que guardam as festas da lua nova estarão lá também e são pessoas que observam festas pagãs, para não dizer satânicas, certo? Mas a ênfase não está nos dias, veja que se está falando em um período de um sábado até o outro, ou seja, um ciclo interminável é mais ou menos assim: abriremos o restaurante de sábado a sábado. Assim o verso está nos dizendo que não haverá um dia sequer que não estaremos na presença do Criador. Se refletir-mos sem nenhum preendimento doutrinário, tenho a absoluta certeza que verás exatamente como deve, ou seja, é uma expressão de infinito, ininterrupto, sem fim.

O mês começava no ciclo da lua nova, a neomênia, oportunidade em que também se ofereciam holocaustos ao Senhor (“E nos princípios dos vossos meses...” – Lv 23.11) dois bezerros, um carneiro e sete cordeiros seguidos de oblação de manjares e libações de vinho (vv. 11-14). “...este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano” (v.14).

Aos sacrifícios litúrgicos dos sábados hebdomadários e dos primeiros dias (=lua nova) de cada mês, os israelitas deveriam acrescentar holocaustos concernentes às festas, a começar pela da páscoa, a primeira de cada ano, com a discriminação do ritualismo dos holocaustos de cada uma.
À base dessas Escrituras (Lv 23 e Nm 28-29) tem-se o calendário litúrgico com os ritos sacrificais: semana, mês e ano, designados, respectivamente, pelas palavras “SÁBADOS, LUAS NOVAS E FESTAS”.

Quando Davi transmitiu a Salomão o trono real, dentre todas as suas recomendações, ao destacar os turnos e as funções dos levitas, às ordens dos “filhos de Arão no ministério da casa do Senhor”, das quais também era a de “E para estarem cada manhã em pé para louvarem e celebrarem ao SENHOR; e semelhantemente à tarde; E para oferecerem os holocaustos do SENHOR, aos SÁBADOS, nas LUAS NOVAS, e nas SOLENIDADES (=FESTAS), segundo o seu número e costume, continuamente perante o SENHOR” (1º Cr 23.30-31).

Na circunstancia de solicitar a colaboração do rei de Tiro para a construção do Templo, Salomão pede-lhe: E Salomão mandou dizer a Hirão, rei de Tiro: Como fizeste com Davi meu pai, mandando-lhe cedros, para edificar uma casa em que morasse, assim também faze comigo. Eis que estou para edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para a apresentação contínua do pão da proposição, para os holocaustos da manhã e da tarde, nos SÁBADOS e nas LUAS NOVAS, e nas FESTIVIDADES do SENHOR nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel (2º Cr 2.3-4).

Salientou-se o rei Ezequias como o restaurador do culto e das celebrações litúrgicas dos sacrifícios. “Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos; para os holocaustos da manhã e da tarde, e para os holocaustos dos SÁBADOS, e das LUAS NOVAS, e das SOLENIDADES; como está escrito na lei do SENHOR” (2º Cr 31.3).
Tendo sido reedificado o templo após o exílio babilônico, coube a Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, após a leitura pública da Lei, restabelecer outra vez o culto.

Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da casa do nosso Deus; Para os pães da proposição, para a contínua oferta de alimentos, e para o contínuo holocausto dos SÁBADOS, das LUAS NOVAS, para as FESTAS solenes, para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para expiação de Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus” (Ne 10.32-33).

Em todos esses textos, consoante as prescrições do livro de Números (28-29), sob a fórmula consagrada como num refrão: “SÁBADOS, LUAS NOVAS e FESTAS”, destaca-se a ordem natural e lógica dos holocaustos diários, semanais, mensais e anuais.
À luz dessas Escrituras seria ilógico e aberrante mesmo supor-se serem os SÁBADOS aludidos em Oséias 2.11 e em Colossenses 2.16 os tais sábados anuais, sinônimos de FESTAS.

Teríamos a seguir-se esta aberração, a referência em todos aqueles textos dos sacrifícios diários, ANUAIS, mensais e, de novo, ANUAIS.

Seria uma enumeração desprovida de ordem e lógica porque dos holocaustos diários passar-se-ia aos anuais, omitindo-se os semanais e os mensais, e dos anuais votar-se-ia aos mensais para tornar novamente aos sacrifícios anuais.

