TEOLOGIA EM FOCO

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A CELEBRAÇÃO DA FESTA DOS TABERNÁCULOS

Neemias 8.13-16:Ora, no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças das casas paternas de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, na presença de Esdras, o escriba, para examinarem as palavras da lei; 14 e acharam escrito na lei que o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenara que os filhos de Israel habitassem em cabanas durante a festa do sétimo mês; 15 e que publicassem e fizessem passar pregão por todas as suas cidades, e em ramos de oliveiras, de zambujeiros e de murtas, folhas de palmeiras, e ramos de outras árvores frondosas, para fazerdes cabanas, como está escrito. 16 Saiu, pois, o povo e trouxe os ramos; e todos fizeram para si cabanas, cada um no eirado da sua casa, nos seus pátios, nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim”.

INTRODUÇÃO. As festas estabelecidas por Deus tinham por finalidade levar o Seu povo a se aproximar do Senhor e a maioria confraternização espiritual. Dentre todas, a festa dos tabernáculos revelava a misericórdia divina, enquanto Israel caminhava no deserto e mostrava Seu cuidado em preservar um povo, que havia sido eleito em Abraão. Para autenticar o propósito divino das festas, Jesus se fez presente em todas elas durante o tempo que esteve na terra.

I. DEUS INSTITUIU FESTAS PARA O SEU POVO

1. Deus estabeleceu festas para celebração.Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas convocações” (Lv 23.2).
1.1. As festas são exclusiva ao Senhor. “São estas as festas fixas do Senhor, santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado” (Lv 23.4).

2. Uma oportunidade para alegrar-se em Deus.
2.1. O mandamento sobre a festa dos tabernáculos. “Nela não comerás pão levedado; por sete dias comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua vida” (Dt 16.3).
2.2. As festas judaicas ofereciam aos homens, reunirem com suas famílias. “De ano em ano este homem subia da sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló. Assistiam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. No dia em que Elcana sacrificava, costumava dar quinhões a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas” (1º Sm 1.3-4).
2.3. As famílias se reuniam juntas. “E na tua festa te regozijarás, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, e o levita, o peregrino, o órfão e a viúva que estão dentro das tuas portas” (Dt 16.14).
2.4. O povo de Deus é sempre alegre. “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos” (Fl 4.4).
2.5. Uma festa de gratidão pelos benefício recebido do Senhor. “E te alegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti” (Dt 26.11).

3. Uma oportunidade para estar diante do Senhor.
3.1. As festas judaicas oferecia aos homens, certamente com suas famílias. “De ano em ano este homem subia da sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló. Assistiam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. No dia em que Elcana sacrificava, costumava dar quinhões a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas” (1º Sm 1.3-4).
3.2. Uma oportunidade para estarem diante do Senhor. “Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos. Não aparecerão vazios perante o Senhor” (Dt 16.16).
3.3. A Igreja primitiva diariamente estavam no templo.
“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).

4. Uma oportunidade para ofertar.
4.1. A ordenança divina era para que ninguém aparece vazio diante do Senhor. “...na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos. Não aparecerão vazios perante o Senhor” (Dt 16.16b).
4.2. Conforme suas posses. “Cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado” (Dt 16.17).
4.3. O ato de ofertar é mandamento divino. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra” (2ª Co 9.7-8).

II. A FESTA DOS TABERNÁCULOS É UM MEMORIAL

Dentre as três grandes festas comandadas por Deus, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para nós cristãos. É comemorado no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.

1. Uma festa ordenada por Deus.
“Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Desde o dia quinze desse sétimo mês haverá a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias” (Lv 23.33-34).
1.1. A Festa dos Tabernáculos tinha como objetivo fazer o povo se lembrar do tempo em que morou em tendas, durante a peregrinação pelo deserto, e que Deus o sustentou ali, após havê-lo tirado da escravidão no Egito. “Para que as vossas gerações saibam que eu fiz habitar em tendas de ramos os filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 23.43.

2. O Senhor instituiu não só a festa mas também a data.
2.1. O que significa pentecoste. O termo “Pentecostes” se originou a partir do grego pentēkostḗ, que significa “quinquagésimo”, em referência aos 50 dias que se sucedem depois da Páscoa.
2.2. No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinquenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas.
“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2,1-4).

3. Uma oportunidade para sacrificar ao Senhor.
3.1. Nas festas instituídas por Deus, o povo tinha oportunidade para sacrificar ao Senhor “Estas são as festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada qual em seu dia próprio” (Lv 23.37).
3.2. O crente no tempo da graça também sua oportunidade de sacrificar ao Senhor. “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1-2).

4. Uma festa que Jesus participou.
4.1. Jesus participou das festas judaicas. “Depois disso havia uma festa dos judeus; e Jesus subiu a Jerusalém” (Jo 5.1).
4.2. Na festa dos Tabernáculos. “Depois disto andava Jesus pela Galiléia; pois não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo. Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos. 11 Ora, os judeus o procuravam na festa, e perguntavam: Onde está ele”? (Jo 7.1-2, 11).
4.3. Na festa dos Tabernáculos Jesus se manifesta a multidão. “Diziam então alguns dos de Jerusalém: Não é este o que procuram matar? E eis que ele está falando abertamente, e nada lhe dizem. Será que as autoridades realmente o reconhecem como o Cristo? Entretanto sabemos donde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá donde ele é. Jesus, pois, levantou a voz no templo e ensinava, dizendo: Sim, vós me conheceis, e sabeis donde sou; contudo eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis” (Jo 7.25-28).
4.4. Nesta festa Jesus faz um dos grandes convites a multidão. “Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7.37-38).
4.5. O cristão também deve aproveitar as oportunidades para pregar o evangelho. “Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho”! (1ª Co 9.16).

III. A FESTA DOS TABERNÁCULOS NOS DIAS DE NEEMIAS

1. O povo que estava voltando do cativeiro babilônico, pouco a pouco estavam retornando para as ordenanças divinas concernente as festas em Israel. “E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês” (Ed 6.19).
1.1. Esdras ao ler menciona o mês da comemoração da festa ordenada por pelo Senhor a Moisés. “E acharam escrito na lei que o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenara que os filhos de Israel habitassem em cabanas durante a festa do sétimo mês” (Ne 8.14).
1.2. Trouxe alegria entre o povo. “E toda a comunidade dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas, e habitaram nelas; pois não tinham feito assim os filhos de Israel desde os dias de Josué, filho de Num, até aquele dia. E houve mui grande regozijo” (Ne 8.17).

2. O desejo em obedecer à Lei.
2.1. Ouviram a Lei. “E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês” (Ne 8.2).
2.2. Os sacerdotes se reuniram para examinar a Lei do Senhor. “Ora, no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças das casas paternas de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, na presença de Esdras, o escriba, para examinarem as palavras da lei” (Ne 8.13).
2.3. O crente deve examinar a Escrituras para entender a vontade do Senhor. “Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Ef 5.17).

3. A Lei revela a ordenança divina.
3.1. Após examinarem as escrituras acharam o propósito divino para o povo de Deus. “E acharam escrito na lei que o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenara que os filhos de Israel habitassem em cabanas durante a festa do sétimo mês” (Ne 8.14).
3.2. Jamais podemos desprezar as Escrituras. “Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).

4. Os líderes convocaram o povo para cumprir a Lei.
4.1. Diante da descoberta da lei, estando no sétimo mês (Ne 8.1a), os líderes de Judá conclamaram o povo, dizendo: “E que publicassem e fizessem passar pregão por todas as suas cidades, e em ramos de oliveiras, de zambujeiros e de murtas, folhas de palmeiras, e ramos de outras árvores frondosas, para fazerdes cabanas, como está escrito” (Ne 8.15).
4.2. Nos dias atuais, para cumprir com os objetivos divinos é necessário trabalhar. “Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando- se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi. Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mt 21.28-31).