Confundirem-se os SÁBADOS das perícopes de Oséias 2.11 e de Colossenses 2.15 com as solenidades ou festas anuais é incorrer-se num pleonasmo sem sentido. Um pleonasmo e inconsequente com descabido sintoma de escandaloso sofisma. Com efeito, os dias de sacrifícios anuais, então, seriam apresentados, em Oséias e em Colossenses, duas vezes uma sob a palavra FESTA e outra sob o nome de SÁBADOS, incorrendo-se, em desacordo com Lv. 23.3, na omissão do dia dos sacrifícios semanais, o dia mais importante de todos.

Vamos, porém, ler outra vez as duas Escrituras:
Os 2.11: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas FESTAS, as suas luas novas, e os seus SÁBADOS, e todas as suas festividades”.

Cl. 2.16: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de FESTA, ou da lua nova, ou dos SÁBADOS”.

Ora, se os sábados são as mesmas festas anuais, ou se os sábados estão incluídos nessas festas, por que destaca-los das festas?

E nem se alegue aqui no caso a equivalência superlativo, absolutamente impossível, dada a interposição da expressão: “as suas luas novas” e “da lua nova” entre as palavras FESTAS e SÁBADOS.

A conclusão é potentíssima:

O termo plural SÁBADOS corresponde aos sábados semanais, “sombras das coisas futuras”.

No próprio Velho Testamento fui achar o emprego desse plural. “Estas são as solenidades do SENHOR... Além dos SÁBADOS do SENHOR...” (Lv 23.37-38). Ainda a locução plural “MEUS SÁBADOS”, oito vezes repetida em Ezequiel (20.12, 13, 16, 20, 21; 22.8, 26; 23.38), “SÁBADOS” (Ez 45.17; 46.3) sempre se referem ao sábado hebdomadário como, de resto, todos os sabatistas admitem e defendem.

Se nas passagens do Novo Testamento relacionadas acima onde se encontra o plural SÁBADOS ele quer dizer o sábado semanal, por que só em Cl 2.16 haveria de ser o tal sábado cerimonial das solenidades anuais?

Faltaria sentido! E semelhante argumento sabático revela desespero de causa!

Tanto em Oséias 2.11 como em Colossenses 2.16 deparamo-nos com a fórmula: “DIAS DE FESTA, LUAS NOVAS E SÁBADOS”.

Essa fórmula se refere aos dias santificados ANUAIS, MENSAIS e SEMANAIS.

Se em Levítico 23 se distinguem as datas do calendário das solenidades com suas características específicas, em Números 28 e 29 se prescrevem os pormenores rituais dos sacrifícios.

Além do holocausto diário de dois cordeiros, um de manhã e outro à tarde (cf. vvs. 3-4), nos sábados hebdomadários, “além do holocausto contínuo”, sacrificavam-se dois outros cordeiros como oferendas de manjares e libações (vvs. 9-10). “Holocausto é de cada SÁBADO, além do holocausto contínuo, e a sua libação” (v. 10).

Em Oséias 2.11: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas FESTAS, as suas LUAS NOVAS, e os seus SÁBADOS, e todas as suas festividades.”, é o anúncio da abolição, da supressão, da extinção, do fim de todo o cerimonialismo judaico, incluindo o SÁBADO SEMANAL por se este também do conjunto das disposições cerimoniais do pacto das obras.

Em Jesus Cristo cumpriu-se a promessa ao ser na cruz cravada a “cédula”: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de FESTA, ou da LUA NOVA, ou dos SÁBADOS” (Cl 2.16).

O sábado cerimonial, ou anual, já está incluído na expressão “dias de festas”, que são as festas anuais, “lua nova”, mensais e “sábados”, festa semanal. No versículo seguinte o apóstolo diz: “Que são sobras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.17). Isto é: são figuras das coisas futuras, que se cumpriram em Jesus. Foi por isso que Jesus afirmou ser o Senhor do sábado (Mc 2.28). “...ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas” (Hb 8.6).

Sábado, aqui, refere-se o dia semanal da lei judaica, portanto, ninguém vos julgue por isto. O sentido moral é a necessidade de se descansar um dia por semana, valendo para esse fim, qualquer deles. Sobre esta questão escreveu Paulo aos Romanos dizendo:

“Um faz diferença entre dia e dia, outro julga igual todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente” (Rm 14.5).

Paulo era um cristão emancipado quanto legalismo. Ele tanto se adaptou com os crentes judeus, como os gentios. Mas nem todos compreendiam esta maneira de pensar por falta de instrução ou debilidade de fé. Ele explica um faz diferença de dias, mas o outro julga ser igual cada dia. Por quê? Porque para Deus não faz diferença se guardarmos um dia ou outro para o Senhor, pois todos os dias de nossa vida devem ser para o Ele. Porém, nós cristãos preferimos ficar com Paulo e com os demais apóstolos de Cristo, que julgavam a lei apenas uma sobra das coisas futuras, conforme Hb 10.1 que diz: “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem”.

Você será sempre aceito do mesmo modo como era o judeu ao guardar o sábado semanal de acordo com a lei, pois na atualidade, Deus deve ser adorado em espírito e em verdade, portanto, é agradável em qualquer nação e lugar que assim o adore.

Não há evidência na Bíblia de que o mandamento do sábado é parte da lei moral e universal. É parte da lei cerimonial dada a Israel. Este sábado é um símbolo destinado a lembrar a Israel a vinda do Messias.

O ENSINO JUDAICO

Conforme o seu costume, Paulo foi lá e nos três sábados seguintes falou sobre as Escrituras Sagradas com as pessoas que estavam ali na sinagoga (At 17.2).

Como costume, os judeus não convertido se reuniam na sinagoga no dia de sábado para o estudo da Torá. Então Paulo usa de estratégia, como se fosse judeu para ganhar os judeus para Cristo. Ele aproveita o ensejo da reunião judaica para levar o evangelho aos seus irmãos que não conheciam a Cristo. Paulo usou muitas vezes está estratégia; “fiz-me de judeu para ganhar os judeus” (1ª Co 9.20-21). Embora tenha sido perseguido por seus irmãos judeus, Paulo nunca deixou de se preocupar com a alma deles (Rm 9.1-5).

Esses judeus não tinham a mentes fechadas; de bom grado receberam a palavra. E também não eram ingênuos, examinando cada dia nas Escrituras (At 17.11).

A estratégia que Paulo usou para ganhar seus irmãos judeus que tinha o costume de se reunirem no sábado, também pode ser usada por nós cristãos convertidos e conhecedores da verdade, para tirar aqueles que ainda estão debaixo da maldição da lei.


OS SABATISTAS NÃO CUMPREM A GUARDA DO SÁBADO

O conceito perpétuo, defendido pelos que guardam o sábado, inclui além do sábado: A festa da páscoa (Êx 32.14); As purificações (Êx 30.21); Os festivais sagrados (Lv 23.21); As festas dos tabernáculos (Lv 23.41); A circuncisão (Gn 17.12, 13). As festas da lua nova (Is 66.22 - 23).

Os sabatistas clássicos dos dias atuais julgam-nos pelo comer, pelo beber, por causa dos sábados (Cl 2.16), e não nos reconhecem como cristãos autênticos.

O Talmud foi além do que prescreveu Moisés em Levítico 11. Biblicamente, os judeus não são proibidos de comerem carne com leite, pois a ordem de Levítico é para não cozer o cabrito no leite de sua mãe (Êx 23.19; 34.26; Dt 14.21). Os sabatistas, no entanto, foram além do Talmud, incentivando o vegetarismo contrariando os ensinamentos de Deus ao povo de Israel: “Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito.... 8 naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão” (Êx 12.1, 8).

A páscoa no hb. Pesah, significa “passagem”. Festa com que os israelitas comemoraram a saída do Egito, e a passagem à libertação e à comunhão plena com Deus.

A ordem divina dada a Moisés, no entanto era para que cada família tomasse um cordeiro e comessem assado no fogo no dia determinado por Deus. Mas se comer carne hoje é pecado para alguns, então Deus não teria instruído o Seu povo a comer no dia da saída.

Ainda hoje os judeus ortodoxos não acendem lâmpada no dia de sábado, não põe em funcionamento um elevador aos sábados, pois consideram tais atos como a quebra do sétimo dia (Êx 35.3). Os elevadores dos edifícios em Israel são programados para tornar possível à chegada da pessoa ao andar desejado sem necessidade de apertar o botão. Todavia, os sabatistas não observam esses detalhes, demonstrando que nem mesmo eles cumprem a guarda do sábado.


PORQUE DOMINGO?