IV. O POVO DE DEUS FESTEJA A LIBERDADE

1. Após 70 anos distante de Jerusalém, era o momento festivo para comemorar a liberdade. “E toda a comunidade dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas, e habitaram nelas; pois não tinham feito assim os filhos de Israel desde os dias de Josué, filho de Num, até aquele dia. E houve mui grande regozijo” (Ne 8.17).
1.1. Assim como eles vivemos em intensa festividade, pois também fomos libertos do cativeiro de Satanás. “E que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado” (Cl 1.13).

2. Cada um teve a oportunidade de festejar.
2.1. Com o material nas mãos, os judeus puderam festejar, cada um no seu lugar, cumprindo assim o mandamento do Senhor. “Saiu, pois, o povo e trouxe os ramos; e todos fizeram para si cabanas, cada um no eirado da sua casa, nos seus pátios, nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim” (Ne 8.16).
2.2. O cristão deve festejar sua vitória para que jamais esqueça das misericórdias do Senhor. “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios” (Sl 103.1-2).

3. A festa trouxe renovação ao povo.
3.1. As festas do Senhor haviam sido esquecida desde os dias de Josué. “E toda a comunidade dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas, e habitaram nelas; pois não tinham feito assim os filhos de Israel desde os dias de Josué, filho de Num, até aquele dia. E houve mui grande regozijo” (Ne 8.17).
3.2. O Senhor Jesus nos deixou uma grande festa. “E, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim” (1ª Co11.24).
O propósito: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22.19). A Ceia do Senhor é nossa oportunidade para lembrar o sacrifício que Jesus fez na cruz, pelo qual ele nos oferece a esperança da vida eterna. A Ceia do Senhor não pretende ser um memorial do nascimento, da vida ou da ressurreição de Cristo. É um momento especial no qual os cristãos refletem sobre o Salvador sofredor para serem lembrados do alto preço que ele pagou por nossos pecados. Precisamos manter este tema central do evangelho (1ª Co 2.1-2) em nossas mentes.
3.3. Através dele podemos renovar nossa aliança com Ele. “Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha” (1ª Co 11.26).

4. A lei foi lida durante a festa.
4.1. Durantes os sete dias de festa a Palavra de Deus era lida todos os dias. “E Esdras leu no livro da lei de Deus todos os dias, desde o primeiro até o último; e celebraram a festa por sete dias, e no oitavo dia houve uma assembleia solene, segundo a ordenança” (Ne 8.18).
4.2. O crente também deve festar lendo a Palavra de Deus. “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.13-15).


CONCLUSÃO. As festas, que sempre tiveram um importante significado na vida de Israel, foram desprezadas pelo povo de Deus. Foi preciso um “cativeiro” para fazê-los voltar ao primeiro amor e encontrar um novo significado espiritual para os mandamentos de Deus. Do mesmo modo, a Igreja não pode desprezar os mandamentos do Senhor Jesus, pois eles trazem alegria e renovação espiritual para todos nós.

Pr. Elias Ribas
Igreja Ev. Assembléia de Deus
Blumenau - SC.

sábado, 9 de setembro de 2017

O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS


Neemias 10.28-31: “E o resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os netineus e todos os que se tinham separado dos povos das terras para a Lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os sábios e os que tinham capacidade para entender 29 firmemente aderiram a seus irmãos, os mais nobres de entre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na Lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos; 30 e que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos; 31e de que, trazendo os povos da terra no dia de sábado algumas fazendas e qualquer grão para venderem, nada tomaríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e livre deixaríamos o ano sétimo e toda e qualquer cobrança.

INTRODUÇÃO. Ao aceitarmos a Cristo como o nosso Senhor e Salvador, comprometemo-nos diretamente em seguir seus ensinamentos, pois não há possibilidade alguma de dizermos que somos seus seguidores sem vivê-los. Israel descobriu, após muito sofrimento, que se tivesse guardado a Lei, o povo não terminaria no cativeiro, as cidades não teriam sido devastadas e os muros não necessitariam de reconstrução. Quando pautamos nossa vida nas Sagradas Escrituras, naturalmente passamos a ter comunhão com o Senhor e a Sua boa mão permanece sobre nós. O avivamento experimentado pelo povo de Deus, fez com que os israelitas assumissem um compromisso de obedecer ao Senhor e à Sua Palavra.

I. DEUS INSTITUIU TRÊS GRANDES ALIANÇA

1. Desde que o Senhor criou o homem, Deus fez várias alianças para estabelecer propósitos.

1.1. Aliança com Abraão. “Estabelecerei o meu pacto contigo e com a tua descendência depois de ti em suas gerações, como pacto perpétuo, para te ser por Deus a ti e à tua descendência depois de ti. Dar-te-ei a ti e à tua descendência depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão; e serei o seu Deus” (Gn 17.7-8).

Desde a chamada de Abraão, Deus fez uma aliança com Seu povo. Nela estava incluso todo um propósito de estabelecer Israel, como nação, na terra. Apesar dos fracassos do povo de Deus a aliança foi mantida. Ela se tornou parte de Israel. Ao restaurar Seu povo do cativeiro reconduzi-los à Jerusalém, o Senhor manteve Sua aliança e esperou que Israel fizesse a sua parte. O povo fez, e uma nova oportunidade surgiu na vida daqueles que, sinceramente, buscavam o concerto do Senhor.

1.2. Aliança com Noé. “Sim, estabeleço o meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio; e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra” (Gn 9.11).

1.3. Aliança em Horebe. “Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos” (Êx 24.7).

1.4. Aliança com Cristo. “Pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mt 26.28).

II. A ALIANÇA NOS DIAS DE NEEMIAS

1. Um concerto com Deus. Após a restauração dos muros de Jerusalém, os judeus experimentaram um genuíno e profundo avivamento, levando-os a firmar o solene compromisso de obedecer rigorosamente a Palavra de Deus. “E, com tudo isso, fizemos um firme concerto e o escrevemos” (Ne 9.38).

2. Os líderes como exemplo - (Ne 10.28-29). Nesse concerto, os líderes judaicos portaram-se exemplarmente e foram admirados pelo povo. Quando o obreiro age com fidelidade e amor, todos o seguem com alegria e obedecem, com júbilo, o que Deus nos ordena em Sua Palavra.

2.1. Liderança é, acima de tudo, caráter e exemplo. “Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1ª Pe 5.1-3).
Sem tais quesitos, os resultados são deploráveis.

III. OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS

1. A instrução das Escrituras.Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura” (Ne 8.8).

1.1. Humilharam-se e arrependeram diante do Senhor com jejuns e sacos. “Ora, no dia vinte e quatro desse mês, se ajuntaram os filhos de Israel em jejum, vestidos de sacos e com terra sobre as cabeças” (Ne 9.1).

1.2. Sob a liderança de Neemias, o povo, seguindo o exemplo de seus líderes, assumiu o compromisso de observar integralmente a Lei de Deus. “Firmemente aderiram a seus irmãos, os mais nobres de entre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na Lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos” (10.29).

É urgente romper com o estilo de vida deste presente século e assumir, com temor e tremor, o que nos prescreve o Livro dos livros.

“A exposição das tuas palavras dá luz; dá entendimento aos simples” (Sl 119.130).

O progresso da família, da Igreja ou da nação depende fundamentalmente da observância da Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada é o guia seguro e infalível que nos conduz a uma vida vitoriosa e abundante.

1.3. A exposição da Palavra traz esperança. “E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele o pacto de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e tu cumpriste as tuas palavras, pois és justo. Também viste a aflição de nossos pais no Egito, e ouviste o seu clamor junto ao Mar Vermelho” (Ne 9.7-8).

IV. O CUIDADO COM O TEMPLO DO SENHOR

1. O Templo. Os israelitas amavam o Santo Templo, pois era o lugar em que adoravam ao Senhor. Por causa disso, comprometeram-se a ofertar, voluntária e regularmente, os “dízimos da terra” para a manutenção do culto divino (Ne 10.32-38).