 Diz a Enciclopédia Encarta: Domingo, no Novo Testamento, é chamado “Dia do Senhor”. Em latim, dominica die, de onde deriva o seu nome nas línguas neolatinas, por exemplo: espanhol, domingo; italiano, domenica; e francês, dimanche; faladas por cerca de 400 milhões de pessoas”. “Dia do Senhor”, é uma expressão traduzida do original grego kuriake emera, de Apocalipse 1.9-10: “Eu João [...] fui arrebatado em espírito no Dia do Senhor [...]”. A palavra hebraica para o domingo é Yom Rishon, que significa “Dia Primeiro”.

Domingo é um vocábulo exclusivo do cristianismo. Essa palavra, bem como as suas análogas, não existia em nenhuma língua do mundo até o final do século 1o, quando o apóstolo João criou a expressão grega: Kuriakh.

Antigos documentos da Igreja primitiva, transcritos para o russo, relatam que João, encarcerado na ilha de Patmos, chorava muito ao chegar o primeiro dia da semana, ao lembra-se das reuniões para a Ceia do Senhor, celebrada sempre nesse dia: “No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão...” (At 20.7). E foi justamente em um “primeiro dia da semana” que Jesus, ressuscitado, lhe apareceu e lhe revelou os maravilhosos eventos do Apocalipse (Ap 1.10).

Vale realçar que o apóstolo João, ao frisar o dia da semana em que Jesus lhe apareceu, criou uma nova expressão na língua grega: Kuriakh hmera (kyriake hemera). Expressão esta que deu origem à palavra “domingo”.

Analisemos, agora, Apocalipse 1.10 à luz do original grego, da etimologia, da hermenêutica bíblica, da história e dos escritos patrísticos. 

Eis o que os mais abalizados biblicistas afirmam sobre a expressão joanina: kyriake hemera:

“Temos aqui a palavra kyriakos, em um sentido adjetivado, isto é, “pertencente ao Senhor”. Originalmente, esta palavra era usada com o sentido imperial, como algo que pertencia ao César romano. ‘Os crentes primitivos [...] aplicaram-na ao domingo, o primeiro dia da semana’. Esse é o uso que se encontra em Didaché 14 e Inácio, Magn. 9, que foram escritos não muito depois do Apocalipse”. 

“‘O dia do Senhor’, em Apocalipse 1.10, é tido pela maioria dos autores como o domingo”. 
A Enciclopédia Histórica Teológica da Igreja Cristã afirma: A frase “o dia do Senhor” (kuriake emera), ocorre uma só vez e isto se dá no último livro (Ap. 1.10).

 [...] Expressava a convicção de que o domingo era o dia da ressurreição, quando Cristo Jesus conquistou a morte, e se tornou o Senhor de todos (Ef 1.20-22). Não há nenhuma outra ocorrência da expressão de João em toda a Bíblia, nem sequer mesmo na Septuaginta. A expressão “O Dia do Senhor” (yom YHWH) em Joel 2.1, sempre foi vertida para o grego como emera kuriou. Vemos aqui duas razões tremendas: a primeira é a ressurreição de Cristo, que ocorreu, como sabemos, num domingo (Mt 28.1; Mc 16.2; Lc 24.1; Jo 20.1); em segundo lugar vemos distinção do dia senhorial do dia da parousia (arrebatamento – 1ª T. 2.19; 3.13; 4.15; 5.23), que também é chamado Dia do Senhor (At 2.20; 1ª Co 5.5; 2ª Pe 3.10; 1ª Ts 5.2). A palavra kuriakos é uma forma adjetivada da palavra kurios e significa exatamente “que diz respeito ao Senhor”, “pertencente ao Senhor” ou “senhorial”. A tradução mais literal de Apocalipse 1.10 seria: “eu fui arrebato em espírito no dia senhorial”. Como o adjetivo senhorial raramente é usado, partiu-se para o uso do seu sinônimo: dominical. Por quê? A palavra ‘senhor’ em latim é dominus. Daí vem o adjetivo dominical, correspondente ao substantivo “senhor” (por ex. Dom Pedro II = senhor Pedro II). Quando dizemos algo referente ao povo, não dizemos povoal, mas popular, que vem do latim populus. Por isso dominical significa referente ao Senhor. Domingo não é importado do paganismo, como saturdey; nem do judaísmo, como é o sábado. É o nome criado pelo apóstolo João para comemorar o dia da ressurreição de Cristo, consumando a libertação de toda a humanidade.