1.1. Para os israelitas, servir a Deus naquele santuário era um ato de indizível ventura. Infelizmente, muitos já não sentem alegria de estar na casa de Deus. A Bíblia, porém, exorta-nos a que não deixemos “a nossa congregação, como é costume de alguns” (Hb 10.25).

1.2. O salmista sentia alegria enquanto se encaminhava ao santuário divino. “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Sl 122.1).

2. A manutenção da casa do Senhor.
2.1. O Sacerdócio fora uma instituição divina. “Depois farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão” (Êx 28.1).

2.2. Nos dias de Neemias o povo havia negligência com suas contribuições. “Pois os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas dos cereais, do mosto e do azeite para aquelas câmaras, em que estão os utensílios do santuário, como também os sacerdotes que ministram, e os porteiros, e os cantores; e assim não negligenciarmos a casa do nosso Deus” (Ne 10.39).

2.3. A Bíblia ensina que aquele que nos abençoa, deve ser também ser abençoado por nós. “E o que está sendo instruído na palavra, faça participante em todas as boas coisas aquele que o instrui” (Gl 6.6.).

2.4. Não podemos desamparar a obra de Deus. “Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus” (2ª Co 9.12).

2.5. A contribuição para Casa de Deus é uma ordenança divina! “Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da Casa do nosso Deus; para os pães da proposição, e para a contínua oferta de manjares, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, e para as festas solenes, e para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para reconciliar a Israel, e para toda a obra da Casa do nosso Deus” (Ne 10.32-34).

Em virtude do concerto estabelecido entre Deus e o seu povo, os judeus, sob a liderança de Neemias, restauraram a contribuição para a manutenção da Casa do Senhor no valor de “um terço de um siclo” – quatro gramas de prata. As ofertas eram trazidas com alegria aos oficiantes do culto. Os crentes verdadeiramente avivados tudo fazem com júbilo, porque desejam agradara Deus em todas as coisas. Como estamos adorando a Deus?

Após o concerto, os israelitas comprometeram-se a ofertar para a Casa do Senhor e manter a pureza do culto divino.

3. O dia de adoração.
1. Sábado. “E de que, trazendo os povos da terra no dia de sábado algumas fazendas e qualquer grão para venderem, nada tomaríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e livre deixaríamos o ano sétimo e toda e qualquer cobrança (10.31).

No Antigo Testamento, os judeus santificavam o sábado como o dia de adoração ao Senhor. Uns vendilhões e mercadores, porém, desprezando a lei divina, expunham suas mercadorias, nos portais de Jerusalém, exatamente nesse dia. Assim, desviavam os judeus de sua devoção a Deus. A fim de manter a pureza do culto divino, Neemias viu-se obrigado a tomar sérias medidas, proibindo qualquer comércio no dia de culto. Ele mandou que as portas da cidade fossem fechadas nesse dia. Isso agradou a DEUS e levou o povo a total consagração a DEUS.

Temos nós reservado, pelo menos um dia na semana, para cultuarmos ao Senhor? Sejamos mais assíduos à Escola Dominical, aos cultos de ensino e aos demais trabalhos da Igreja. Que jamais desprezemos o culto divino.


CONCLUSÃO. Quando o povo de Deus, avivado por Sua Palavra, compromete-se com os supremos negócios de seu Reino, a Igreja desdobra-se em adoração e serviços, para que o Evangelho chegue aos confins da terra. Os crentes, então, passam a contribuir e a testemunhar com amor e intenso júbilo, porque sabem que “Deus ama ao que dá com alegria” (2ª Co 9.7). Sem avivamento não pode haver verdadeira adoração. Aviva, ó Senhor, a tua obra.

Pr. Elias Ribas
Igreja Assembléia de Deus
Blumenau - SC

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO


Neemias 12.27-31,43: “E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas. 28 E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa, 29 como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém. 30 E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro. 31 Então, fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro e ordenei dois grandes coros e procissões, sendo um à mão direita sobre o muro da banda da Porta do Monturo. 43 E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe”.

INTRODUÇÃO. A dedicação dos muros é o tema central de Neemias 12. Neemias não somente restaurou os muros e as portas de Jerusalém, como restabeleceu o ministério levítico.

Depois de terem se mudado para a cidade, os cidadãos decidiram dedicar esse projeto a Deus. No entanto, encontramos muito mais do que isso. Encontramos pessoas cujos corações estavam realmente felizes. Mesmo cheio de incertezas quanto ao futuro, mesmo que tivessem que pedir ajuda financeira para construir suas casas, eles realmente estavam alegres, porque os seus olhos estavam no Senhor. A celebração foi marcada pela alegria, louvor e cânticos em ações de graças ao Senhor (Ne 12.24,27). Em sua infinita misericórdia, Deus transformou em regozijo o lamento de seu povo. Assim, puderam os sacerdotes reiniciar suas atividades na festa de dedicação dos muros.

I. OS SACERDOTES QUE VIERAM PARA JERUSALÉM COM ZOROBABEL

1. Os que vieram com Zorobabel.Ora, estes são os sacerdotes e os levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesuá: Seraías, Jeremias, Esdras” (Ne 12.1).

No início do capítulo 12 de Neemias tem uma relação dos sacerdotes que vieram a Jerusalém juntamente com Zorobabel. Como se sabe, foi esse abnegado servo de Deus quem liderou o primeiro grupo de exilados judeus que, autorizados por Ciro, o Grande, deixou a Babilônia rumo à Cidade Santa. Zorobabel incentivou a reconstrução do Templo e restabeleceu a adoração a Deus. Sem tais ações, a restauração de Jerusalém seria impossível. Observe: só foram admitidos como ministros do altar os que puderam comprovar a sua ascendência levítica. Isso nos ensina que o ministério cristão deve ser exercido por aqueles que realmente foram chamados por Deus.

2. O ministério sacerdotal.

2.1. Os levitas são os sacerdotes de Israel. Esse papel começou com Aarão e seus quatro filhos, enquanto o povo andava pelo deserto. Em seguida a função sacerdotal, visto que eles eram dessa tribo, passou aos levitas (Nm 3.5-10).

2.2. Sua missão. Os sacerdotes tinham como missão representar o povo diante de Deus. Portanto, deveriam eles, ser santos e irrepreensíveis diante de Deus e dos homens (Lv 21.16-21).

2.3. Todo sacerdote era levita, mas nem todo levita era sacerdote. Várias eram as suas funções: tornar possível a mediação entre o povo e Deus, fazer a expiação pelos pecados da nação, ensinar a Lei de Deus, queimar incenso e cuidar do castiçal e da mesa dos pães da proposição (Lv 10.11; Ez 44.23).

3. O ministério dos levitas.
3.1. O Ministério dos levitas em detalhes encontramos descrito no livro de primeiro Crônicas capítulo 6. (Os cantores, Hemã, Asafe e Etã, e filhos, encarregados por Davi da música do templo (1º Cr 6,16ss).

3.2. Eram os descendentes de Levi os responsáveis pelos cultos de adoração a Deus. Somente os levitas estavam autorizados pelo Senhor a servir no Tabernáculo. Eles tinham como função primordial ensinar a Palavra de Deus e como se deve adorá-lo (Dt 33.10). 3.3. Exímios músicos que eram, eles requeriam que o seu ministério fosse plenamente restaurado, a fim de participarem do culto de dedicação dos muros de Jerusalém. Consciente dessa urgência, Neemias restabeleceu-os de imediato em suas várias funções. Senhor, ajuda-nos a ser mais zelosos para com as coisas que nos confiaste.

II. A DEDICAÇÃO DOS MUROS

1. Uma grande festa espiritual aconteceu na dedicação dos muros de Jerusalém. Aquela inauguração foi celebrada com música, louvores ao Criador.

1.1. A participação dos levitas.
“E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas” (Ne 12.27).

1.2. Era imprescindível a presença dos levitas na realização dos sacrifícios e na condução do culto ao Senhor. Afinal, eles eram os responsáveis pela adoração divina. O que aprendemos nesse ponto? Os obreiros têm hoje uma grande responsabilidade diante de Deus: levar o povo a adorá-lo na beleza de sua santidade.