A palavra domingo é tradução literal da expressão criada por João e vertida para o latim como dominica die, por sua vez corretamente traduzida da Vulgata para as línguas neolatinas como domingo (português e espanhol), domenica (italiano) e dimanche (francês).

Acertadamente, Jerônimo verteu Kuriakh ‛mera (kyriake hemera) para a Vulgata Latina como Dominica die (“dia dominical”, “domingo”) e não como dia domini (“dia do Senhor”). Veja:

“Fui in spiritu in dominica die et audivi post me vocem magnam tamquam tubae”(Ap 2.10). 

Daí, a clássica versão de Antônio Pereira de Figueiredo traduzir: “Eu fui arrebatado em espírito hum dia de domingo, e ouvi por detrás de mim huma grande voz, como de trombeta” (1819).

Resgatando verdades históricas:

Documentos escritos nos três primeiros séculos, muito antes de Constantino existir (280-337), adotaram e conservam, todos eles, a mesma expressão concebida pelo apóstolo João para referir-se ao glorioso dia da ressurreição de Jesus Cristo.

Século 1º: O ensino dos apóstolos:
Possivelmente, contemporâneo do Apocalipse: “E no dia do Senhor Kyriake hemera, congregai-vos para partir o pão e dai graças”. 

Século 2º : Escritos de Melito de Sardes:

Nestes escritos, há um tratado sobre a adoração no domingo, intitulado: peri kyriakes (acerca do dia dominical), “dia do Senhor”, isto é, “domingo”.

Ano 115: Epístola de Inácio aos magnesianos:
“Porque se no dia de hoje vivermos segundo a maneira do judaísmo, confessamos que não temos recebido a graça [...] Assim pois, os que haviam andado em práticas antigas alcançaram uma nova esperança, já sem observar os sábados, porém modelando suas vidas segundo o ‘dia do Senhor’ (Kyriaken zontes)”.

Ano 130: O “evangelho de Pedro”:
É um documento histórico comprovadamente escrito no princípio do século 2o, e também se refere ao dia da ressurreição usando o mesmo adjetivo kyriakes, que, na edição de Jorge Luís Borges, é traduzido corretamente por “domingo”.

Ano 132, ou antes: Epístola de Barnabé:
“Portanto, também nós guardamos o oitavo dia ( Kyriake hemera, ‘domingo’) para nos alegrarmos em que também Jesus se levantou dentre os mortos e, havendo sido manifestado, ascendeu aos céus”. 
150—168: Justino Mártir, Eusébio, Clemente de Alexandria

Escritores dos séculos 2º e 3º, todos eles também adotaram o Kyriake hemera criado por João para o “dia da ressurreição”, vertido para o latim como Domínica die (“dia dominical”) e passado para o português como “domingo”.

A singularidade do nome domingo.

“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana...” (Mc 16.9).

Alguns alegam que a palavra “domingo” não consta na Bíblia. É verdade. Não encontramos nos textos originais a palavra portuguesa “domingo”, como também não encontramos as palavras: Deus, casa, livro, amor ou sábado, mas, sim, as suas correspondentes nas línguas hebraica, aramaica ou grega.

Domingo é a tradução literal da expressão criada pelo apóstolo João: Kuriakh ‛mera (kyriake hemera), vertida para o latim como Domínica die e corretamente traduzida em todas as versões da Vulgata para as línguas neolatinas como dominu lui, domingo, mingo, domenica, dimanche, e outros nomes semelhantes no galego, no provençal, no franco-provençal, no romeno, no reto-romano, no sardo e no dalmático, faladas por mais de 400.000 000 de pessoas!

As seguintes traduções: de Antônio Pereira de Figueiredo, do Centro Bíblico Católico, dos Monges de Maredsous, de João José Pedreira de Castro, do Dr. José Basílio Pereira, do Mons. Vicente Zioni e Matos Soares, bem como qualquer outra versão do Novo Testamento para o português ou para o espanhol, feita da Vulgata Latina, trazem em Apocalipse 1.10 a palavra “domingo”.

Domingo não é um nome importado do paganismo, como saturday (“dia de Saturno”), nem do judaísmo, como shabath (“descanso”). 
Domingo não é dia comemorativo da criação do mundo nem da libertação do povo de Israel, tampouco dia de descanso, pasmaceira, televisão, futebol, pescarias, clubes ou jogatina.