2. A participação dos cantores.
2.1. A dedicação dos muros foi um tempo precioso para louvar a Deus. Neemias organizou dois corais para caminhar em sentidos opostos por cima dos muros até que os dois se encontrassem no templo. “E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa, como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém” (Ne 12.28-29).

2.2. Na dedicação dos muros de Jerusalém, fazia-se obrigatória a apresentação de cânticos de adoração e louvor a Deus. Por isso, Neemias reuniu os 148 cantores que descendiam de Asafe (Ne 7.44) e mais 245 que procediam de outras famílias levíticas (Ne 7.67), para que bendissessem ao Senhor. Que importância damos à verdadeira música sacra no culto divino? Que as nossas orquestras e corais sejam assíduos na adoração a Deus.

2.3. Devemos celebrar louvores a Deus pelas nossas vitórias. “Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder! Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza! Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa! Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta! Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes! Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor”! (Sl 150.1-6).

2.4. Devemos celebrar louvores a Deus com união entre os irmãos. “Naquele dia ofereceram grandes sacrifícios, e se alegraram, pois Deus lhes dera motivo de grande alegria; também as mulheres e as crianças se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se fez ouvir longe” (12.43).

2.5. Devemos celebrar louvores a Deus com grande alegria. “Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).
“Louvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras. Cantai a glória do seu nome, dai glória em seu louvor” (Sl 66.1-2).

2.6. Devemos celebrar louvores a Deus com vida pura. “E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro” (12.30).

2.7. Devemos celebrar louvores a Deus com muita ordem e arte (Ne 12.8,9,24,27,36,42).
Os levitas eram encarregados de celebrar. Dentre eles havia os cantores, os músicos, netofatitas (compositores – 12.8) bem como regente.
A palavra netofatita no hebraico, significa gotejante ou destilar como gotas. Isso significa falar por inspiração, ou seja, eles eram poetas e compositores.

2.8. Devemos celebrar louvores a Deus com a fidelidade de nossas ofertas. “No mesmo dia foram nomeados homens sobre as câmaras do tesouro para as ofertas alçadas, as primícias e os dízimos, para nelas recolherem, dos campos, das cidades, os quinhões designados pela lei para os sacerdotes e para os levitas; pois Judá se alegrava por estarem os sacerdotes e os levitas no seu posto, observando os preceitos do seu Deus, e os da purificação, como também o fizeram os cantores e porteiros, conforme a ordem de Davi e de seu filho Salomão. Pois desde a antiguidade, já nos dias de Davi e de Asafe, havia um chefe dos cantores, e havia cânticos de louvor e de ação de graça a Deus. Pelo que todo o Israel, nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as suas porções destinadas aos levitas, e os levitas separavam as porções destinadas aos filhos de Arão” (12.44-47).

3. A purificação dos sacerdotes e do povo.
3.1. Deus exigiu consagração do povo para entrar na terra prometida. “Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).

3.2. Neemias sabia que sem preparação espiritual o Senhor não abençoaria. “E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro” (Ne 12.30).

3.3. O Senhor exige consagração para Sua obra. “Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos do Senhor” (Is 52.11).

3.4. A fim de continuar a celebração dos muros, o coração tinha que ser preparado. Da mesma forma, precisamos nos lembrar de que, antes de ministrar aos outros, nossos corações devem estar limpos diante de Deus. Santidade precede felicidade. “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de CRISTO, e despenseiros dos mistérios de DEUS” (1ª Co 4.1).

3.5. Como os filhos de Levi estavam à frente das solenidades da dedicação dos muros de Jerusalém, requeria-se fossem eles um exemplo de pureza e santidade. Caso contrário, como poderiam eles purificar o povo? Mas, como agiam fielmente, os levitas purificaram os demais judeus para que ninguém ficasse de fora daquela ocasião tão especial (Ne 12.30b).

3.6. Que ninguém se esqueça da ordenação divina. “Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, SENHOR, para todo o sempre” (Sl 93.5).

De que valem as circunstâncias e pompas do culto se os adoradores acham-se distantes de Deus e comprometidos com o mundo? Não agia assim o Israel do Antigo Testamento? Ouçamos o que diz o Senhor por intermédio de Isaías: “Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13).

É urgente, pois, que adoremos a Deus não apenas com os lábios, mas principalmente com o coração. É também chegado o momento de se ensinar aos crentes o valor e a atualidade da doutrina da santificação; sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). É da vontade de Deus, pois, que todos os seus adoradores sejam santos (1ª Ts 4.3).

III. CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA

1. A dedicação dos muros de Jerusalém trouxe grande alegria ao povo.

1.1. A festa de dedicação. “Naquele dia ofereceram grandes sacrifícios, e se alegraram, pois Deus lhes dera motivo de grande alegria; também as mulheres e as crianças se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se fez ouvir longe” (12.43).

1.2. O povo participou da festa. “A outra companhia dos que davam graças foi para a esquerda, seguindo-os eu com a metade do povo, sobre o muro, passando pela torre dos fornos até a muralha larga” (12.38).
Neemias, então, determinou que fossem organizados dois grandes cortejos, dos quais participariam os levitas, os cantores e os príncipes de Judá (Ne 12.27-43). Um cortejo foi liderado por Esdras; o outro, por Neemias. Os grupos, embora caminhassem em direções opostas, encontrar-se-iam no Santo Templo. Ali, finalmente, foi realizado o grande culto em ação de graças a Deus. Como estamos adorando a Deus? Damos-lhe a devida honra?

2. Uma liturgia santa.
2.1. Neemias teve o cuidado de elaborar uma liturgia ordeira e santa, pois a Palavra de Deus ensina-nos que o culto deve ser conduzido reverentemente. O salmista adverte-nos. “Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra” (Sl 96.9).

2.2. Não podemos nos achegar à presença do Senhor de qualquer maneira. Ele é santo e exige santidade do seu povo. Não podemos transformar o culto divino num espetáculo deprimente.

3. Os sacrifícios (v.43).
3.1. O sacrifícios sempre fez parte do ritual de dedicação. “E todos os animais para sacrifício das ofertas pacíficas foram vinte e quatro novilhos, sessenta carneiros, sessenta bodes, e sessenta cordeiros de um ano. Esta foi a oferta dedicatória do altar depois que foi ungido” (Nm 7.88).

3.2. Nos dias de Salomão um grande holocausto se fez ao Senhor. “Então o rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios perante o Senhor. 63 Ora, Salomão deu, para o sacrifício pacífico que ofereceu ao Senhor, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram a casa do Senhor” (1ª Rs 8.62-63).

3.3. Na consagração do templo foram oferecidos muitos sacrifícios a Deus. “Naquele dia ofereceram grandes sacrifícios, e se alegraram, pois Deus lhes dera motivo de grande alegria; também as mulheres e as crianças se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se fez ouvir longe” (Ne 12.43).

3.4. Os judeus reconheceram os benefícios do Senhor e demonstraram o desejo de adorá-lo em santidade e pureza. “Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras” (Sl 29.2).

3.5. Na Nova Aliança, não precisamos mais oferecer sacrifícios de animais ao Senhor. Todavia, devemos apresentar-nos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável que é o nosso culto racional (Rm 12.1). Dediquemos-lhe, pois, incondicionalmente nossa vida por tudo que Ele é e tem feito por nós.
O povo de Israel adorou e bendisse o nome do Senhor na festa de dedicação dos muros.


CONCLUSÃO. Ensina-nos a vida de Neemias que devemos ser gratos a Deus por todas as bênçãos que d’Ele temos recebido. Assim como fez Neemias, cultuemos ao Senhor reverentemente. O culto e a adoração a Deus não podem ser feitos de qualquer maneira. Que o nosso culto, por conseguinte, seja dirigido com decência e ordem (1ª Co 14.40).

Pr. Elias Ribas