Domingo é dia de oração, de adoração, dia de cultuarmos a Deus, dia de atividade espiritual, como evangelismo, visita aos necessitados, aos encarcerados ou enfermos!

Domingo é o nome de um dia exclusivo do cristianismo, criado por João para caracterizar e distinguir o dia da vitória de Jesus sobre a morte, consumando a libertação de toda a humanidade.

Para o cristão, o sábado judaico já não é obrigatório. As exigências cerimoniais foram canceladas na morte de Cristo (Cl 2.14; Rm 14.5-6; Gl 4.9-11). Alem disso, o sábado como dia fixo semanal de descanso foi parte do pacto entre Deus e Israel somente (Êx 31.13-17; Ez 20.12, 20).

Os cristãos observam o domingo como dia de repouso pessoal e adoração ao Senhor. É o dia que Jesus ressurgiu entre os mortos, sendo chamado no N.T. de “o Dia do Senhor”. Uma vez que o cristão não mais obrigado a observar o sábado judaico, ele tem fortes razões bíblicas para dedicar um dia, em sete, para seu repouso e adoração a Deus.

O princípio de um dia sagrado de repouso foi instituído antes da lei judaica:

“E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou” (Gn 2.3).

Isto indica que o propósito divino é que um dia, em sete, fosse uma fonte de benção para toda a humanidade e não apenas para a raça judaica.

[...] Os gloriosos acontecimentos do primeiro dia da semana fizeram com que o dia de descanso tomasse o lugar do sétimo. Enquanto no sábado do Antigo Testamento é comemorada a completa execução da extraordinária obra da criação, infelizmente corrompida pelo pecado, no “sábado cristão”, chamado no Novo Testamento de “Dia do Senhor”, é comemorada a consumação da obra de redenção, ainda maior que a da criação. Na lei o sábado era santo, na graça todos os dias são santos, sendo o primeiro dia separado para o Senhor.

Com a ressurreição de Jesus, proclamou-se a vitória dos filhos do primeiro Adão. Contudo, os evangélicos não estão obrigados a guardar o domingo da mesma maneira como os judeus guardavam o sábado, pois nenhuma recomendação nesse sentido existe no Novo Testamento.

Mas observância daquilo que já foi consumado por Cristo no Calvário é uma ofensa à graça divina. É contestar a gloriosa obra de redenção, concluída por Jesus, considerando ineficaz o sacrifício supremo do Filho de Deus [Abraão de Almeida. Revista Obreiro P. 30].

O propósito espiritual de um dia de descanso em sete é benéfico ao cristão. No A.T. esse dia era visto como uma cessação do labor e ao mesmo tempo um dia dedicado a Deus; um período para se conhecer melhor a Deus e adorá-lo; uma oportunidade para dedicar-se em casa e em público às coisas de Deus (Nm 28.9; Lv 24.8).

Assim como o sábado era sinal do conserto de Israel como povo de Deus (Êx 31.16-17), o dia de adoração do cristão (o domingo) é sinal de que este pertence a Cristo.

Jesus nunca ab-rogou o princípio de um dia de descanso para o homem. O que Ele reprovou foi o abuso dos líderes judaicos quanto à guarda do sábado (Mt 12.1-8; Lc 13.10-17; 14.1-6).



CONSTANTINO E O DOMINGO

Dizem os sabatistas, que o imperador romano, Constantino, trocou o sábado pelo domingo. Isso não é verdade. A palavra domingo, como já vimos caracteriza o “Dia do Senhor”.

No Novo Testamento o sábado é o único mandamento do Decálogo não repetido depois do dia de Pentecostes que aconteceu após a ressurreição de Cristo e registrado no capítulo 2 do livro dos Atos dos apóstolos. A Igreja de Cristo fez do domingo (dia do Senhor) o seu dia de culto conforme Atos capítulo 20 v. 7 que diz: No primeiro dia da semana (domingo) estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir de viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. 

Dentre as razões da substituição do sábado pelo domingo como dia semanal de repouso para a Igreja, destaca-se a seguinte:

1.      Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9).
 “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” (Mt 28.1).

“E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol” (Mt 16.2).

“E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas” (Lc 24.1).

“E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro” (Jo 20.1).

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco” (Jo 20.19).

O primeiro dia da semana foi o dia especial das manifestações de Cristo ressuscitado. Manifestou-se cinco vezes no primeiro domingo e outra vez no domingo seguinte (Lc 24.13, 33, 36; Jo 20.1; Jo 20.13, 19, 26).

O Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes, um dia de domingo
(Lc 23.15, 16, 21; At 2.1-4).

2.      Os cristãos dos tempos apostólicos costumavam se reunir aos domingos para celebrar a Santa Ceia do Senhor, pregar, e separar suas ofertas para o Senhor.

“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até a meia-noite” (At 20.7).
“No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar (1ª Co 16.2).

“Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1º Co 16.1-2).

O primeiro dia da semana foi o dia adotado pelos apóstolos como o “dia do Senhor”, que era o domingo.

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7).

3.      O domingo veio substituir o sábado como dia de culto em celebração da ressurreição.

Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta” (Ap 1.10). Na época de ser escrito este Livro (95 d.C.), o domingo já tinha sido consagrado pela a igreja como dia especial de cultuar o Senhor Jesus Cristo.

“Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.12).

O batismo simboliza a morte do velho homem (2ª Co 5.17; Gl 6.15), ou seja, quando fomos batizados, fomos também sepultados com Cristo, e no batismo também fomos ressuscitados com Ele por meio da fé. Se Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana e este dia foi considerado como o “Dia do Senhor” pela igreja primitiva, e, também nós cristãos que recebemos este batismo, fomos ressuscitados com Ele na Sua morte. Então consideramos também este dia como o “Dia do Senhor”.

Assim esta prática foi tornada comum, sem decreto humano e sem imposição. Foi algo espontâneo. Constantino apenas confirmou uma prática antiga dos cristãos.

Nesse período da graça, não precisamos guardar o sábado de descanso, como os israelitas. A Igreja não está debaixo da lei mosaica (Rm 6.14; Lc 16.16; Gl 4.1ss). A Palavra de Deus afirma: “ninguém vos julgue [...] por causa dos [...] sábados, que são sombras das coisas futuras” (Cl 2.16,17). Isso não significa, evidentemente, que devemos desobedecer aos outros mandamentos.

Para os israelitas, não guardar o sábado significava quebrar a aliança mosaica (Is 56.4-6; Êx 31.15). Para nós, não cultuar a Deus no domingo — considerado “o dia do Senhor” — ou em outro dia aprazível não denota quebra de pacto com o Senhor. No máximo, revela negligência, no caso do crente que deixa de ir ao culto por qualquer motivo (Ef 5.14-16).

Concluímos, então que, se o cristão quiser um dia entrar no eterno descanso com Deus, deve ser um cumpridor das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus e não de uma lei cerimonial abolida por Cristo que não nos dá o direito de sermos salvos, mas somos salvos pela fé em Cristo Jesus. Amém!


FONTE DE PESQUISA

1.      ABRAÃO DE ALMEIDA. Revista Obreiro, Ano 23, nº 14. Editora CPAD, Rio de janeiro – RJ.
2.      ANTÔNIO GILBERTO, lições bíblicas, 4º trimestre, 1992, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
3.      ANTÔNIO GILBERTO, lições bíblicas, 1º trimestre, 1997, CPAD, Rio de janeiro, RJ.
5.      BÍBLIA EXPLICADA, S.E.McNair, 4ª Edição, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
6.      BÍBLIA PENTECOSTAL, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
7.      BÍBLIA SHEDD, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
8.      BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, 1995, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
9.      CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE, Dicionário Teológico, p. 286, 8ª Edição, Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
10.  CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE, Lições Bíblicas, 2ª trimestre de 2008, Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
11.  Dr ANÍBAL PEREIRA DOS REIS. A GUARDA DO SÁBADO. Capítulo 6/24. Edições “Caminho de Damasco”. São Paulo, 1977.
12.  DANIEL SILAS. Manual do Obreiro ano 27 –nº 29 – 2005. Editora CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
13.  Devemos guardar o Sábado? http://salvandoalmas-na.comunidades.net/index.php?pagina=1083208191
14.  Edmar Cunha de Barcellos. Domingo - o dia que o Senhor fez! ICP http://www.icp.com.br/76materia.asp Acesso dia 9/12/2014.
15.  ELIENAL CABRAL, lições bíblicas, 1º trimestre 2007, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
16.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 3º trimestre 2004, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
17.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 4º trimestre 1991, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
18.  ELIEZER LIRA, lições bíblicas, 1º trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
19.  ELWELL A. Walter. Enciclopédia Histórica Teológica da Igreja Cristã. Soc. Religiosa Edições Vida Nova, 1988.
20.  ENCICLOPÉDIA DE BÍBLIA TEOLOGIA E FILOSOFIA. Editora e distribuidora Candeia, 1991, vol. 2, p. 213.
21.  ENCICLOPÉDIA ENCARTA 99. 1993-1998 Microsoft Corporation, sobre o verbete: domingo.
22.  EPÍSTOLA DE BARNABÉ. 15. LIGHTFOOT, J. B. Los Padres Apostólicos, p. 299-301- Libros Clie. Barcelona, Espanha.
23.  EZEQUIAS SOARES SILVA, lições bíblicas, 2º trimestre de 1997, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
24.  EZEQUIAS SOARES, lições bíblicas, 2ª trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
25.  EVANGELHOS APÓCRIFOS. Vol. 1, p.323-5. Hyspamérica ediciones S.A.Santiago, 12. 28013 Madrid, 1985.
26.  HENRY Mattthew. Comentário Bíblico. Editorial Clie (Barcelona),1999, p.1924-c.
27.  HOUSE, Ninth Printing, Michigan, 1974.
28.  ICP, INSTITUTO CRISTÃ DE PESQUISA, Série Apologética, Volomes I - VI, Site, www.icp.com.br
29.  IGNÁCIO. (Pros tous magnesiai). Aos magnesianos IX.
30.  IUXTA VULGATAM VERSIONEM Robertus Weber, Editio Altera Emendata, Stuttgart, 1975.
31.  JOSÉ PIO DA PAZ, O que é o Adventismo, 2ª Edição 1984, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
32.  JOSÉ ELIAS CROCE, Lições bíblicas, 1º trimestre 2000, Ed. Betel.
33.  JOHN STOTT, Romanos, 1ª Edição, 2000, Ed. ABU, SC.
34.  JÜRGEN BECKER, Apóstolo Paulo, Edição 2007, Editora Academia Cristã.
35.  MIGUEL ÂNGELO L MACIEL. O Filho do Homem...Senhor do sabath.
36.  Myths of the Bible How Ancient Scribes Invented Biblical History de Gary Greenberg, pp. 39-40. Tradução de Eduardo Galvão Junior. Acesso dia 11/12/2014: http://porquenaocreio.blogspot.com.br/2013/08/mito-deus-descansou-setimo-dia-genesis.html
37.  PATRÍSTICOS. Escritos dos proeminentes líderes cristãos dos primeiros séculos, também chamados “pais da Igreja”.
38.  PETTINGILL William D.D. Bible Questions Answered, p.177. “The first day of the week is doubtless ‘the Lord’s day’ refereed to in Ap 1.10”. Zondervan Publishing.
39.  PRIMEIRA EDIÇÃO COMPLETA DA BÍBLIA CATÓLICA. Lisboa, MDCCC XVIIII. Na Officina da Acad. R. das Sciencias com licença da Meza do Desembargo do paço e privilégio.
40.  RAIMUNDO OLIVEIRA, Lições Bíblicas, 1º Trimestre de 1986, Editora CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
41.  RAIMUNDO OLIVEIRA, Heresiologia – 2ª Edição – EETAD, São Paulo SP.
42.  R.N.Chaplin & J.M. Bentes. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 1991, vol. 2, p.213.
43.  R.N.Chaplin & J.M. Bentes. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 1991, vol. 2, p. 214.
44.  Septuaginta, Versão dos LXX, ou Alexandrina, é uma tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego feita em Alexandria, a mando de Ptolomeu II (Filadelfo) (284-247 a.C.). Alguns livros não pertencentes ao cânon judaico foram incluídos nessa versão: (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I e II Macabeus, e acréscimos aos livros de Ester e Daniel). Jerônimo verteu para a Vulgata Latina, explicando que tais livros não pertenciam às Escrituras Sagradas judaicas. Mas o Concílio de Trento, em 1548, os anexou ao Antigo Testamento, classificando-os como “Deuterocanônicos”. Para os judeus, e para os evangélicos, porém, continuam sendo “apócrifos”, úteis apenas como subsídios ao estudo da história e da cultura judaica, mas sem a autoridade dos livros canônicos, inspirados por Deus.